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quarta-feira, dezembro 31, 2008

"Não pode apenas os EUA ficarem negociando, porque eles já provaram que não dá certo."

By on 31.12.08


Lula critica ONU e quer Brasil mediando paz em Gaza

Fonte: Reuters - (Reportagem de Fernando Exman) - Via Yahoo News

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta terça-feira o desempenho da Organização das Nações Unidas (ONU) nas negociações de paz no Oriente Médio, e afirmou que pretende reforçar a participação do Brasil na mediação do conflito.

Israel e o Hamas voltaram a entrar em conflito na Faixa de Gaza depois que o grupo palestino disparou foguetes contra o território israelense. Israel revidou com pesado bombardeio, que, segundo autoridades médicas, deixou 348 mortos, incluindo civis e crianças. Do outro lado da fronteira, três civis israelenses e um soldado foram mortos.

"O que está provado é que a ONU não tem coragem de tomar uma decisão de colocar a paz naquilo lá e não tem coragem por que os Estados Unidos têm o poder de veto e, portanto, as coisas não acontecem", disse Lula durante discurso na inauguração do parque Dona Lindu,, em Recife.

O presidente contou que telefonou ao ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, e pediu para que ele entrasse em contato com o primeiro ministro francês a fim de convocar uma reunião de emergência sobre o conflito.

"Penso que nós do Brasil vamos trabalhar para fazer um esforço muito grande junto aos outros países para ver se a gente encontra um jeito para aquele povo parar de se matar e parar de se violentar", acrescentou.

Para o presidente, o modelo em que apenas os EUA intermediavam as negociações entre palestinos e israelenses também fracassou. "Não pode apenas os EUA ficarem negociando, porque eles já provaram que não dá certo."

Lula reprovou o radicalismo do Hamas e também o uso desproporcional da força militar por parte de Israel. O presidente fez algumas considerações sobre o acirramento do conflito.

Segundo Lula, o avanço das tropas israelenses pode ter sido motivado por questões políticas, já que haverá eleições em Israel no ano que vem. Lula lembrou que, amparado por pesquisas de opinião pública que demonstravam o apoio do eleitorado americano a uma eventual guerra contra o Iraque, o presidente George W. Bush decidiu atacar e conseguiu se reeleger.

"Se alguém está fazendo essa guerra por conta de eleição, é um erro", condenou.

Lula também disse que o Ministério da Defesa de Israel pode ter antecipado seus planos para evitar um eventual veto à operação pelo presidente eleito dos EUA, Barack Obama, que tomará posse no dia 20. "Também é uma coisa que não é correta."

REUNIÃO E AJUDA HUMANITÁRIA

Amorim já telefonou ao chanceler francês, Bernard Kouchner. Segundo a assessoria de imprensa do Itamaraty, o ministro das Relações Exteriores recebeu o apoio do colega para realizar a reunião sugerida por Lula, a qual teria como co-anfitriões Brasil e França.

De acordo com a chancelaria brasileira, ainda não estão definidos o local, a data e os participantes do encontro. Mesmo assim, Amorim ligou depois para o chanceler do Egito, Ahmed Abul Gheit, e o presidente palestino, Mahmoud Abbas, para conversar sobre o tema.

Ainda segundo o Itamaraty, ambos concordaram com a necessidade de se realizar a reunião emergencial e de um cessar-fogo imediato. No início do mês, quando foi a Genebra, Amorim se encontrou com Abbas e tratou com o presidente palestino sobre a importância de um encontro multilateral para promover as negociações de paz no Oriente Médio, idéia que voltou à agenda depois do recrudescimento do conflito entre Israel e o Hamas.

O Itamaraty revelou também que recebeu do embaixador palestino no Brasil, Ibrahim Mohamed Khalil Alzeben, uma lista com os medicamentos que estão faltando em Gaza. O Ministério das Relações Exteriores informou que providenciará o mais rapidamente possível a ajuda humanitária, que virá dos estoques do Ministério da Saúde e será enviada à região do conflito.

terça-feira, dezembro 30, 2008

Boeing KC-767 da Força Aérea Italiana realiza reabastecimento aéreo histórico

By on 30.12.08
Boeing KC-767 da Força Aérea Italiana
realiza reabastecimento aéreo histórico


Fonte: Aviação Brasil

Um Boeing KC-767 de reabastecimento aéreo, construído para a Força Aérea Italiana, transfere combustível para outro KC-767 italiano durante o ensaio em vôo sobre o norte do Kansas, nos EUA.

Realizado em 17 de dezembro, este foi o primeiro vôo em que um KC-767 foi reabastecido por outra aeronave.

Durante o ensaio em vôo, equipes da Boeing mantiveram sete contatos e transferiram mais de 4,5 toneladas de combustível através do Sistema Universal de Reabastecimento Aéreo por Instalação de Receptáculo de Transferência – Universal Aerial Refueling Receptacle Slipway Installation (UARRSI), no inglês – sistema localizado no topo da aeronave, logo atrás do cockpit.

Enquanto constrói dois outros tanques para este cliente, a Boeing tem dois KC-767s em teste para a Força Aérea Italiana. Os tanques italianos apresentam um avançado duto de reabastecimento aéreo, com estação remota de operação de reabastecimento aéreo - remote aerial refueling operator (RARO) -, bem como uma cápsula na asa, uma mangueira central e sistemas de afunilamento para a condução do combustível.

EADS realiza rollout do primeiro P-3 Orion Brasileiro

By on 30.12.08

EADS realiza teste de rodagem de avião destinado ao Brasil

Fonte EFE - Via G1

A Divisão de Aviões de Transporte Militar do grupo aeroespacial europeu EADS realizou hoje em Madri um teste de rodagem do primeiro avião P-3A destinado à patrulha marítima da Força Aérea Brasileira.

Fontes do consórcio informaram hoje que se trata do primeiro de nove aviões P-3 adquiridos pelo Governo do Brasil e que inclui modificações na instalação de sensores de tecnologia avançada, integração total dos novos sensores com o novo sistema tático FITS da EADS CASA e uma nova aviônica Thales compatível com a do avião C-295.

Estes aviões serão usados principalmente em missões de Patrulha Marítima para a proteção da Zona Econômica Exclusiva, no controle de fronteiras, no combate ao narcotráfico e em missões de salvamento em uma área de mais de 6 milhões de quilômetros quadrados atribuídos pela Organização de Aviação Civil Internacional (Icao) ao Brasil, praticamente todo o Atlântico Sul.

O avião conta também com novos sistemas de navegação e comunicação, novos instrumentos de motor, um novo piloto automático digital, um sistema para o lançamento de mísseis Arpón, novo acondicionamento interior e exterior, um novo Centro de Apoio à Missão e um novo Treinador Tático para a tripulação de missão.

O FITS integra os sensores de missão e proporciona uma interface com os novos sistemas de navegação, aumentando assim o rendimento operacional dos Aviões da Patrulha Marítima.

O teste de rodagem aconteceu nas instalações da EADS na localidade madrilena de Getafe.


Salida de fábrica del primer P-3 de la Fuerza Aérea brasileña.

Fonte: Defensa.com

Tuvo lugar, en las instalaciones de Airbus Military en Getafe (Madrid) la salida de fábrica del primer P-3A modificado de patrulla marítima de la FAB, con la presencia de su jefe, el teniente general del aire Juniti Saitol.

Se utilizarán principalmente para la protección de la Zona Económica Exclusiva (ZEE), control de fronteras, del tráfico drogas en la Región Amazónica y en misiones de Salvamento y Rescate en un área de más de 6 millones de km2. asignados por la OACI (Organización de la Aviación Civil Internacional) al Gobierno de Brasil, prácticamente todo el Atlántico Sur.

Se trata de de los nueve adquiridos por el país sudamericano, que ha recibido equipos nuevos: sensores de tecnología avanzada, su integración total con el sistema táctico FITS, aviónica Thales compatible con la del C-295 y de navegación y comunicación, instrumentos de motor, piloto automático digital, un HACLCS para el lanzamiento de misiles Harpoon, reacondicionamiento interior y exterior, un nuevo Centro de Apoyo a la Misión y un entrenador táctico para la tripulación.

El FITS integra los sensores de misión y proporciona una interfaz con los nuevos sistemas de navegación, aumentando así el rendimiento operacional. Cuenta con consolas de operador universales y redundantes, reconfigurables por SW, un interfaz hombre-máquina intuitivo y flexible y una arquitectura de Sistema Abierto y Empleo de Equipos Comerciales (COTS), que le permite liderar el mercado de este tipo de aviones. Airbus Military también ha modernizado los P-3 del Ejército del Aire español y ha suministrado ya seis de los 36 CN-235 (como base para el HC-144A) para el programa Deepwater del US Coast Guard.

Portugal adquirió en 2006 doce C-295, de los que cinco son de patrulla marítima MPA con FITS y la Marina chilena tres, con una opción por cinco más. Otros países que cuentan con aviones de patrulla marítima de esta división de Airbus son Irlanda y Mexico. En España, SASEMAR, dependiente del Ministerio de Fomento, adquirió tres CN-235 MPA, el Ejército del Aire encargó la conversión en aviones de patrulla marítima de media docena de CN-235 de su inventario y la Guardia Civil adquirió dos CN-235 MPA en 2007. El FITS puede ser instalado tanto en plataformas de EADS como en las de otros fabricantes.


Ficha Técnica:



O P-3A Brasileiro

Por: Equipamentos-Militares/Aéreo

A Força Aérea Brasileira não dispunha de uma aeronave anti-submarino desde 1976 com a desativação do Lockheed P2V Neptune. Atualmente, a patrulha e esclarecimento marítimos são realizados pelo Embraer EMB-111 Bandeirulha, com autonomia menor e sistemas já defasados. Para preencher esta lacuna, foram adquiridas 12 aeronaves P-3A dos estoques dos Estados Unidos no AMARC. O P3-A foi selecionado pelo menor tempo de uso das células. Destas aeronaves, apenas oito estão em processo de modernização na Construcciones Aeronáutica S.A. (CASA) e as demais servirão como fonte de peças. Foi selecionado para as aeronaves o sistema de missão Casa FITS (Fully Integrated Tactical System).Os P-3 serão utilizados principalmente em missões de patrulha marítima, para a proteção da Zona Econômica Exclusiva, controle de fronteiras e em missões de busca e salvamento.A primeira aeronave modernizada deverá ser entregue em 2008.O ideal seria a modernização das 12 aeronaves e a aquisição de mais 4 para reposição. Assim, seria possível cobrir toda a área marítima de jurisdição brasileira, com essa que é a melhor aeronave do mundo nessa categoria.

Recentemente a USN inciou o programa MMA (Multimission Maritime Aircraft), voltado para finalmente substituir os P-3 e EP-3 da sua frota. Em meados de 2003, contudo, a Marinha decidiu que o MMA substituirá apenas os P-3 utilizados em patrulha marítima; o vencedor da final entre o Orion 21, uma versão "envenenada" dos velhos P-3, proposta pela Lockheed, e o 737-700MMA da Boeing, entrará em serviço até 2010, como principal avião de patrulha da maior Marinha do mundo. No fundo do meu coração acredito em uma coisa: mostrarei aos meus filhos, daqui uns 20 anos, um Orion e direi - filhos, esse avião está voando a mais de 60 anos - e continua sendo o melhor. Lockheed Orion, belo, mas implacável.
Lockheed P-3 Orion
Comprimento : 35,61 m
Envergadura : 30,37 m
Altura : 10,27 m
Peso max. decol (kg): 61.235
Vel. cruzeiro: 611km/h
Vel. maxima:761km/h
Alcance (km): 3.833
Teto de Serviço: 8.625
Tripulação: de 10 a 15
Armamento: 9.060 kg em armas como torpedos Mk 46/50, cargas de profundidade Mk 54/57/101, minas Mk 25/39/55/56, mísseis AGM-84 Harpoon e AGM-65 Maverick.

P-3 orion em Vídeo:






EMBRAER ajusta o projeto do C-390 mirando um mercado de US$ 13 bi

By on 30.12.08
C-390 - "Bandeirante II" (sugestão do blog)
em nova concepção na versão de reabastecimento em vôo - Versão "tanker" - KC.


Embraer cobiça mercado de US$ 13 bi

Empresa renova jato militar e tem como meta vender 700 aeronaves

Fonte: Estadão - Por Roberto Godoy

O mais ambicioso projeto militar da Embraer, o jato de transporte médio C-390, mudou a cara e ganhou capacidades novas. Com isso, vai à luta por um mercado de 700 aviões dessa classe que serão trocados ou comprados ao longo dos próximos 11 anos em 77 países. Um negócio, total, de US$ 13 bilhões.

O birreator revisto mantém um desenho avançado - a integração da asa alta foi reprojetada - com grande porta traseira e eletrônica digital de última geração. Voa a 850 km/hora. Cobre 6,3 mil km levando 12,5 mil quilos ou 2,4 mil km com 19 toneladas. Pode ser convertido em avião tanque e sairá da fábrica preparado para ser reabastecido em vôo - por outro C-390.


No Brasil, as encomendas podem chegar a 30 unidades, mas, de acordo com um estudo preliminar do Comando da Aeronáutica, não serão menores que 22. Considerado o pacote mais restrito, e ao custo médio, os investimentos chegarão a US$ 1,3 bilhão. A FAB precisa reforçar a frota de transporte rápido para atender ao conceito do Plano Estratégico de Defesa que pretende ter Forças Armadas com elevado poder de deslocamento. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, revelou a expectativa de receber os aviões a partir de 2015.

Segundo Frederico Curado, presidente da Embraer, o projeto do C-390 exige recursos pesados, situados entre US$ 500 milhões e US$ 600 milhões. A empresa negocia parceria com corporações internacionais. A previsão é de que os acordos sejam anunciados ao longo de 2009.

Desenho anterior do C-390

As mudanças feitas no projeto são significativas. Foram determinadas pela agência tecnológica da Aeronáutica. Um certo número de "potenciais clientes selecionados" entrou na pesquisa, de acordo com o vice-presidente de mercado de defesa, Luiz Carlos Aguiar.

O C-390 foi concebido de forma a preservar pontos comuns com o modelo civil E-190/95 , para 122 passageiros, "em benefício da redução dos custos", afirma Aguiar. Na versão atualizada, a empenagem traseira, onde fica o leme, foi elevada e adotou o formato em T. Os motores devem ser mais potentes. A imagem mostra alterações para melhorar o fluxo aerodinâmico. Há sistemas para o reabastecimento em vôo, indicando que a Força Aérea pretende operar a versão "tanker", de transferência de combustível para seus bombardeiros AMX e caças em geral.

Desenho anterior do C-390

A Embraer não divulga dados técnicos do jato de transporte. Todavia, os peritos militares acreditam que tenha mais de 30 metros de comprimento, aproximadamente 29 metros de envergadura e 10 de altura. A carga útil é de 19 toneladas. A caverna da fuselagem abriga 64 pára-quedistas equipados para combate ou 84 soldados de infantaria convencional. Há outros arranjos, combinando um blindado leve e 13 homens; suprimentos e dois veículos leves.

A Aeronáutica quer, ainda, uma configuração para a retirada de feridos ou doentes em zonas de alto risco ou conflito.

MERCADO E CRISE

A Embraer não pretende fazer alterações no seu plano de expansão no mercado de produtos militares. De acordo com o vice-presidente Aguiar, "nosso projeto é continuar atuando no segmento das aeronaves de ataque leve e treinamento, como é o Super Tucano, e de sistemas ISR ( a sigla em inglês para inteligência, reconhecimento e vigilância) montados sobre plataformas comerciais". A meta é atingir 20% do faturamento anual da companhia. Apenas para a necessidade do Comando da Aeronáutica, a Embraer está cuidando da revitalização de 57 a 59 supersônicos F-5E, americanos, fabricados nos anos 70 e 80 e também da atualização tecnológica de 53 bombardeiros leves subsônicos AMX. Ambos os empreendimentos são executados na fábrica de Gavião Peixoto, a 300 km de São Paulo. A unidade de negócios de Defesa é um núcleo de mil pessoas.

A empresa vai participar da escolha F-X2 para compra dos novos caças avançados da FAB, "mas adotou posição de neutralidade, embora seja a indústria aeronáutica nacional beneficiária dos acordos de transferência de tecnologia do processo", explica Aguiar.

A Embraer foi atingida indiretamente pela crise dos mercados internacionais. O presidente Frederico Curado anunciou um corte na estimativa de entregas para 2009 - das 315 a 350 aeronaves que estavam previstas, talvez cheguem aos clientes apenas 270, em conseqüência de renegociações e adiamentos. A receita vai ficar em R$ 6,3 bilhões, R$ 800 milhões abaixo do esperado para o ano.

Curado nega que a corporação pretenda reduzir o pessoal e demitir 4 mil funcionários.

Acordo Brasil França - Uma aventura cara?

By on 30.12.08
Uma aventura cara

Mychele Daniau
A ARMA
Um submarino Scorpène no Porto de Charbourg, na França. A partir de um modelo dele, fornecido pelos franceses, o Brasil construirá seu submarino nuclear



Fonte: Editorial Estadão

Uma coisa são as manifestações de entusiasmo do ministro da Defesa, Nelson Jobim, pela assinatura do acordo entre o Brasil e a França para a construção de submarinos, um dos resultados da visita do presidente Nicolas Sarkozy. Outra é o frio texto do documento - que é o que vale. Pelos cálculos do ministro, "no vigésimo ano (de vigência do acordo), vamos terminar recebendo o submarino nuclear. Tudo isso com transferência total de tecnologia, inclusive treinamento de engenheiros brasileiros junto a fábricas francesas". Essa previsão, contudo, é um mero exercício de wishful thinking.

É política do governo brasileiro, nos últimos anos, só comprar equipamento militar acompanhado de transferência de tecnologia. Essa exigência cria graves limitações para o reequipamento das Forças Armadas de um país que não tem contenciosos internacionais que exijam meios militares abundantes e de última geração. Nenhum fornecedor se dispõe a transferir tecnologia em troca de uma venda relativamente pequena. É esse o caso dos 16 aviões de caça que a Força Aérea tenta comprar há mais de uma década.

No máximo, dependendo do tamanho e valor da encomenda, o fornecedor aceita produzir o armamento no país comprador, sob licença. Nesses casos, a transferência de tecnologia é limitada e o vendedor se beneficia com o prolongamento da vida útil de um produto que já entrou em fase de obsolescência ou enfrenta no mercado a concorrência de equipamentos mais modernos. É o caso dos 50 helicópteros franceses que serão montados pela Helibrás, ao custo de 1,899 bilhão.

O acordo para a construção de quatro submarinos convencionais Scorpéne e do casco de um outro, que poderá receber propulsão nuclear, num estaleiro a ser erguido no litoral do Rio de Janeiro, prevê, de fato, a transferência de tecnologia. Mas limita essa transferência à tecnologia de construção do estaleiro, de uma base de submarinos e do casco do submersível. Ou seja, refere-se a produtos e serviços que poderiam ser feitos pela engenharia nacional.

E como o quinto casco poderá acomodar um reator nuclear, o acordo está repleto de salvaguardas. A principal delas é que a França não repassará para o Brasil qualquer tipo de conhecimento que envolva a produção ou o uso de equipamentos nucleares. Isso começa com o estaleiro e a base. "A concepção, a construção e a manutenção das infra-estruturas e dos equipamentos necessários às operações de construção e manutenção da parte nuclear do submarino nuclear estão excluídas do âmbito do presente acordo" - esclarece o documento.

Além disso, "a parte brasileira não receberá assistência da parte francesa para a concepção, a construção e a colocação em operação do reator nuclear embarcado, das instalações do compartimento do reator nuclear e dos equipamentos e instalações cuja função seja destinada principalmente ao funcionamento do reator ou à segurança nuclear".

Da mesma forma, a França não fornecerá "equipamentos e instalações que contribuam de forma acessória ao funcionamento do reator ou à segurança nuclear" - e com isso a construção do estaleiro e da base de submarinos fica praticamente reduzida a uma questão de engenharia civil.

O Brasil, ao assinar o acordo, ainda aceitou condicionantes políticas. A tecnologia e os equipamentos fornecidos pela França não poderão ser repassados a terceiros e só poderão ser usados para os fins definidos no acordo. Além dessa cláusula de usuário final, a França - que se eximiu explicitamente de colaboração na parte nuclear - exigiu que o Brasil assumisse a responsabilidade exclusiva, em relação a terceiros, por danos nucleares causados pelo submarino ou instalações nucleares associadas ao apoio terrestre.

O acordo estabelece as bases da cooperação. A partir de agora, o governo brasileiro terá de negociar com empresas francesas os custos de construção do estaleiro, da base e dos submarinos - afinal, o acordo prevê que equipamentos, serviços e tecnologia serão vendidos. E, como o ministro Jobim pretende que em 20 anos o submarino nuclear esteja navegando, o Tesouro terá de providenciar recursos para o desenvolvimento da tecnologia de propulsão nuclear, ainda não dominada pela Marinha. Haja dinheiro!

Brasil vai desenvolver tecnologia para fabricar aviões silenciosos

By on 30.12.08
Brasil vai desenvolver tecnologia para fabricar aviões silenciosos Brasil vai desenvolver tecnologia para fabricar aviões silenciosos

Fonte: Site Inovação Tecnológica - Por Fábio de Castro

Reduzir o nível de ruído de aeronaves durante o vôo é o maior desafio do Projeto Aeronave Silenciosa, que em 2009 buscará bolsistas de iniciação científica, mestrado, doutorado e pós-doutorado.

O projeto, que conta com apoio da FAPESP e da Embraer, envolve seis universidades brasileiras sob coordenação acadêmica do professor Julio Romano Meneghini, da Escola Politécnica (Poli) da USP.

Supercomputador contra o barulho

De acordo com Menghini, o projeto, que vai até 2011, terá investimentos de R$ 11 milhões. Parte dos recursos se destinam à aquisição de um supercomputador com mais de 1,2 mil núcleos de CPUs para uso exclusivo do projeto. As primeiras pesquisas já foram iniciadas e em 2009, com a instalação completa da infra-estrutura, o projeto entrará em plena operação.

"O supercomputador está sendo montado e toda a estrutura do projeto já está preparada. Em breve, buscaremos estudantes e pesquisadores que terão oportunidade de trabalhar em uma pesquisa tecnológica com aplicações práticas e na investigação de problemas científicos de ponta", disse à Agência FAPESP.

Ruído dos aviões

O ruído das aeronaves, principalmente nos momentos que antecedem pousos e decolagens, tem grande impacto na qualidade de vida da população que vive próxima às zonas aeroportuárias. Aeroportos em todo o mundo fazem restrições cada vez mais severas aos níveis de ruído produzidos, limitando a competitividade dos fabricantes que não conseguem reduzi-los.

"Um projeto desse tipo é um pólo de atração para estudantes de engenharia mecânica, mecatrônica ou engenharia aeronáutica que, muitas vezes, acabam indo para ramos que não têm relação direta com o que estudaram. Aqui, pelo contrário, vamos trabalhar com uma questão científica muito rica e uma necessidade tecnológica importante", afirmou.

Estabilidade, aerodinâmica e silêncio

A redução do ruído em aeronaves é uma tarefa tecnicamente complexa tanto na parte conceitual como em aspectos práticos, do tipo estabilidade e aerodinâmica. Meneghini explica que o projeto será dividido em quatro plataformas principais: predição numérica de ruído, ensaios aeroacústicos em túnel de vento, procedimento operacional de baixo ruído com simulações usando ferramentas de performance para simulações e criação de métodos de design de baixo ruído.

"Como é muito difícil reduzir o nível de ruído, qualquer avanço já terá valido a pena. Se conseguirmos resultados bons em dois ou três anos, não tenho dúvidas de que isso terá um impacto importante, daqui a cinco ou sete anos, no projeto de novas aeronaves por parte da Embraer, que atendam a demandas de redução de ruído e possam pousar e decolar em mais aeroportos", disse.

Flutuações de pressão

De acordo com Meneghini, o projeto tem envolvimento direto de 13 professores de sete grupos: da EP e da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC), da USP, do Instituto Tecnológico de Aeronáutica, da Universidade Federal de Santa Catarina, da Universidade Federal de Uberlândia, da Universidade de Brasília e da Universidade Twente, da Holanda.

A parte experimental, que inclui testes com aviões, ficará principalmente concentrada na Embraer e na EESC. A EP-USP concentrará a maior parte da pesquisa da simulação numérica, que abrange a resolução de equações para calcular a velocidade e a pressão no campo do escoamento ao redor da aeronave. As flutuações de pressão são as principais fontes de geração de ruídos das aeronaves.

Microfones no aeroporto

Meneghini explica que a infra-estrutura ficará a cargo das universidades. Dos R$ 11 milhões destinados ao projeto, uma grande parte foi destinada à compra do supercomputador, que representa uma parte substancial do projeto e será usado por seus integrantes para simulações numéricas.

"Outra parte será investida em ensaios de vôo. Eles serão feitos com a instalação de uma matriz de microfones que funcionará como se fosse um radar acústico. A partir das medições feitas por essa matriz - no total serão quase 500 microfones - poderemos identificar as fontes de geração de ruído de cada um dos elementos da aeronave: isto é, discriminar que ruídos são produzidos pela turbina, pelos slats [superfície aerodinâmica na parte da frente das asas], flaps [na traseira das asas], pelo trem de pouso e assim por diante", explicou.

Os microfones para os ensaios serão instalados na cabeceira de uma pista de testes na cidade de Gavião Peixoto (SP) - com um sistema de análise de sinais - onde os aviões da Embraer irão decolar e pousar várias vezes por dia. "O supercomputador e essa parte de informes corresponderão a uma parte substancial do projeto - pelo menos US$ 1 milhão", afirmou Meneghini.

Túneis de vento

O restante do projeto incluirá ensaios em túneis de vento, que serão realizados na EESC. "Vamos fazer modificações no túnel de vento que eles já têm, para que seja capaz de fazer medições do problema acústico transformando-se em uma câmara anecóica. Ou seja, faremos com que as paredes do túnel não reflitam ondas sonoras que eventualmente forem geradas", disse.

Os locais dos ensaios, segundo o professor, terão estações de trabalho que permitirão aos integrantes do projeto acessar o supercomputador, instalado na Escola Politécnica, na Cidade Universitária, em São Paulo.

"Os recursos para bolsas vão partir da Embraer, como contrapartida. Será um número de bolsas considerável", afirmou Meneghini. As bolsas da Embraer, segundo o professor, serão oferecidas não só a pesquisadores, mas também a professores. "A nova Lei de Inovação possibilitou bolsas de pesquisa para professores envolvidos no projeto. A Embraer vai arcar também com todos os ensaios em vôo - o que é um custo considerável, já que inclui o combustível, a equipe de pilotos e o seguro das aeronaves", disse.

Segundo o professor, um grupo de 20 engenheiros da Embraer deverá trabalhar em tempo integral no projeto. Outros deverão ser integrados no decorrer do projeto.

"Esses recursos também estão considerados na contrapartida. Por outro lado, a parcela da FAPESP é essencial, sem ela não existiria o projeto. O apoio da Fundação possibilitou a compra de equipamentos, microfones, do supercomputador, ou seja, toda a parte de aquisição de dados", destacou.

Como limpar monitores de LCD ou plasma ?

By on 30.12.08
Como limpar monitores de LCD ou plasma ?


Nota do Blog: Faça o procedimento com o monitor desligado e frio é mais seguro e não traz riscos ao aparelho (nem a você).


Por Larissa Januário - do Wnews/UOL

Não existe segredo para limpar monitores de LCD (Liquid Crystal Display), ou cristal líquido. Mas é importante tomar alguns cuidados simples ensinados por fabricantes para garantir a conservação do equipamento. A Philips, por exemplo, recomenda que não se use produtos à base de acetona, tolueno ou álcool para limpar a superfície da tela. Segundo a fabricante, estes produtos químicos causarão danos ao equipamento, como por exemplo, o desbotamento das cores. Detergentes e desinfetantes também estão expressamente proibidos.

O ideal para retirar marcas de dedo ou impressões digitais, de acordo com a assistência técnica HCL Eletrônica, autorizada da Sony e Panasonic, é usar um pedaço de algodão levemente umedecido com água e passá-lo suavemente na tela. Para limpar a poeira deve-se usar apenas um pano macio, como uma flanela. Jamais utilize objetos ásperos ou pontiagudos para remover sujeiras da superfície.

Outra dica importante da Philips é, caso espirre acidentalmente algum líquido na tela, limpe-a imediatamente. Não deixe secar porque o tempo de exposição a líquidos pode causar deformações na superfície. Os fabricantes também alertam para prestar atenção a mudanças bruscas de temperatura que podem causar estragos aos monitores. O ar pode condensar na tela e umedecê-la. Isso resulta em danos como manchas ou marcas, além de prejudicar componentes elétricos.

E para limpar telas de plasma?

Os cuidados a serem tomados com monitores de plasma são os mesmo indicados para o caso de LCD, já que as duas tecnologias são similares. A diferença fundamental entre os dois tipos de tela é que as de plasma emitem luz individualmente em cada ponto da tela, graças a “células” de gás neon e xenônio. Já o LCD depende do backlight, fonte de iluminação posicionada atrás da tela, para emitir luz.

O sorriso do tubarão! - Não é montagem!

By on 30.12.08
O sorriso do tubarão!

Nem tudo é o que parece...

Fonte: O Globo

A fera dos mares! O assassino dos oceanos! Quem diria, um dos maiores símbolos da ferocidade do reino animal também é capaz de sorrir...

Um sorridente tubarão-limão fotografado nas águas limpíssimas de Bahamas, no Caribe, pelo amador Bruce Yates, venceu o prémio de Melhor Fotografia, na categoria Oceanos, do tradicional Windland Smith Rice Awards de 2008, superando outras 20 mil fotos.

Mas que ninguém espere que o tubarão é amistoso e que pode ser levado para casa - que fofo! - como bichinho de estimação. Nem tudo é o que parece ser.

"Embora essa foto faça parecer que o tubarão esteja sorrindo, isso é só porque ele está se aproximando na tentativa de morder uma pedaço de peixe", contou ao "Daily Mail" o americano premiado de Seattle.

Bom, esse tipo de tubarão freqüenta também as águas do Brasil... Quem sabe você não tem a sorte de encontrar um exemplar sorrindo? Se ele parecer faminto, não sorria de volta.

30 de dezembro de 1916 - Grigori Rasputin é assassinado a mando da família imperial russa, para pôr fim à sua influência sobre a czarina Alexandra.

By on 30.12.08
Grigoriy Yefimovich Rasputin (russo: Григо́рий Ефи́мович Распу́тин), místico russo, nasceu dia 23 de janeiro de 1864 em Pokrovskoie, Tobolsk e faleceu dia 16 de dezembro de 1916 aos 52 anos em Petrogrado, atual São Petersburgo. Foi uma figura influente no final do período czarista da Rússia.

A influencia de Rasputin sobre o governo do Czar Nicolau II se faz sentir de maneira gigantesca nas atitudes e decisões do Czar,se analisarmos os eventos que culminaram com a revolução russa veremos que Rasputin foi uma arma poderosa para os comunistas e que na verdade Rasputin serviu como um meio de solapar o império russo.

Na verdade Rasputin queria controlar o Estado Russo de modo que o poder seria centralizado em sua pessoa. Rasputin na verdade controlaria o Governo Russo através da Czarina Alexandra,o que foi frustrado pela nobreza russa.

Talvez Rasputin governaria através da Czarina em favor dos bolcheviques visto que a crédula imperatriz seria como uma marionete nas inescrupulosas mãos de Rasputin.

Talvez o Czar num ato de desespero se livrar de nefasta figura,mas,não encontrou tempo hábil,pois,tinha outras preocupações a resolver de momento,na verdade Rasputin foi uma raposa política do que um mago propriamente dito,valendo-se da crença da imperatriz em relação ao fato dele ser um místico e de suas profecias terem seu vatícinio confirmado,mas,por outro lado temos que nos ater a um fator de que o mal usa de certos extratagemas para iludir os incautos,no caso a Imperatriz Alexandra e seu dessfortunado marido.

Por volta de 1905, a sua já conhecida reputação de místico introduziu-o no círculo restrito da Corte imperial russa, onde diz-se que Rasputin chega mesmo a salvar Alexei Romanov, o filho do czar, de hemofilia.

Perante este acontecimento, a czarina Alexandra Fedorovna dedicar-lhe-á uma atenção cega e uma confiança desmedida, denominando-o mesmo de "mensageiro de Deus". Com esta proteção Rasputin torna a influenciar ocultamente a Corte e principalmente a família imperial russa, colocando homens como ele no topo da hierarquia da poderosa Igreja Nacional Russa.

Todavia, o seu comportamento dissoluto, licencioso e devasso (supostas orgias e envolvimento com mulheres da alta sociedade) justificará denúncias por parte de políticos atentos à sua trajectória poluta, entre os quais se destacam Stolypine e Kokovtsov. O czar Nicolau II afasta então Rasputin, mas a czarina Alexandra mantém a sua confiança absoluta no decadente monge.

A Primeira Guerra Mundial trará novos contornos à atuação de Rasputin, já odiado pelo povo, que o acusa de espionagem ao serviço da Alemanha. Escapa a várias tentativas de aniquilamento, mas acaba por ser vítima de uma trama de aristocratas da grande estirpe russa, entre os quais Yussupov.

Rasputin também é conhecido pela sua suposta e curiosa morte, primeiro ele foi envenenado num jantar, porém sua úlcera crônica fê-lo expelir todo o veneno, posteriormente terá sido fuzilado levando um total de onze tiros, tendo no entanto sobrevivido; foi castrado e continuou vivo, somente quando foi agredido e o atiraram inconsciente no rio Neva ele morreu, não pelos hematomas, nem afogado, mas de frio.

30 de dezembro de 1460: Guerra das Rosas – Batalha de Wakefield

By on 30.12.08

A Guerra das Duas Rosas (Guerra das Rosas)

A Guerra das Duas Rosas: duas famílias reclamando o controle da Coroa Britânica.
Por Rainer Sousa - Graduado em História - Equipe Brasil Escola

A Guerra das Duas Rosas ou simplesmente Guerra das Rosas foi um conflito de grande importância para a compreensão do processo de formação da monarquia nacional inglesa. Essa guerra surgiu com a rivalidade entre duas famílias nobiliárquicas: os York e os Lancaster. Estas duas famílias eram provenientes da dinastia Plantageneta, que ocupou o trono britânico durante um longo período. No entanto, a crise entre essas duas famílias se deu por conta da morte do rei Eduardo III e a sucessão do trono às mãos de Henrique VI.

Os York apoiaram a chegada de Henrique VI ao trono, mesmo este não tendo nenhuma habilidade para lidar com as questões políticas e militares do período. Nessa época, a Inglaterra vivenciava os últimos e decisivos conflitos da Guerra dos Cem Anos e passava por sérias dificuldades por conta das sucessivas vitórias francesas. Mesmo com o fracasso militar britânico, Ricardo de York apoiou a permanência de Henrique VI no trono, esperando que o mesmo morresse em pouco tempo.

No entanto, o inapto rei Henrique VI conseguiu conceber um herdeiro, o que poderia colocar em risco os planos de Ricardo de York. Tendo em vista a situação desfavorável, Ricardo se uniu a um grupo de barões que exigia o afastamento dos Lancaster dos quadros da administração real. Insultado com a exigência do ambicioso nobre, Henrique VI organizou um exército contra as forças de Ricardo de York. Em 1455, na batalha de Saint Albans, o exércitos de York conseguiram vencer as tropas reais.

Logo em seguida, Ludford Bridge, dos Lancaster, apoiou o rei e conseguiu bater os York, que se refugiaram na Irlanda. No ano de 1460, Ricardo de York recuperou suas forças e conseguiu mais uma vez derrubar as tropas Lancaster durante as lutas travadas em Northampton. Nesse momento, Ricardo tinha amplas condições para finalmente chegar ao trono britânico, mas na Batalha de Wakefield foi brutalmente assassinado por seus inimigos.

Entretanto, os planos de Ricardo foram continuados pelo Barão de Wareick, que formou exércitos em prol da ascensão de Eduardo York, filho de Ricardo, ao trono. Dessa vez as tropas pró-York conseguiram tomar a cidade de Londres e proclamar Eduardo IV como o novo rei da Inglaterra. Na batalha de Towton os exércitos dos Lancaster foram completamente destruídos, o que obrigou o rei Henrique VI a se refugiar em terras escocesas.

A significativa vitória dos York não sinalizava um ponto final para a guerra civil que se instalou na nação inglesa. Durante o reinado do York Eduardo IV, vários desentendimentos com os nobres que o apoiavam enfraqueceram politicamente a sua permanência no trono. Em 1469, o barão de Wareick e o duque de Clarence romperam laços com o rei e decidiram lutar em favor dos Lancaster. Graças a essa mudança de cenário, o rei Henrique VI conseguiu reassumir o trono britânico.

No entanto, a aliança entre a nobreza daquela época poderia se reconfigurar ao menor sinal de desentendimento. No ano de 1471, o deposto Eduardo recuperou o apoio do duque de Clarence e imprimiu uma expressiva vitória na Batalha de Barnet, onde novamente Eduardo IV foi empossado como rei da Inglaterra. Alerta para um possível contragolpe, Eduardo assassinou vários membros da família Lancaster e ordenou a execução de Henrique VI e de seu futuro herdeiro.

Esse episódio acabou interrompendo o conflito entre os York e os Lancaster. O conflito só reacendeu quando Eduardo IV morreu, em 1483. O trono acabou ficando nas mãos de Ricardo III, tio mais novo de Eduardo IV, que assumiu o governo após o misterioso desaparecimento dos dois filhos do antigo rei nas instalações da Torre de Londres. Nesse período os Lancaster financiaram uma nova batalha em prol de um novo pretendente ao trono: Henrique Tudor.

No ano de 1485, Henrique Tudor saiu da Bretanha e invadiu a Inglaterra com um contingente armado de mais de cinco mil soldados. Em contrapartida, os York tinham um poderoso exército que contava com o dobro de guerreiros. Surpreendentemente, as tropas de Henrique Tudor venceram a Batalha de Bosworth Field, onde Ricardo III foi morto. Com isso, Henrique Tudor foi coroado como Henrique VII, novo rei da Inglaterra.

Para evitar outro possível confronto entre a rosa vermelha (a família Lancaster) e a rosa branca (a família York), Henrique VII casou-se com Isabel de York. Com isso a dinastia Tudor passou a ser representada com a sobreposição das duas rosas, o que indicava o fim do confronto.

30 de dezembro de 1972 - Guerra do Vietnã: os EUA suspendem a "Operação Rolling Thunder" contra o Vietnã do Norte (é o início do fim da guerra)

By on 30.12.08
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Operação Rolling Thunder

INTRODUÇÃO

By Vinna & Military Power


Depois de intensos bombardeios contra as cidades de Hanói e Haipong, até 30 de dezembro de 1972, os norte-americanos decidiram interromper temporariamente os ataques contra o Vietnã do Norte.

No mês seguinte, foi assinado em Paris um acordo de paz, que previa “independência, soberania, unidade e integridade territorial do Vietnã”.

Somente entre 1965 e 1968, a Operação Rolling Thunder, uma ofensiva dos EUA contra o Vietnã do Norte, realizou cerca de 300 mil vôos e despejou na região mais de 860 mil toneladas de bombas. Muitas das bombas que não explodiram, cerca de 300 mil toneladas, ainda hoje são detonadas, deixando milhares de mortos e feridos todos os anos.

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Com seu extraordinário poderio bélico, os americanos e seus aliados obtiveram considerável sucesso na região rural, avançando até o Planalto Central, e construíram uma série de bases, a "Linha McNamara", para impedir a infiltração dos norte-vietnamitas, que no entanto a contornavam através do território do Camboja e do Laos e pela trilha Ho Chi Minh. Porém no início de 1967 os vietcongues haviam sido derrotados na área de Saigon, nas operações Cedar Falls e Junction City, e fracassaram nos ataques às bases da Linha McNamara em Khe Sanh, Gio Linh e Con Thien. De 1965 a 1968, os EUA empreenderam uma série regular de bombardeamento aéreo do Vietnã do Norte, de cunho estratégico, denominada Operação Rolling Thunder, tendo sido realizados 300.000 vôos e lançadas cerca de 860.000 toneladas de bombas.

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Os danos causados foram grandes: 77% dos depósitos de munição, 65% das instalações de combustível, 59% das usinas elétricas e 55% das principais pontes. Em princípios de 1968, adotando uma nova estratégia, os norte-vietnamitas reverteram o quadro por meio da grande Ofensiva do Tet (Ano Novo Lunar), combinando um cerco a Khe Sanh com ataques a cidades do Vietnã do Sul. Daí em diante o Exército americano, que alcançara razoável sucesso moral e militar de 1966 a 1968, entrou numa fase de recuos, desilusões e desintegração. Nas operações terrestres as forças americanas utilizavam técnicas de "busca e destruição" para atacar regimentos e divisões do inimigo, para conter sua iniciativa, desarticular suas bases e responder às provocações e fustigamentos. Na região do delta do Rio Mekong, na selva ou nas montanhas, a tática era a "guerra nas aldeias". Ao se embrenhar na mata para combater os vietcongues, tornavam-se alvos de armadilhas, minas (causadoras de 11% das baixas no campo) e emboscadas, vigiados de perto por um inimigo que conhecia cada palmo da região e possuía uma intrincada rede de abrigos subterrâneos e túneis.

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Os helicópteros, indispensáveis na campanha dos aliados, e a artilharia pouco podiam fazer, e na maioria das vezes os soldados americanos ficavam extremamente vulneráveis neste território pouco conhecido. A ofensiva do Tet iniciou-se na noite de 30 de janeiro de 1968, após intenso bombardeio com morteiros e foguetes, quando as forças do Exército norte-vietnamita (ENV) e do Vietcongue, com cerca de 84.000 homens, atacaram simultaneamente cinco grandes cidades, 36 capitais de província, 64 capitais de distrito e cinqüenta aldeias. Os dois principais alvos foram a capital Saigon e a cidade imperial de Huê. Os americanos e o Exército sul-vietnamita (ESV) reagiram rápido, recuperando a capital e as cidades importantes em uma semana. O Norte perdeu 30.000 homens e o Sul 11.000 soldados. O período de 1968 a 72 marca uma fase de poucos combates, a retirada da maior parte das tropas americanas, ordenada pelo presidente Nixon (pressionado pela opinião pública em seu país) e a transição para uma guerra convencional entre os exércitos regulares do Vietnã do Norte e do Vietnã do Sul. Em março de 1972, o ENV iniciou uma grande invasão rumo ao sul, organizada pelo general Vô Nguyen Giap, veterano da guerra contra os franceses de 1945 a 54, aproveitando-se da fragilidade das tropas do ESV e da diminuição do apoio dos EUA e de seu poderio aéreo na área.

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General Giap

Mas o General Giap não conseguiu a vitória fácil que imaginou, pois substimara as forças dos aliados. Os dois lados tentaram manter as posições conquistadas, criando um impasse. Em 23 de janeiro de 1973, todos os envolvidos no conflito assinam um acordo de cessar-fogo. Em fins de março todos os soldados americanos já haviam abandonado o Vietnã. Nos dois anos seguintes, os comunistas avançaram por todo o Sul e sem o apoio das forças americanas, o ESV não tinha como reagir. Em abril de 1975, o governo de Saigon estava prestes a cair. Na cidade o pânico era generalizado e muitas pessoas, como funcionários públicos e policiais, foram mortos pelos vietcongues, que os consideravam traidores. Os Estados Unidos ainda conseguiram evacuar o pessoal de sua embaixada e cerca de 7.000 pessoas para evitar um massacre ainda maior. Eram quase 8 horas do dia 30 de abril quando os últimos marines partiram. Às 11 horas um tanque do ENV derrubou os portões do palácio presidencial. Era o fim da Guerra do Vietnã.


By Sistemas de Armas

A operação Rolling Thunder tinha como objetivo reduzir a capacidade do Vietnã do Norte de apoiar a guerrilha no sul mas foi criada de modo a evitar a escalada e fizeram escalada progressiva. Criaram santuários ao redor de Hanoi e Haifong para o inimigo esconder seus suprimentos. Não puderam minar os portos e as ferrovias para a China tinha uma zona proibida de 30 milhas que não podiam ser atacados. Os Vietnamitas podiam até concentrar as defesa em áreas fora destes lugares. Sem poder realizar estas missões tiveram que para o fluxo de caminhões na trilha o que era mais difícil.

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Com a interdição da trilha os americanos conseguiram diminuir o fluxo de suprimentos para o sul, mas nunca conseguiram estrangular as operações. Com o fim dos bombardeios em 1968 os Vietnamitas puderam se preparar para uma invasão convencional em 1972 sem problemas. O poder aéreo já mostrou a capacidade na ofensiva do Tet e o Vietnã do Norte levou quatro anos para se recuperar.

A oportunidade de usar toda a capacidade veio em 1972 com o Vietnã do Norte invadindo o Vietnã do Sul com tropas convencionais. Os EUA apoiou o Vietnã do Sul com apoio aéreo e logo teriam a oportunidade de mostrar toda a capacidade de Interdição do Poder Aéreo na operação Linebaker.

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Os pilotos sabiam que as missões de Interdição Aérea seria mais eficiente se interditassem as ferrovias no norte. Mais fácil ainda seria atacar suprimentos e fabricas ao redor de Hanoi e Haiphong. Mais fácil ainda seria minar os portos.

A Interdição iniciou com a minagem dos portos e foi a primeira fez que tentaram parar a fonte de armas. O Vietnã do Norte recebia 90% do petróleo dos russos e vinha todo pelo porto de Haifong. Como os oleodutos eram difíceis de atacar e o alvo chave seriam as bombas dos oleodutos e locais armazenamento. Depois atacaram as ferrovias próximo por ser um meio eficiente de transporte e as pontes ferroviárias eram alvos chaves. Uma pequena força de caças F-4E fechou todas as pontes em duas semanas com bombas Paveway. Os Vietnamitas tiveram que usar rodovias vindo da China e eram bem menos eficientes. Logo passaram a atacar comboios e centros de reparos de caminhões.


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Bombas Paveway

As centrais elétricas não foram atacadas antes por estarem dentro das cidades. Com as Paveway foram danificadas com sucesso sem danos colaterais. Como 90% da energia ia para a indústria e não para o mercado civil o dano militar foi maior. A central de Lang Chi fornecia 75% de energia e os ataques subsequentes anularam os reparos. Os geradores pequenos supriam apenas as necessidades essenciais. O resultado final foi a chegada de apenas 20% dos suprimentos destinados as tropas invadindo o Vietnã do Sul. As tropas capturadas estavam com fome e com muito pouca munição. O resultado foi o recuo do Vietnã do Norte e tiveram que esperar mais três anos para se recuperar, mas desta vez os americanos não estavam mais dispostos a ajudar.

Hoje na História

By on 30.12.08
30 de Dezembro é o 364º dia do ano no calendário gregoriano (365º em anos bissextos). Falta 1 dia para acabar o ano.

Eventos históricos

Nascimentos

Falecimentos

Feriados e eventos cíclicos

LITURGIA DIÁRIA

By on 30.12.08

Evangelho (Lucas 2,36-40)

Terça-Feira, 30 de Dezembro de 2008
6o Dia na Oitava do Natal

Naquele tempo, 36havia também uma profetisa, chamada Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Era de idade muito avançada; quando jovem, tinha sido casada e vivera sete anos com o marido.
37Depois ficara viúva, e agora já estava com oitenta e quatro anos. Não saía do Templo, dia e noite servindo a Deus com jejuns e orações. 38Ana chegou nesse momento e pôs-se a louvar a Deus e a falar do menino a todos os que esperavam a libertação de Jerusalém. 39Depois de cumprirem tudo, conforme a Lei do Senhor, voltaram à Galiléia, para Nazaré, sua cidade. 40O menino crescia e tornava-se forte, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava com ele.

São Fulgêncio

Fulgêncio nasceu em 467. De família romana em Cartago, era um homem de grande cultura teológica e humanística, que ao amor do estudo unia a prática da ascese cristã.

Após ler os comentários de Santo Agostinho sobre o Salmo 36, orientou-se decisivamente à austeridade e à procura da solidão. Tentou mesmo ir ao encontro dos monges egípcios, mas o navio que o transportava teve de ancorar em Siracusa.

Foi ordenado sacerdote e, logo depois recebeu a notícia que ele estava entre os candidatos ao episcopado, ele foi se esconder em um lugar remoto, até que soube que todos os bispos tinham sido consagrados. Quando voltou, foi consagrado e o rei Transmundo o mandou para o exílio, juntamente com outros 59 bispos.

São Fulgêncio escreveu algumas questões para os teólogos e redigiu alguns tratados. Após a morte do rei, em 523, os bispos puderam voltar do exílio. Faleceu em Ruspe, no dia 01 de janeiro de 532, aos sessenta e cindo anos, rodeado de sacerdotes e, depois de ter distribuído seus bens aos pobres.

segunda-feira, dezembro 29, 2008

França fará estaleiro no País, diz Jobim

By on 29.12.08

Mychele Daniau
A ARMA
Um submarino Scorpène no Porto de Charbourg, na França. A partir de um modelo dele, fornecido pelos franceses, o Brasil construirá seu submarino nuclear


França fará estaleiro no País, diz Jobim

No local serão construídos cinco submarinos para a Marinha

Fonte: Estadão - Wilson Tosta e Denise Chrispim Marin

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou ontem que os acordos militares do Brasil com a França possibilitarão a instalação no Rio de um estaleiro para a construção pelos franceses de cinco submarinos para a Marinha do Brasil: quatro Scorpéne convencionais e o veículo nuclear brasileiro. De acordo com o ministro, o estaleiro será construído e operado pelo setor privado francês e, depois de 20 anos, passará a integrar o patrimônio público brasileiro.

Os acordos com a França não incluem propulsão submarina nuclear, cuja tecnologia o País já domina. Também no Rio, explicou o ministro, ficará a base do futuro submarino nuclear, que levará duas décadas para ficar pronto. "O estaleiro vai ser construído, em entendimento com o setor privado. Eles produzem e, depois de 20 anos, isso vem para o patrimônio brasileiro", declarou Jobim, durante o 2º Encontro Empresarial Brasil-União Européia, no Copacabana Palace, do qual participaram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da França, Nicolas Sarkozy.

"No vigésimo ano, vamos terminar recebendo o submarino nuclear. Tudo isso com transferência total de tecnologia, inclusive treinamento de engenheiros brasileiros junto a fábricas francesas", informou.

Os acordos, firmados ontem, também prevêem a compra, para montagem no Brasil, de 50 helicópteros, ao custo de 1,899 bilhão nos próximos anos. Só essa parte das conversas com os franceses já está definitivamente fechada, inclusive com contrato, afirmou o ministro da Defesa.

Os submarinos seriam objeto de instrumentos legais distintos, mas ainda preliminares. Nos dois casos, haveria, de acordo com o ministro, transferência de tecnologia francesa, uma das preocupações do governo brasileiro.

EMPREGOS

Outro ponto importante para o Brasil é a possível criação de empregos a partir das encomendas militares.


"A Helibrás fará a montagem. Teremos ainda a Turbomeca, que é no Rio, e uma série de empresas brasileiras que vão se associar para a construção das partes", explicou. "O que é fundamental é que a aviônica, ou seja, a parte substancial eletrônica, será feita no Brasil. Isso já foi acordado, será firmado inclusive um contrato."

O contrato possibilitará, informou, que a Helibrás aumente o seu quadro de 100 para 500 funcionários e deverá criar 5 mil empregos indiretos.

Os entendimentos com a França na área militar também poderão incluir o fornecimento de caças para a Força Aérea Brasileira (FAB). O governo brasileiro deverá encerrar em julho a análise das propostas para a compra de novos jatos, apresentadas pela francesa Rafale, pela americana Boeing e pelos suecos da Grippen.

O ministro afirmou que as ações, parte do Plano Estratégico de Defesa, não deverão sofrer impacto da crise econômica. "É tudo a longo prazo. Estou falando em 20 anos."

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