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sábado, novembro 29, 2008

PAK-FA: Hesitações e bloqueios

By on 29.11.08
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PAK-FA: Hesitações e bloqueios

Fonte: Quintus por Clavis Prophetarum

Embora estejam hoje entre os melhores aviões de combate do mundo, os Sukhoi SU-30 são ainda um descendente direto do SU-27 desenvolvido na antiga União Soviética no começo da década de oitenta. Na época, o SU-27 procurava incorporar toda a tecnologia e ser paritário em relação a todo um conjunto de aviões norte-americanos que serviam na USAF, na época, desde o F-15 até ao F-18. Como resposta a estes aviões, o SU-27 provou ser um sucesso absoluto. Por uma fração do custo unitário, os soviéticos conseguiram fabricar um aparelho que conseguia equiparar-se à maioria dos caças ocidentais e que encontrava apenas no F-15 um adversário superior (e mesmo assim, apenas em certos cenários).

Plenamente conscientes da perda de superioridade que decorria da entrada em serviço de aviões como o SU-27 na força aérea soviética e posteriormente da exportação massiva dos seus descendentes SU-30 para várias forças aéreas no mundo, os EUA começaram a desenvolver um aparelho que lhes devolvesse a superioridade qualitativa que caracterizou a sua força aérea durante a maior parte da Guerra Fria, quase sempre graças ao F-15, ao F-14 e ao F-18. Esse novo elemento seria conhecido mais tarde como o F-22A Raptor. Um avião de 5ª geração, stealth como o desajeitado antecessor F-117, exibindo a mesma supermanobrabilidade dos MiG-29 e SU-30 russos, um radar AESA e com a excepcional “fusão de sensores” integrada por um poder computacional nunca antes embarcado num avião de guerra… Além de tudo o mais, o F-22 era ainda capaz de voar em “supercruise” a velocidades acima do Mach 1, em vez das curtas permanências a essas velocidades de outros aparelhos da sua geração. Já que todas estas extraordinárias características tinham um preço, e um preço violento, da ordem dos 339 milhões de dólares por cada unidade fabricada, houve necessidade de procurar encontrar uma espécie de “F-16″ moderno, um aparelho mais barato que o F-22, capaz de ser produzido em grandes números e com uma tecnologia não tão sofisticada que lhe permitisse ser exportado, na mesma linha do F-16 que foi exportado em largos números enquanto o F-117 e o B-2 permaneciam reservados para a USAF, por deterem a mais avançada das tecnologias disponíveis na sua época. Esse aparelho seria conhecido como o F-35 Lightning II e incorporaria algumas características Stealth, um radar AESA menos elaborado do que o do F-22, mas com fusão de sensores, como o novo Super Hornet e o F-22A.

A resposta soviética ao projeto F-22 Raptor - quando ele surgiu em 1986 (ver AQUI) foi o desenvolvimento do projeto MiG 1.44 e, paralelamente, o I-21. Ambos os projetos seriam cancelados por falta de fundos. Após o fim da Guerra Fria, a necessidade de desenvolver um aparelho que devolvesse à Rússia pelo menos a paridade com o F-22A tornou-se evidente, tanto mais porque as verbas resultantes de um conjunto sólido e crescente de aviões Sukhoi se revelavam cada vez mais importantes e porque importava manter estas exportações nas décadas seguintes, com uma oferta consistentemente atualizada surgiu a necessidade de reativar os adormecidos projetos MiG 1.44 e I-21. Os fundos eram contudo ainda uma limitação, daí a busca de parceiros internacionais, e nestes, a Índia, um antigo cliente de aviões de combate russos surgiu imediatamente como o mais lógico e natural dos parceiros. É certo que na Índia há uma espécie de tradução nacional para programas que arrancam, consomem tempo e recursos e depois… não dão em nada. Temos um exemplo disto mesmo no MBT indígena Arjun e no consequente recuo para o T-90S russo… Sinais de que o mesmo pode estar agora mesmo a acontecer com o ressurgimento destes programas russos da guerra fria surgem também agora… É que se a Índia apareceu ao lado da Rússia no desenvolvimento do PAK-FA, e tenha mesmo sido assinado um “protocolo de entendimento” entre as duas nações, um ano depois, em Novembro de 2008, ainda não existe um contrato formal entre os dois Estados. A Rússia diz que vai voar o primeiro PAK-FA já em 2009, mas muitos analistas suspeitam, tendo em conta os problemas encontrados com os novos motores… Agora, que um terceiro provável parceiro, o Brasil, que em tempos foi dado como certo também já se afastou haverá ainda impulso suficiente para continuar a alimentar o programa PAK-FA?

Em termos internacionais, a Rússia deve imperativamente construir um substituto ao SU-30 e garantir a prazo um mercado de exportações muito rentável. Rentabilizar todo o investimento realizado antes nos MiG 1.44 e no I-21, e todo aquele já introduzido depois no PAK-FA é portanto uma opção muito razoável e provavelmente até incontornável. E este é o momento para o fazer. Os EUA têm ainda apenas 62 F-22A e prevêm construir apenas 182. É portanto possível construir a prazo um aparelho que torne a colocar a Rússia numa situação de paridade (ou quase paridade) com a USAF, com a introdução de grandes números de PAK-FAs. Simultaneamente, a obstinação norte-americana em recusar exportar o F-22 pode fazer com que alguns dos seus mais fiéis aliados, que o reclamam, olhem noutras direções em busca de soluções… E assim, o PAK-FA apresentasse com um digno sucessor do SU-30. Por isso, não se compreendem bem as hesitações indianas, nem sequer a falta de interesse russo no programa!

EM VIDEO:


Força Aérea faz vigilância diária da Amazônia

By on 29.11.08
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Força Aérea faz vigilância diária da Amazônia
Jatos monitoram desmatamento

Fonte: O Estado de São Paulo - Via Noticias da Amazônia

A aviação militar do Brasil mantém no ar, todo os dias, desde 2002, o aparato de vigilância que Carlos Minc quer propor como parte do envolvimento das Forças Armadas na proteção de parques nacionais e da Amazônia.

A partir da base aérea de Anápolis, a 140 quilômetros de Brasília, grandes jatos R-99 Bravo do Esquadrão Guardião realizam sua missão cotidiana de coleta de dados e imagens de incêndios florestais, das superfícies desmatadas e em processo de desmatamento, de áreas de conservação, atividades irregulares de garimpagem, mineração ou demarcação de terras. Não é só. O grupo, comandado pelo tenente-coronel Rinaldo Nery, acompanha a movimentação das reservas indígenas e das zonas de proteção ambiental. Também produz dados para a elaboração do Plano Permanente de Zoneamento Ecológico e Econômico.

Os olhos e ouvidos eletrônicos estão voltados também à observação de atividades e empreendimentos causadores de degradação ambiental envolvendo grandes obras públicas, empreendimentos agropecuários e o trabalho em reservas extrativistas.

As informações são colhidas e podem ser transferidas em tempo real para os centros terrestres. Desse ponto em diante o uso do material fica por conta de setores especializados do governo federal, subordinados à Casa Civil e ao Ministério da Defesa.

Nery tem oito aviões disponíveis. Cada um custa cerca de US$ 80 milhões. Cinco deles são do tipo R-99 Alfa, de alerta antecipado e comando aerotransportado. Levam uma grande antena Erieye, comprada na Suécia. O equipamento pesa quase uma tonelada e tem alcance no limite entre 360 e 400 quilômetros. Com ele a Força Aérea Brasileira (FAB) pode multiplicar o poder de sua frota por meio de coordenação e integração e da capacidade de localizar alvos mesmo quando o deslocamento das aeronaves adversárias se dá a baixa altura.

O segundo time Guardião, guarnecido com três unidades da versão R-99 Bravo, é o que serve diretamente aos interesses ambientais e à vigilância da Amazônia. A rigor, é um avião espião, destinado a missões de inteligência. O principal componente embarcado é o radar de abertura sintética, que permite uma varredura de área feita de forma a não revelar a presença do R-99B.

Com ele atuam um produtor de imagens digitais e um sensor ótico infravermelho, para visão noturna. A partir do ponto de decolagem a aeronave terá duas horas de coleta de dados sobre 57 mil km² a cerca de mil quilômetros de distância. Os jatos operam dia e noite e sob quaisquer condições meteorológicas.

O R-99A/B é construído pela Embraer, em São José dos Campos. Com um deles, do tipo B, o Esquadrão Guardião realizou uma façanha militar, em junho de 2003.

O jato decolou de Anápolis com a missão - negociada diretamente pelo presidente Lula com seu então colega do Peru, Alejandro Toledo - de apoiar uma ação de resgate de 74 reféns tomados pela guerrilha na província de Ayacucho. A maioria funcionários da empresa Techint, que construía um oleoduto.

Duas horas de vôo sobre a mata foram suficientes para monitorar as comunicações entre os seqüestradores e assim definir a localização do cativeiro. Forças Especiais do Exército peruano chegaram ao local em 45 minutos.

http://www.rdavp.com/Reports/CRUZEX2006/16%20Line%20R-99%202%B0%206%B0%20GAv%20FAB%20Campo%20Grande%2020-08-2006.jpg

Esquadrão das Forças Armadas já vigia a área da Amazônia, mas os dados não são bem processados, explica especialista

Fonte: Rádio CBN - Via Noticias da Amazônia

O especialista em assuntos militares Roberto Godoy, jornalista do O Estado de São Paulo, comenta se é possível ter um exército verde do ponto de vista do conceito e não da cor do uniforme?

Clique para ouvir a entrevista na íntegra

Sonda enviada pela Índia pousa na Lua

By on 29.11.08

O foguete que lançará a sonda Chandrayaan. A Índia será a sexta potência a enviar uma missão à Lua

Sonda enviada pela Índia pousa na Lua

Fonte: AFP

Uma sonda enviada pela Índia pousou nesta sexta-feira na superfície lunar, anunciou a Organização de Pesquisas Espaciais do país.

A sonda alunissou às 08H34 (15H04 GMT), 25 minutos depois de lançada por uma nave não tripulada em órbita lunar, anunciou um porta-voz.

O foguete indiano PSLV levava a bordo o satélite Chandrayaan-1, equipado com uma sonda lunar, do centro espacial Satish Dhawan de Sriharikota, uma península do sudeste da Índia, situada 90 km ao norte de Madras.

A missão inédita consta de várias etapas e deve durar dois anos. O aparelho espacial leva instrumentos científicos indianos, europeus e americanos, para uma série de experiências e observações ao redor e na Lua durante dois anos, incluindo estudos topográficos, a busca de água, minerais e substâncias químicas.

(Outubro) Lançamento da missão indiana


O gigante asiático, com ambições de superpotência, quer demonstrar que é um líder em termos de tecnologias espaciais, em meio a uma disputa com China e Japão.

Pequim tem uma grande vantagem neste campo, já que em setembro conseguiu realizar uma caminhada espacial humana e reiterou a ambição de realizar um vôo tripulado à Lua.

Depois das alunissagens de naves tripuladas entre 1969 e 1972 dentro do programa americano Apollo, as grandes potências da Ásia lutam pela conquista da Lua, que pretendem transformar em plataforma de exploração espacial, e de Marte.

Além do envio de uma missão lunar tripulada, a China quer construir um laboratório no espaço, concorrente da Estação Espacial Internacional (ISS). O Japão lançou uma sonda lunar no fim de 2007 e deseja enviar um astronauta ao satélite até 2020.

A Índia tem previstos 60 vôos espaciais até 2013, também à Lua e Marte. A Chandrayaan-1, com um orçamento de 80 milhões de dólares, se repetirá em 2010 ou 2012, segundo a agência espacial nacional, que sonha em mandar um indiano ao espaço.

Para preparar este vôo tripulado, Nova Délhi conseguiu recuperar na Terra, em 2007, uma cápsula enviada ao espaço.

Esta nova potência econômica também almeja entrar para o seleto e restrito clube de países lançadores de satélites comerciais. Estados Unidos, Rússia, China, Ucrânia e a Agência Espacial Européia compartilham este mercado, que deve render 145 bilhões de dólares nos próximos 10 anos.

Em abril, a Índia fez história ao colocar em órbita - ao mesmo tempo e com apenas um lançador - dez satélites, oito deles estrangeiros. O gigante do sul da Ásia cobra 35% a menos por seus lançamentos que as outras agências espaciais internacionais.

O programa espacial desta potência atómica militar teve início em 1963, mas até pouco tempo atrás estava reservado aos lançamentos dos próprios satélites, o primeiro deles em 1980.

China não precisa de novos aviões comerciais ocidentais

By on 29.11.08
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Crise faz China suspender compra de novos aviões comerciais

Da EFE - Via G1

O Governo chinês ordenou as companhias aéreas do país a suspender a compra de aviões comerciais durante a crise econômica mundial, informa hoje o jornal "Shanghai Daily".

As companhias aéreas ainda poderão comprar os aviões cuja aquisição foi aprovada antes da decisão, e assinar algumas novas encomendas no próximo mês, assinalou o chefe da divisão de políticas e pesquisa da Administração de Aviação Civil da China, Liu Shaocheng.

Liu não anunciou quando a proibição será aplicada, mas a explicou assegurando que a recessão mundial fará com que o transporte aéreo na China caia nos próximos três anos.

A maioria dos aviões de médio porte das frotas chinesas foi comprada da Embraer e da canadense Bombardier, enquanto os de grandes porte foram adquiridos da Airbus e da Boeing, cujas vendas também serão afetadas pela paralisação de encomendas.


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Chinesa CACC fecha 1ª venda de aviões para empresa ocidental

Do Valor OnLine - José Sergio Osse - Via G1

A fabricante chinesa de aviões Commercial Aircraft Corporation of China (CACC) recebeu ontem seu primeiro pedido de compra de aeronaves vindo de uma companhia ocidental. A empresa de leasing aeronáutico Gecas, do grupo General Electric (GE), anunciou a compra de 5 unidades do jato regional ARJ21-700, com opções para mais outros 20 aparelhos. Caso todos os 25 aviões sejam adquiridos, o negócio terá valor total de cerca de US$ 800 milhões.

A CACC foi formada pela união da AVIC I e da AVIC II, as duas indústrias de componentes aeronáuticos da China, com a intenção de desenvolver e construir os primeiros aviões comerciais do país. Até agora, a companhia afirma já ter vendido 206 unidades das aeronaves da família ARJ, incluindo o negócio com a Gecas que, incluindo as opções, é o maior até o momento.

O vôo inaugural do ARJ21-700 está marcado para o fim deste mês, com entrada em serviço esperada para o início do ano que vem. Segundo a Gecas, a CACC acredita que há mercado para 850 unidades desse aparelho em todo o mundo nos próximos 20 anos. Para a General Electric, que irá fornecer os motores para os aviões adquiridos por sua subsidiária financeira, esse volume representa uma oportunidade de receita de US$ 4 bilhões no fornecimento de motores a jato.

Além do anúncio da venda, o vice-ministro da Indústria e da Informação do país, Miao Wei, confirmou que o maior avião comercial do país, desenvolvido para competir com o A320 e 737, deve entrar no mercado entre 2016 e 2020.

Segundo ele, a preparação para o programa deve ser concluído no fim do ano que vem e a produção deve começar entre 2010 e 2015.


Fabricante afirma que primeiro teste ocorreu com duração de uma hora com bom funcionamento de todos os sistemas


ARJ21 chinês completa seu primeiro vôo
Fabricante afirma que primeiro teste ocorreu com duração de uma hora com bom funcionamento de todos os sistemas

Hercules Araújo - AIRWAY Online

O novo jato regional chinês Commercial Aircraft Corporation of China ARJ21-700, completou com sucesso seu primeiro vôo. O fabricante da aeronave confirmou o primeiro vôo, que aconteceu hoje (28), em uma breve cerimônia juntamente com seus fornecedores ocidentais.

O primeiro vôo teve a duração de 61 minutos a uma altitude máxima de 2.500 metros. “Cada sistema instalado na aeronave funcionou muito bem”, disse a Comac. “Este é um significante progresso no desenvolvimento do programa ARJ21”. O ARJ21, concorrente direto da família de E-Jets EMBRAER 170, possui 90 assentos motorizado por um par de motores turbofans General Electric CF34, decolou do aeroporto de Dachang em Shangai, próximo das instalações do fabricante.

A Comac está trabalhando para certificar a nova aeronave na China e espera entregar a primeira unidade para o cliente Shandong Airliners até o final do próximo ano.

Nota: Depois de copiar itens e soluções dos aviões da EMBRAER fabricados na China e de "chutar" a fabricante brasileira da parceria que existia ate então a china agora fecha o mercado aos fabricantes ocidentais após fazer voar seu primeiro avião comercial o ARJ-21 - 700.

AEB admite substituir Alcântara por outra base

By on 29.11.08

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VLS-1 em Alcântara (Foto: AEB)

AEB admite substituir Alcântara por outra base

Agência Estado - Via IG

Entraves burocráticos podem fazer a Agência Espacial Brasileira (AEB) procurar alternativas ao Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão. O presidente da agência, Carlos Ganem, afirmou ontem, durante palestra em evento de ciência, tecnologia e desenvolvimento sustentável que está sendo realizado em São Luís (MA), que a AEB estuda a possibilidade de substituição de Alcântara por outro sítio de lançamento.

A mudança seria motivada por dificuldades relacionadas às obras de ampliação do CLA para uma área quilombola da região. Ganem ressalvou que estudos de viabilidade técnica de novos sítios de lançamento são uma ação quase rotineira da agência e do Programa Espacial Brasileiro. "Estamos sempre realizando esses estudos. Se Alcântara não nos quiser, iremos para outro local. Hoje em dia, a boa localização para lançamento pode ser substituída", afirmou.

O presidente da AEB não deu detalhes sobre novos centros. Ele informou, porém, que a cidade de Macapá (AP), por exemplo, apresenta condições favoráveis de lançamento.

Em setembro deste ano, a Justiça Federal do Maranhão determinou que a AEB e a empresa binacional Alcântara Cyclone Space (ACS) - uma cooperação tecnológica entre Brasil e Ucrânia - interrompessem as obras de construção de sítios de lançamentos nos territórios das comunidades quilombolas de Mamuna e Baracatatiua, como parte do projeto de expansão do CLA. Em 6 de novembro, durante audiência pública conciliatória, a AEB e a ACS anunciaram oficialmente a desistência do projeto de ampliação do CLA nessas duas comunidades quilombolas. Os planos de instalação de um complexo científico com universidades, hospitais e centros de pesquisas serão alterados.

Mesmo diante da possibilidade de transferência das atividades, pelo menos por enquanto a AEB mantém os investimentos na base visando à consolidação do Programa Espacial Brasileiro. As obras da Torre Móvel de Integração (TMI) e do conjunto técnico de infra-estrutura para lançamento do veículo lançador de satélite já foram iniciadas e a expectativa é que até 2010 a torre tenha condições de fazer lançamentos. As obras de reconstrução da TMI devem consumir R$ 40 milhões em 2008 e R$ 60 milhões em 2009.

Nova Guerra Fria: Rússia propõe cooperação nuclear com o Equador

By on 29.11.08
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Moscou também quer ajudar Equador a ter tecnologia nuclear

Agência Estado - Via IG

Em visita ao Equador, o chanceler russo, Sergei Lavrov, expressou ontem o interesse de seu país em iniciar negociações com Quito para expandir a cooperação bilateral em diversas áreas, entre elas o desenvolvimento de energia nuclear. "Queremos trabalhar com os equatorianos em muitos temas: petróleo, gás e até mesmo em energia atômica", afirmou Lavrov.

Um dia antes, o presidente russo, Dmitri Medvedev, em visita à Venezuela, assinou um acordo com o presidente Hugo Chávez que prevê a "promoção de energia nuclear com fins pacíficos". "Estamos prontos para formar estudantes (latino-americanos) em física atômica e engenharia nuclear", disse ontem o chefe da Agência Federal Russa de Energia Atômica, Sergei Kiriyenko. "A nossa ajuda incluirá a cooperação nas áreas de pesquisa e desenvolvimento e na procura de urânio na Venezuela", completou.

A visita de autoridades russas à América Latina faz parte de uma estratégia de Moscou para responder, com demonstrações de força na região, às interferências dos EUA no conflito com a Geórgia e aos planos americanos de instalar um escudo antimísseis na Polônia e na República Checa.

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Na quarta-feira, uma esquadra naval russa com quatro embarcações chegou à costa da Venezuela para realizar, a partir de segunda-feira, uma série de manobras conjuntas com a Marinha venezuelana. No segundo dia de visita a Caracas, Medvedev realizou com Chávez uma vistoria ao destróier russo Almirante Chabanenko, com 296 tripulantes, e ao cruzeiro de propulsão nuclear Pedro, o Grande, estacionados no porto de La Guaira, a 30 quilômetros da capital.

A imagem “http://www.fav-club.com/news/fn46.h7.jpg” contém erros e não pode ser exibida.
Ilyushin II-96 300

No destróier, Chávez agradeceu aos russos por ajudar a contribuir para a construção de "um mundo multipolar" e anunciou a compra de dois jatos Ilyushin II-96 300, modelo usado em algumas viagens do presidente russo.

Medvedev prometeu considerar a proposta de Chávez para incluir a Rússia na Aliança Bolivariana para as Américas (Alba) e falou na criação de um banco binacional russo-venezuelano para ajudar os dois países a enfrentar a crise financeira internacional.


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Estátua da "Mother Russia" em Volgrado.

Rússia propõe cooperação nuclear com o Equador

Reuters/Brasil Online - Via O Globo

A Rússia está interessada em ampliar a cooperação energética com o Equador, inclusive em atividades nucleares, disse o chanceler Sergei Lavrov na quinta-feira em visita ao país andino.

"Se o Equador estiver interessado, podemos discutir projetos", disse Lavrov à Reuters, quando questionado sobre a questão nuclear. "Listei áreas em que podemos oferecer tecnologia. Cabe ao governo do Equador decidir se está interessado."

Quito ainda não se manifestou sobre as ofertas.

O Equador não tem usinas nucleares, e Lavrov não especificou que tipo de ajuda Moscou poderia fornecer.

A visita de Lavrov serviu para assinar acordos de cooperação militar e para iniciar negociações comerciais em 2009. Ele afirmou que há interesse da Rússia em aprofundar as relações com o Equador (que é membro da Opep) nos setores de gás e petróleo.

Mais do que isso, a Rússia está tentando ampliar sua influência na América Latina, num momento em que suas relações com os EUA estão no pior nível desde o fim da Guerra Fria.

Navios russos chegaram nesta semana à Venezuela para um exercício naval, refletindo a aproximação do governo esquerdista de Hugo Chávez com a Rússia, de onde ele já comprou bilhões de dólares em caças, helicópteros e armas, causando irritação em Washington.

O presidente do Equador, Rafael Correa, é um dos principais aliados regionais de Chávez e também faz críticas recorrentes ao presidente George W. Bush, embora em geral mantenha relações cordiais com os EUA.

Especialistas dizem que o crescente interesse da Rússia pela América Latina seria uma resposta às atividades dos EUA no Leste Europeu, o que possivelmente incluirá a instalação de um escudo antimísseis, que Moscou vê como uma ameaça à sua segurança.

As relações entre Rússia e EUA chegaram a seu ponto mais baixo na breve guerra de agosto entre russos e georgianos pelo controle de duas províncias separatistas da Geórgia, país aliado do Ocidente.

O Equador tem poucas relações comerciais e militares com a Rússia. Historicamente, Quito recorre a Washington para treinar oficiais e obter tecnologia bélica. Correa, no entanto, já anunciou que não pretende renovar a concessão para que os EUA usem a base aérea de Manta em operações contra o narcotráfico.

Hoje na História

By on 29.11.08
29 de Novembro é o 333º dia do ano no calendário gregoriano (334º em anos bissextos). Faltam 32 para acabar o ano.

Eventos históricos

Nascimentos

Falecimentos

Feriados e eventos cíclicos

  • Dia Internacional de Solidariedade à Palestina.
  • Dia Nacional da Albânia (comemorando a libertação do país da ocupação nazista).
  • Início das festividades Nicolinas em Guimarães - Evento local - Brasil.

LITURGIA DIÁRIA

By on 29.11.08

Evangelho (Lucas 21,34-36)

Sábado, 29 de Novembro de 2008
34a Semana Comum


Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 34“Tomai cuidado para que vossos corações não fiquem insensíveis por causa da gula, da embriaguez e das preocupações da vida, e esse dia não caia de repente sobre vós; 35pois esse dia cairá como uma armadilha sobre todos os habitantes de toda a terra.
36Portanto, ficai atentos e orai a todo momento, a fim de terdes força para escapar a tudo o que deve acontecer e para ficardes de pé diante do Filho do Homem”.

São Virgílio

29 de Novembro

Neste dia comemoramos a vida do Santo Bispo missionário que revolucionou a Diocese de Salzburgo pelo seu testemunho de serviço ao Reino de Deus. São Virgílio nasceu no ano 700 na Irlanda, onde abraçou com sua juventude e ardor a vida monástica e sacerdotal.

São Virgílio chegou a abade de um mosteiro Irlandês, até que foi convidado pelo rei franco Pepino para estabelecer em sua região um centro cultural, já que Virgílio, além de aprofundado nas ciências Bíblicas e Teológicas, possuía grande bagagem de conhecimentos. Ao discernir a vontade de Deus São Virgílio tornou-se abade no reino franco, e mais tarde Bispo de Salzburgo, onde como pastor e mestre fez de tudo para conduzir o Rebanho ao Bom e Belo Pastor.

Vemos que na vida deste Santo nada foi coincidência, mas tudo Providência, pois de um interesse político do rei Pepino - que visava apenas a pacificação do povo - Deus tirou a salvação para uma multidão através do Santo apostolado de Virgílio. Reconhecido pelos seus dotes de mente e coração São Virgílio fundou muitos faróis de evangelização, ou seja, vários mosteiros além de construir o primeiro catálogo e crônica dos mosteiros beneditinos e ajudou na cristianização de outras regiões, isto tudo até entrar no Céu em 784 onde continua glorificando a Deus e ajudando na evangelização pela sua intercessão.

quinta-feira, novembro 27, 2008

Políticos querem o Rafale e os Militares querem o F-18!

By on 27.11.08


Saída à francesa

É por causa do satélite de comunicações e do submarino nuclear que o presidente Lula prefere a parceria com a França, em detrimento dos Estados Unidos e da Rússia


Não existe nada que deixe um russo mais satisfeito com a hospitalidade brasileira do que um bom rodízio de churrasco regado a caipirinha. O risco é o convidado passar mal de tanto comer e beber. Nada mais natural, portanto, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ofereça um banquete à gaúcha ao jovem presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, sob a guarda do Cristo Redentor, no Palácio Guanabara, no Rio, tendo como co-anfitrião o governador Sérgio Cabral Filho (PMDB).

Rússia

Por trás da gastronomia, porém, há dois recados: o Brasil pretende comprar os ?soviéticos? helicópteros de ataque MI-35, verdadeiros tanques voadores, mas quer que os russos ampliem as cotas de exportação para os produtos brasileiros, principalmente a carne. Ou seja, a cooperação militar com a Rússia depende da ampliação das relações comerciais de US$ 5 bilhões para US$ 10 bilhões e, principalmente, de uma política de transferência de tecnologia na área militar, à qual os russos são reticentes. Eles argumentam que isso exigiria uma escala de compras de armamentos semelhante às da China e da Índia, o que não é o caso brasileiro.

Oficialmente, no Ministério da Defesa, essa é a razão de o Brasil ter desclassificado os mais versáteis aviões de caça da atualidade, o Sukhoi SU-35, na licitação para renovação da esquadrilha de ataque da Força Aérea Brasileira. Os helicópteros russos, porém, são eficientes e robustos, têm tecnologia menos sofisticada e servirão de pau para toda obra na Amazônia. Além disso, os russos topam produzir no Brasil as peças de reposição. A compra dos aviões russos, diga-se de passagem, foi uma das causas da queda do ex-ministro da Defesa José Viegas Filho.

O governo brasileiro acendeu uma vela para Deus e outra para o diabo. Ao rejeitar os Sukhoi na habilitação para a licitação, sinalizou aos norte-americanos que vai manter a cooperação com os russos em termos moderados, ao contrário da Venezuela de Hugo Chávez ; ao mesmo tempo, abriu a porta para a compra de novos caças franceses Rafaele F 3 em substituição aos velhos Mirages. O problema é que os pilotos brasileiros preferem os F-18 E norte-americanos.

Aliás, recentemente, com os F-5 recauchutados da FAB, deram um baile nos pilotos franceses durante exercícios aéreos conjuntos da Cruzex IV em que derrubaram os Mirage2000 baseados na Guiana Francesa. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, por razões geopolíticas, não esconde a torcida pelo Rafaele; o comandante da Aeronáutica, Junit Saito, por razões militares, prefere os aviões ianques.

França

No governo, quem defende maior cooperação com a Rússia é o ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, por causa do futuro da Amazônia, da qual os russos estão mais distantes. Mas o que avança mesmo é a cooperação militar com a França (que tem um pedaço do território no subcontinente), na qual Jobim aposta todas as suas fichas. Haveria de parte dos franceses mais disposição para a transferência de tecnologias do que revelam norte-americanos e russos.

Além dos aviões, os franceses querem nos vender um novo satélite de comunicações, que deixaria o Brasil livre da dependência em relação aos norte-americanos nessa área. Em tempos de ?guerra eletrônica?, durante visita à França, Jobim se encantou com o projeto de ?soldado do futuro? (infantaria com comunicação e equipamentos integrados), utilizando veículos blindados leves de transportes de tropas como ponto de apoio para ?guerra em rede?.

Porém, a menina dos olhos da cooperação militar Brasil-França é a transferência de tecnologia para a construção do submarino nuclear que está sendo desenvolvido pela Marinha brasileira. Em termos doutrinários, para os militares, nosso país não terá ?poder de dissuasão? para defender a plataforma continental e a chamada ?Amazônia Azul? sem esse submarino, capaz de submergir por longos períodos e atacar de surpresa à longa distância da costa. Os ciclos de construção do seu reator nuclear e do combustível (urânio enriquecido) estão dominados, mas falta o principal em qualquer embarcação: o casco.

O Brasil precisa construir os enormes anéis do casco e soldá-los; a França se dispõe a fazer isso por aqui, num estaleiro preparado para transferir tecnologia. É por causa do satélite e do submarino nuclear que o presidente Lula prefere a parceria com a França, em detrimento dos Estados Unidos e da Rússia. De quebra, deixaria o Brasil de fora da histórica rivalidade entre os dois protagonistas da antiga Guerra Fria. Tudo isso, é claro, se uma recessão mundial não atrapalhar.

Brasil fechou o contrato de compra de 12 helicópteros de ataque MI-35 fabricados pela Rússia

By on 27.11.08

Brasil faz acordo de defesa com a Rússia

Fonte: Valor Econômico - Sergio Leo

Sergio Leo é repórter especial em Brasília e escreve às segundas-feiras

E-mail: sergio.leo@valor.com.br

Sem alarde, o Brasil fechou o contrato de compra de 12 helicópteros de ataque MI-35 fabricados pela Rússia, a um custo estimado em cerca de US$ 300 milhões. A compra põe fim a uma negociação de quase dois anos, equipará as Forças Armadas com verdadeiros tanques blindados aéreos que se destinarão à vigilância da Amazônia e é um exemplo do que não prevê o acordo de cooperação em matéria de defesa que os dois governos também assinarão durante a visita do presidente russo ao Brasil, Dmitri Medvedev, nesta semana. O governo quer mais, quer fabricar armamentos com a Rússia.

E não só com a Rússia. Em dezembro, chega ao país o presidente da França, Nicolas Sarkozy, com quem também será assinado acordo de cooperação em matéria de defesa. Como informou ao Valor o ministro de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger, as negociações com os franceses estão até mais avançadas do que as com os russos.

Sarkozy entendeu que o Brasil não quer acordos de compra e venda de mercadorias, mas de aliança para fabricação de armamentos e pesquisas tecnológicas. A Marinha brasileira discute com os franceses planos conjuntos na construção de submarinos, e o Exército negocia projetos de cooperação para tecnologias do chamado "combatente do futuro" das tropas da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), com uso de sofisticados sistemas de informática e posicionamento por satélite para auxiliar o deslocamento, identificação e mobilização de soldados em campo de batalha.

A compra dos helicópteros russos é considerada, no governo, um negócio "atípico" e excepcional em relação ao que se pretende com a nova estratégia de alianças no setor de defesa. Os brasileiros negociaram a instalação de centros completos de manutenção para os novos helicópteros, para evitar os problemas já identificados na vizinha Venezuela, onde o abastecimento de peças depende de estoques limitados e encomendas a Moscou. Mas a compra é uma operação estritamente comercial, sem o chamado offset, compensações comerciais concedidas pelo fornecedor de equipamentos.

O objetivo declarado das conversas com Paris e Moscou - explicitado por Mangabeira Unger em recente ronda pela Europa - é evitar a excessiva dependência de fornecedores de alguma parte do globo e buscar aproveitar a reestruturação das Forças Armadas para incentivar o desenvolvimento tecnológico do setor de armamentos no país. Essa foi a razão, segundo explicou o governo brasileiro ao russo, pela qual os jatos Sukhoi foram excluídos da licitação para o projeto FX de compra de novos jatos para a Força Aérea Brasileira. Os russos foram os únicos a não oferecer transferência de tecnologia no pacote de venda.

Além do anúncio da compra dos helicópteros, está prevista para a visita de Medvedev a assinatura de um dos três acordos que pautarão a cooperação dos dois países em matéria de defesa. Em agosto já havia sido assinado outro, pelo gabinete de Segurança Institucional da Presidência, do ministro general Jorge Félix, com a ex-KGB russa, de proteção de informações confidenciais. O acordo desta semana é de cooperação técnico-militar e prevê troca e intercâmbio de pessoal, aquisição de equipamentos, transferência de tecnologia e até co-produção.

Há um terceiro acordo em fase de finalização, sobre propriedade intelectual. As autoridades brasileiras esperam que o acordo permita às indústrias dos dois países conhecer melhor o que é produzido e comercializado nos dois mercados, abrindo caminho para que as empresas brasileiras façam contatos e encontrem oportunidades de negócios com os russos. Não é fácil, a Rússia, especialmente na esfera militar, ainda tem a arrogância de grande potência, mas há forte interesse da indústria bélica brasileira, em campos como a fabricação de blindados, por exemplo.

Toda essa movimentação é vista com mau humor por tradicionais exportadores brasileiros, como os de carne, que lamentam a falta de resultados do governo brasileiro nos esforços para abrir ao Brasil maior espaço nas cotas de importação russas, grande parte delas reservadas a exportadores europeus e americanos. Na semana passada reuniu-se em Brasília a comissão intergovernamental Brasil-Rússia de cooperação econômica, comercial, científica e tecnológica, em preparação à visita de Medvedev. E a discussão sobre agricultura levou apenas a queixas da parte brasileira pela falta de empenho dos russos em avançar no tema de cooperação agrícola.

A visita de Medvedev será acompanhada dos anúncios pomposos dessas ocasiões, como a meta de elevar o comércio bilateral dos US$ 5 bilhões de 2007 para US$ 10 bilhões em 2010. Mas a crise financeira mundial, que chegou pesadamente à Rússia, obscurece as perspectivas comerciais com o país - a queda nos preços do petróleo já fez Medvedev adiar anúncios de investimentos que faria nesta semana, na Venezuela, e praticamente concentrou as expectativas nos negócios do campo militar.

As reservas internacionais da Rússia, de quase US$ 600 bilhões em agosto, caíram para pouco mais de US$ 450 bilhões e continuam caindo no ritmo de mais de US$ 20 bilhões por semana, o crédito secou, começaram as demissões nos setor automotivo e o governo já anunciou pacotes bilionários de salvamento, como no Ocidente. Tudo isso reduz a atratividade da cooperação econômica com o país, mas não afetou, até agora, os planos em matéria de defesa.

As autoridades brasileiras dizem considerar normal a aproximação entre Rússia e Venezuela, que farão exercícios militares juntos, no Caribe, nesta semana. Enquanto Chávez apresenta a aliança como uma resposta ao "Império" americano, os próprios russos minimizam essa volta às Américas, que insistem em classificar como um ressurgimento do interesse puramente econômico na região. Combinado com a decisão dos países sul-americanos de, pela primeira vez, estabelecerem um Conselho de Defesa que exclui a grande potência ao Norte, esse movimento tem, porém, forte implicações geopolíticas. Mesmo que os presidentes Lula e Medvedev, amanhã, digam o contrário.

EM VÍDEO:


EQUADOR: País pode comprar aviões de outros lugares

By on 27.11.08
PAMPA Argentino poderia se converter em uma opção para o Equador

EQUADOR: País pode comprar aviões de outros lugares

Fonte: Gazeta Mercantil

SÃO PAULO, 26 de novembro de 2008 - O presidente do Equador, Rafael Correa, afirmou hoje que se o Brasil suspender a venda de 24 aviões de combate e uma aeronave para uso presidencial vai recorrer a outros países.

'Nós sempre tentamos privilegiar os mercados regionais, mas podemos comprar em outro país', avalia Rafael Correa.


http://www.revistafatorbrasil.com.br/imagens/fotos/super_tucano
Brasil suspende financiamento de 24 Supertucanos ao Equador

Negócio de US$ 261 milhões é vetado em retaliação às ameaças de calote ao BNDES feitas por Rafael Correa

Tânia Monteiro e Lu Aiko, de O Estado de S. Paulo Via Estadão

BRASÍLIA - O governo brasileiro suspendeu a autorização para que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) financie a venda de 24 aviões Supertucanos à Força Aérea do Equador, um negócio de US$ 261 milhões. A medida é mais uma retaliação ao calote anunciado na semana passada pelo presidente equatoriano, Rafael Correa, que decidiu recorrer à Corte Internacional de Arbitragem para não pagar a dívida de US$ 243 milhões ao BNDES - dinheiro investido na construção da Usina Hidrelétrica de San Francisco, obra tocada pela construtora brasileira Norberto Odebrecht, que foi expulsa do país.

Formalmente, o governo brasileiro ainda não negou o financiamento do BNDES para a compra dos Supertucanos pelo Equador, mas fontes do Planalto foram categóricas, ontem, ao tratar do assunto: "Temos todo o interesse em fechar o negócio. A Embraer não é a Odebrecht, os negócios são completamente diferentes, mas eles (equatorianos) terão de encontrar outra fonte de financiamento."

O negócio da venda dos aviões da Embraer foi anunciado em abril passado pelo próprio Correa. Recentemente, os equatorianos pediram à empresa brasileira para antecipar a entrega de quatro dos aviões para maio do ano que vem. O acordo preliminar foi acertado, mas o contrato não foi assinado e, agora, ele poderá sofrer restrições porque a idéia era financiar a operação de exportação com recursos do BNDES.

Diante do calote no financiamento da hidrelétrica, o próprio banco mandou um recado informal aos negociadores equatorianos: o BNDES não vai analisar novas operações até que se resolva o impasse que envolve a obra da Odebrecht. Com isso, se quiser mesmo receber os aviões em maio, como pediu, Corrêa terá de encontrar outra forma de financiar a compra.

O Brasil tem todo o interesse em concretizar o negócio - comercial e estrategicamente. Comercialmente, porque ele é importante para a Embraer, uma vez que aumenta a área de influência dos seus negócios na América Latina. Mas um ministro assegurou ontem ao Estado que, nessas condições, "não há possibilidade de o financiamento ser aprovado". Colômbia, Chile e El Salvador já possuem Supertucanos integrados às suas Forças Aéreas.

Isso facilita a integração entre as forças, permitindo melhor comunicação durante os exercícios e, em caso de necessidade, de uma operação conjunta de combate ao narcotráfico, por exemplo - além de dar mais equilíbrio à região e uma relativa independência em relação à equipamentos estrangeiros.

A configuração escolhida pelo Equador é a chamada Versão Colômbia, com instrumentos eletrônicos comprados de Israel e capacidade para o uso de armas inteligentes - bombas e mísseis guiados por laser e GPS. Cada avião pode levar até 1,5 tonelada de carga de ataque, mais duas metralhadoras orgânicas .50. As aeronaves eletrônicas do tipo AEW têm um custo básico unitário de US$ 80 milhões - fora o material de suporte.

O ministro da Defesa do Equador, Javier Ponce, disse na ocasião que "o equipamento, centralizado no sistema do radar sueco Erieye, aumentaria de maneira significativa a capacidade de pronta resposta da aviação e defesa aérea."


Pilatus PC-21 poderia se converter em uma opção para o Equador

Inadimplência do Equador afeta América do Sul, diz Amorim

Reuters - Abril News - (Reportagem de Raymond Collit)


BRASÍLIA (Reuters) - O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, alertou nesta segunda-feira que o não pagamento pelo Equador de um empréstimo feito junto ao BNDES prejudicaria não só o Brasil, mas toda a América do Sul.

"Qualquer inadimplência vai ter efeitos que vão além da relação Brasil-Equador. Isto vai prejudicar outros países da América do Sul. O risco dessas operações vai subir", disse Amorim a jornalistas, referindo-se ao CCR, sistema de crédito da Associação Latino-Americana de Integração (Aladi).

Por este sistema, os bancos centrais são avalistas dos empréstimos e o não pagamento por parte de um país torna o seu banco central devedor dos demais bancos centrais signatários do convênio.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) financiou a construção de uma usina hidrelétrica no Equador feita pela construtora Odebrecht. O empréstimo foi de 320 milhões de dólares. O Equador anunciou na última quinta-feira ação em uma câmara de arbitragem internacional para suspender o pagamento da dívida devido a problemas de funcionamento da hidrelétrica.

No dia seguinte, o Brasil convocou o embaixador no Equador para discutir uma resposta à decisão do governo equatoriano.

Amorim disse que acordos com o Equador que envolvam novos financiamentos do Brasil serão vistos com muito cuidado. "Não queremos fazer nada que possa prejudicar o povo equatoriano", ressaltou o ministro, acrescentando que as consultas ao embaixador brasileiro no Equador ainda não terminaram.

O chanceler brasileiro descartou qualquer mudança na política externa do Brasil pela ação mais incisiva em relação ao Equador, que contrastaria com a atitude do país quanto à Bolívia, quando o país vizinho tomou instalações da Petrobras ao nacionalizar os hidrocarbonetos.

"Não teve mudança de postura, as circunstâncias são diferentes", disse Amorim.

Decola primeiro modelo do Embraer 195 adquirido pela Azul

By on 27.11.08
Decola primeiro modelo do Embraer 195 adquirido pela Azul

Fonte: PindaVale


A Embraer decolou nesta terça-feira (25) com o primeiro modelo do jato Embraer 195 que será entregue a empresa Azul (Linhas Aéreas Brasileira). O contrato de U$$ 1,4 bilhões reflete na aquisição de 36 aeronaves por parte da empresa. E os números devem dobrar.

A Azul pretende iniciar seus vôos domésticos a partir de janeiro de 2009. Até 2013, a companhia espera servir as principais cidades brasileiras, com uma frota de 76 jatos da Embraer 195.

A Azul encomendou de 76 jatos Embraer 195, entre encomendas firmes e opções de compra. Somente as encomendas firmes representam um investimento de US$ 1,4 bilhão.

O valor total do negócio pode chegar a US$ 3 bilhões, caso todas as opções sejam confirmadas. A empresa é liderada pelo fundador da JetBlue, David Neeleman.

Rússia e Venezuela firmam 7 acordos de cooperação

By on 27.11.08
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez (E), saúda o colega russo, Dmitri Medvedev, em Caracas

Rússia e Venezuela firmam acordo nuclear
Fonte: AFP

Moscou e Caracas firmaram nesta quarta-feira um acordo para promover o desenvolvimento de energia nuclear para fins pacíficos, concretamente para satisfazer as necessidades energéticas da Venezuela e contribuir para a diversificação de suas fontes energéticas.

O acordo faz parte de uma série de convênios firmados hoje entre os presidentes russo, Dimitri Medvedev, e venezuelano, Hugo Chávez.

Medvedev, que chegou hoje à Venezuela, também assinou acordos nas áreas de petróleo, militar, industrial e financeira.

A Venezuela foi, precisamente, o primeiro país a instalar e ativar um reator atômico na América Latina, em 1957, construído para pesquisas científicas e atualmente fora de serviço.

No momento, apenas Brasil e Argentina têm reatores nucleares em atividade na América do Sul, e mantêm convênios de pesquisa e cooperação bilateral desde novembro de 2005.

Durante a assinatura dos acordos, Medvedev destacou o avanço da cooperação entre Rússia e Venezuela: "Nossa colaboração nos últimos anos tem se fortalecido seriamente e se desenvolve de forma florescente. Considero que tem grandes perspectivas de futuro e vamos nos dedicar ativamente a isto".

O presidente russo considerou que "os dois países compartilham o desejo de fomentar um 'mundo multipolar' e destacou (...) o grande potencial" de Rússia e Venezuela para buscar juntos os caminhos para superar este difícil momento econômico mundial.

O líder russo acrescentou que os acordos na área militar "têm em conta, estritamente, o direito internacional", garantindo que "esta cooperação vai prosseguir".

Entre 2005 e 2007, Moscou e Caracas firmaram contratos para a venda de armas totalizando 4,4 bilhões de dólares, que incluíram radares, 24 aviões Sukhoi-30, 50 helicópteros e 100 mil fuzis Kalashnikov, entre outros equipamentos.

Na quinta-feira, Chávez e Medvedev visitarão os navios da frota russa que chegaram na terça à Venezuela para realizar manobras conjuntas no mar do Caribe.

EM VÍDEO:

Rússia e Venezuela farão manobras conjuntas







A Venezuela nega que manobras com os russos tenham o fim de provocar os EUA. Frota de navios de guerra russos chegou hoje ao país. Exercícios militares coincidem com visita do presidente da Rússia.

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