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quinta-feira, dezembro 31, 2009

EH-101 Merlin é caro demais!

By on 31.12.09
Manutenção de Helicópteros EH-101 custa 11 mihões Euros por ano
Custos de manutenção são calcanhar de Aquiles do modelo

Fonte: Area Militar

Numa reportagem da emissora de televisão portuguesa SIC, a compra de doze helicópteros EH-101 para a força aérea portuguesa foi criticada e classificada de ruinosa. Segundo aquela fonte, a não assinatura de um contrato de manutenção, forçou o estado a gastar mais 11 milhões de Euros por ano para garantir a disponibilidade de pessoal do fabricante, que permita aumentar o grau de disponibilidade da frota.

Os problemas com a manutenção de helicópteros EH-101 não são em absoluto um problema exclusivamente português. A Dinamarca, um país com metade da população portuguesa, que comprou 14 helicópteros do mesmo tipo também teve problemas com a manutenção da frota.
A título de exemplo, no inicio de 2008 apenas 4 desses 14 helicópteros estavam operacionais e em condições de voar, ou seja, uma disponibilidade idêntica à portuguesa.

Os operadores da frota de helicópteros EH-101 queixam-se de que o tempo médio entre avarias aumentou muito para lá do previsto. Isto resultou numa diminuição da operacionalidade da frota.

Tal como em Portugal os problemas com a manutenção das aeronaves sucedem-se e a Dinamarca por exemplo, não tendo dimensão suficiente para dispor de uma unidade própria para a manutenção deste tipo de aeronave (num país pequeno isso seria ainda mais caro).

Não sendo viável criar estruturas próprias de manutenção, os operadores ficam dependentes do pessoal do fabricante, tendo que arcar com os custos inerentes à sua disponibilização.

A força aérea da Dinamarca teve mesmo que recorrer aos antigos helicópteros Sikorsky S-61 que era suposto serem substituídos, o que também aconteceu em Portugal, onde os velhos Puma, comprados para combater em África nos anos 70, voltaram a ser utilizados.

Porquê o EH-101 ?

Levantam-se naturalmente questões quando se trata de entender a necessidade de aquisição de helicópteros com estas características.
Mas a superior autonomia dos EH-101 relativamente à maioria dos seus concorrentes justifica normalmente a aquisição, havendo poucas aeronaves que consigam um tão elevado grau de polivalência.
No caso português, a escolha está directamente relacionada com a possibilidade de o helicóptero poder atingir qualquer das regiões autónomas.
Esta capacidade é igualmente da maior importância quando se trata de garantir a possibilidade de operar a grandes distâncias, o que resulta em capacidade efectiva para assegurar a busca e salvamento nas zonas económicas exclusivas de responsabilidade portuguesa. O caso dinamarquês, é idêntico, e também justificou a aquisição.

Os helicópteros são polivalentes e podem servir para o transporte de tropas. No caso português continua prevista a utilização de quatro unidades, a bordo do futuro navio polivalente logístico, há muito tempo esperado pela marinha portuguesa.

Embora a questão da manutenção seja grave, e afecte directamente praticamente todos os operadores, no caso português continua por resolver a questão das contra-partidas «offset» que ainda estão por cumprir.

Aparentemente, durante o período de Luís Amado o tema foi pura e simplesmente ignorado, sendo novamente estudado durante a gestão de Nuno Severiano Teixeira, sem qualquer desenvolvimento positivo.

Além do caso das contrapartidas dos helicópteros estão ainda por resolver questões de contrapartidas por parte dos fabricantes de outros meios militares, de entre os quais se destaca o fornecedor dos dois submarinos da marinha.

Cadilac do Céu: O presente de Natal que todos queríamos

By on 31.12.09

O presente de Natal que todos queríamos

Fonte: Daily Mail, 20 de dezembro de 2009 - Via: Sala de Guerra.


É o sonho de todos nós – das pequeninas fitas de munição ao cockpit em miniatura, tudo é encantador nesse impressionante modelo de aeronave.

É uma réplica exata de um North-American P-51D Mustang, que foi o principal caça de longo-alcance dos EUA durante a Segunda Guerra Mundial. O modelo foi construído por um dentista aposentado, que usou alguns dos seus instrumentos para criá-lo.

Construído na escala 1/16, cada parte é completamente funcional, ligadas por uma intrincada série de minúsculas correntes, cabos e juntas.

O trem de pouso recolhe-se e os controles funcionam, porém as alavancas são tão pequenas que têm de ser operadas com uma pinça. Young C. Park, de Honolulu, Havaí, levou três anos e 6.000 horas de trabalho para completar o modelo. Com um corte transversal do lado esquerdo para mostrar o funcionamento do interior, todas as seções foram moldadas com chapas de alumínio de construção civil. O metal foi anelado para adquirir a maleabilidade necessária, tornando mais fácil o processo de moldar e esculpir.

O Sr. Park, de 77 anos, usou mais de 15 metros de alumínio, dando forma usando um torno, até que ficasse satisfeito com o resultado. O metal era normalmente moldado sobre um suporte de madeira, mas para uma grande área da superfície atrás do cockpit ele usou a planta do pé para conseguir a forma correta.

De acordo com o Sr. Park, o trabalho com alumínio não é tão diferente do trabalho dentário usando ouro. Ambos podem ser anelados, moldados, polidos e tornados maleáveis. Ele também usou suas ferramentas odontológicas para escavar partes da fuselagem e fazer baixos-relevos nas superfícies das asas.

A aeronave tem 60 cm de comprimento, 30 cm de altura e 68 cm de envergadura. Está atualmente em exibição no Joe Martin Foundation Craftsmanship Museum em Vista, Califórnia.

A fascinação do Sr. Park por aviões de caça começou na adolescência após um ferro-velho de aeronaves da Segunda Guerra Mundial, e cresceu quando ele serviu como soldado na Guerra da Coreia em 1952.

A respeito do Mustang, ele diz: “É o mais bonito dos caças da Segunda Guerra Mundial”.

O Mustang serviu como escolta de bombardeiros e aeronave de reconhecimento, e ao fim da guerra havia destruído 4.950 aeronaves inimigas, mais do que qualquer outro modelo de caça americano na Europa.

O Sr. Park trabalhando em sua oficina.
Outro dos sublimes modelos de motores aeronáuticos feitos pelo Sr. Park.

Entrevista: Frederico Curado, presidente da Embraer

By on 31.12.09
"A recuperação só virá a partir de 2011"

Entrevista: Frederico Curado, presidente da Embraer

Fonte: Isto É/Dinheiro - Por Nicholas vital

Há três anos na presidência da Embraer, o engenheiro Frederico Curado teve a árdua missão de comandar a empresa em um dos períodos mais conturbados de sua história recente. Durante a crise, foi obrigado a demitir cerca de 4,5 mil funcionários e rever todo o planejamento da companhia. Criticado por uns, defendido por outros, Curado conseguiu manter a Embraer nos trilhos, mesmo com uma queda brutal nas receitas.

Para 2010, a expectativa também não é nada animadora: queda de mais 10% no faturamento, causada principalmente pela demora na recuperação de seus principais mercados. E nada de recontratações. "Quem determina o nível de emprego é o mercado", diz o executivo. Curado deposita suas esperanças em 2011, quando espera recuperar os contratos perdidos e recolocar a empresa em céu de brigadeiro.

DINHEIRO - Qual o balanço do ano de 2009 para a Embraer?
CURADO -
Foi um dos anos mais desafiantes de nossa história. Embora estejamos acostumados com os efeitos cíclicos de nossa indústria, desta vez foi diferente. A crise global surpreendeu a todos. Mas o importante é que a empresa foi ágil para se adaptar à nova realidade. A Embraer está terminando o ano mantendo a sua integridade, principalmente com a preservação da capacidade tecnológica e a motivação das pessoas. Prova disso é que, mesmo em meio às dificuldades, fomos eleitos uma das melhores empresas para se trabalhar no Brasil. A Embraer diminuiu de tamanho em 2009, mas segue preparada para enfrentar o mercado.

DINHEIRO - A indústria aeronáutica depende muito do mercado externo. Até que ponto isso pode prejudicar a empresa em 2010?
CURADO -
Cerca de 90% da nossa receita está associada às exportações. Por isso, teremos algumas dificuldades. A primeira é o câmbio, pois a valorização do real afeta a competitividade do exportador brasileiro. Por outro lado, este câmbio está forte pelo bom momento vivido pela economia do País. O maior problema ainda é a falta de demanda. Nossos principais mercados estão em dificuldade e provavelmente enfrentarão problemas 2010. Prevemos uma recuperação apenas a partir de 2011.

DINHEIRO - Diante das dificuldades no Exterior, a empresa está reforçando suas ações no mercado interno?
CURADO
- O limitante para nós sempre foi o tamanho do mercado interno. Nossa participação no mercado brasileiro sempre foi maior do que a de nossas concorrentes. Em 2009, vamos bater recorde histórico de receita no Brasil, em torno de US$ 500 milhões. Mas, diante dos US$ 5,5 bilhões da Embraer, ainda é pouco.

DINHEIRO - A crise obrigou a Embraer a buscar novos mercados?
CURADO
- Estamos sempre em busca de crescimento. O mercado de defesa no Brasil e no mundo não foi afetado pela crise. Temos intensificado nossa presença neste setor, através de novos contratos com o Chile, Paquistão, além, é claro, da Força Aérea Brasileira. A área de defesa claramente tem um potencial de crescimento forte. Somos uma empresa global. Então, não existem novos mercados, do ponto de vista geográfico, a serem explorados.

DINHEIRO - Em 2009, a Embraer demitiu 4,3 mil funcionários. Já houve recontratações?
CURADO -
A empresa voltará a crescer à medida que o mercado for se recuperando. Falar em novas contratações é muito precoce. Enquanto o mercado estiver desaquecido, nós não temos demanda. Nós tínhamos cerca de 21,3 mil funcionários no começo do ano. Com o reajuste, cortamos 4,3 mil pessoas. Depois disso, devem ter saído mais umas 150 pessoas, mas esta é a vida normal de uma empresa com 17 mil colaboradores. Quem determina o nível de emprego é o mercado.

DINHEIRO - A demissão em massa do início do ano pode ter arranhado de alguma forma a imagem da Embraer?
CURADO -
A dispensa de empregados sempre é um processo complicado. De 2003 para cá, a Embraer agregou cerca de dez mil pessoas ao seu efetivo. Infelizmente, tivemos que abrir mão de quatro mil deles, mas temos uma geração líquida de cerca de seis mil empregos nos últimos anos. Contratamos porque tínhamos uma visão de crescimento e estávamos crescendo. Não tivemos qualquer incentivo fiscal na época, contratamos por acreditar no futuro. Mesmo tristes, terminamos o ano com nossos funcionários motivados. Mas, arranhar a imagem, acho que não.

DINHEIRO - Existe realmente um plano para reduzir a produção em 2010?
CURADO
- Não existe qualquer plano de redução da produção. A Embraer vai ter uma queda de 10% na receita. Então, informamos aos fornecedores locais que compraremos 23% menos do que no ano passado. Mas isso é devido ao aumento de estoque que houve nos últimos meses, até no sentido de não prejudicar tanto nossos fornecedores. Compramos mais do que precisávamos justamente para ajudá-los. Mas em 2010 temos que desovar um pouco deste estoque.

DINHEIRO - Quais as perspectivas para 2010?
CURADO
- O mercado global de aviação permanecerá em crise, mas estável, o que já é uma boa notícia. Mas esperamos uma melhora gradual durante o ano. Estamos prevendo uma redução de cerca de 10% para o ano que vem, fechando 2010 com faturamento próximo a US$ 5 bilhões.

DINHEIRO - Os chineses querem desenvolver uma aeronave para concorrer com a Embraer. Isso deve ser um problema para a empresa, não?
CURADO
- Eles estão desenvolvendo um avião para 90 passageiros que deve concorrer em tamanho com os nossos, mas nosso produto é muito competitivo. Não temos receio em relação ao mercado global. Na verdade, o novo avião chinês dificulta nossa presença naquele país, que é um mercado muito importante.

DINHEIRO - Os preços dos chineses são competitivos?
CURADO -
Ainda não sabemos, pois os negócios fechados por eles até agora foram todos dentro da China. Eu diria apenas que, se não houver nenhum incentivo governamental, eles tendem a não ter vantagens competitivas relevantes, pois o custo com mão de obra num avião é relativamente baixo, algo em torno de 15%. Por mais barata que seja a mão de obra deles, nós temos 40 anos de experiência, escala, eficiência industrial, entre outras coisas.

DINHEIRO - Os chineses detêm tecnologia para o desenvolvimento de aeronaves?
CURADO
- Acho que teoricamente sim, mas até transformar esta tecnologia em um produto confiável, que dure 20, 25 anos, leva tempo. Além disso, é preciso ter uma estrutura de suporte, assistência técnica e peças sobressalentes próxima do cliente. Na aviação isso é muito complexo. Mais que tecnologia, é preciso ter toda uma estrutura. A China tem capacidade, mas ainda não tem esta estrutura. Se mantiver os investimentos, a China pode ser um player mundial em 15 anos. Meu receio é que o presidente da China, Hu Jintao, ofereça subsídios, o que vai provocar uma concorrência desigual.

DINHEIRO - Muitos especialistas dizem que a Embraer pensa em fechar sua fábrica na China. Procede essa informação?
CURADO -
O que acontece é que existe apenas um contrato em andamento naquela fábrica, para a produção de um avião de 50 lugares. Mas de uns tempos para cá, com a alta do preço do petróleo, os aviões com menos de 70 assentos ficaram sem nenhuma demanda. Há mais de dois anos não temos novos contratos para aviões de pequeno porte. Nos próximos seis meses, vamos decidir se adaptamos a fábrica para outro produto ou arrumamos outro tipo de cooperação. É nosso interesse permanecer na China. Estamos lá há dez anos, temos mais de 100 aviões em operação e nossa presença naquele mercado é irreversível.

DINHEIRO - Voltando ao Brasil, quem é favorito para ganhar a licitação dos caças da FAB?
CURADO -
Nós não estamos participando desta competição. Claramente o governo quer fazer a escolha do avião sem nenhuma ingerência nossa. Não temos nenhum poder de influência nesta decisão. O processo de seleção da Força Aérea Brasileira é um dos mais transparentes e competentes que já vi. A FAB está conduzindo a coisa de uma forma muito séria. O que eles recomendarem, com certeza, será o melhor para o Brasil.

DINHEIRO - A indústria brasileira será beneficiada com transferência de tecnologia?
CURADO
- A tecnologia é um critério secundário no processo. O fator determinante é a adequação do avião às necessidades da FAB e, claro, o custo. Do lado tecnológico, o mais importante é que a indústria nacional tenha capacidade de fazer no futuro o que a FAB deseja, como adaptações em sistemas de comunicação ou estruturais.

DINHEIRO - O setor aéreo depende muito de tecnologia. De que forma a crise atrapalhou o desenvolvimento de novos produtos?
CURADO - Nós mantivemos intocado os investimentos em desenvolvimento de produtos. Tanto é verdade que tivemos agora a certificação do Phenon 300. Todos os projetos estão caminhando normalmente.

DINHEIRO - É consenso no mercado que a aviação executiva talvez seja o segmento mais promissor para a empresa. Existem novos projetos em andamento?
CURADO -
Temos hoje dois projetos em andamento, o Legacy 450 e o Legacy 500. Este é um segmento relativamente novo, mas muito importante dentro da empresa. Estamos neste mercado a menos de dez anos, mas em 2009 já vai se aproximar de US$ 1 bilhão em receitas. O melhor é que ele tende a crescer muito mais nos próximos anos.

Rússia termina o ano com teste de míssil intercontinental bem-sucedido

By on 31.12.09
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Míssil intercontinental RS-20B - Bulava

Rússia termina o ano com teste de míssil intercontinental bem-sucedido

Da EFE - Via: G1

A Rússia fechou o ano com o lançamento bem-sucedido hoje de um míssil terrestre intercontinental RS-20B, após uma série de testes fracassados do novo míssil Bulava, com o qual planeja dotar seus submarinos nucleares de última geração.

O foguete foi lançado de uma unidade situada na região de Orenburgo, na parte europeia do país, às 09h30 locais (04h30, no horário de Brasília), segundo disse à agência oficial "Itar-Tass" o porta-voz das Forças Estratégicas da Rússia, coronel Vadim Koval.

O militar afirmou que os preparativos, o lançamento e o voo do míssil foram efetuados de acordo com o programa previsto e que as cargas que o foguete levava impactaram os alvos situados em um polígono na península de Kamchatka, no extremo oriente da Rússia.

Este foi o segundo teste de um míssil terrestre intercontinental russo em duas semanas: no dia 10 as Forças Estratégicas testaram um RS-12M Topol, também com sucesso.

Apesar destes lançamentos de mísseis russos terrestre terem sido efetuados sem contratempos, não é possível dizer o mesmo sobre os Bulava.

Segundo a agência "Interfax", que cita dados não oficiais, dos 12 testes realizados com o novo míssil, sete fracassaram, o que na levou alguns analistas a questionarem a conveniência de continuar o desenvolvimento do projeto.

No entanto, a criação de outro foguete não só significaria investimentos, mas também a perda dos três submarinos de quarta geração Borei, um dos quais já se encontra em período de testes.

Estes submarinos nucleares foram projetados especialmente para levar os Bulava.


Em entrevista publicada hoje pelo jornal governamental "Rossiiskaya Gazeta", o ministro da Defesa russo, Anatoli Serdiukov, assegurou que o quarto submersível da série Borei será construído e que o país não renunciará aos Bulava.

No início da semana, o comandante-em-chefe da Marinha russa, o almirante Vladimir Visotski, declarou que os testes do Bulava serão retomados uma vez que sejam estabelecidas as causas dos fracassos, o último no dia 11 de dezembro.

Ao referir-se às causas dos lançamentos fracassados, o ministro da Defesa disse que são "muitas e incluem a falta de disposição das centrais produtivas a fazer as coisas com exatidão".

"Além disso, há assuntos relativos à disciplina produtiva. Alguém tenta substituir materiais com outros, o que tem uma série de consequências", disse o titular da Defesa.

Serdiukov se mostrou convencido de que o Bulava será um míssil confiável, mas admitiu que os problemas não são resolvidos tão rapidamente quanto ele queria.

O míssil R30 3M30 Bulava-30 (SS-NX-30, segundo a classificação da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) é uma versão naval do Topol, míssil com um alcance efetivo de 11 mil quilômetros e capaz de levar até seis cargas nucleares.

A Rússia confia em que os Topol e os Bulava permitirão manter a paridade nuclear com os Estados Unidos pelo menos durante os próximos 50 anos.

Os militares russos asseguram que esses mísseis são capazes de burlar todos os sistemas de defesa até agora conhecidos.

A Genese da Diplomacia dos Blindados: Em 1983 Brasil impediu ação americana no Suriname

By on 31.12.09


Brasil impediu ação americana no Suriname

Em uma tarde de abril de 1983, o então presidente João Figueiredo recebeu o embaixador dos Estados Unidos, Anthony Motley, para uma visita fora da agenda do Palácio do Planalto. Más notícias. Motley, acompanhado de um assessor da Casa Branca, levava ao conhecimento do governo brasileiro a intenção do presidente Ronald Reagan de determinar uma intervenção militar no Suriname. O diplomata sustentava sua argumentação com fotos aéreas e informações da inteligência americana comprovando a presença crescente de soldados de Cuba no país. Seriam cerca de 400 deles - o equivalente a um terço do contingente das Forças Armadas surinamesas - em instalações próprias, fechadas e com características de centros de treinamento.



A presença de um núcleo multiplicador da revolução socialista cubana no continente era inaceitável. Figueiredo reagiu depressa. Despachou para Paramaribo, no avião presidencial, o general Danilo Venturini, secretário do Conselho de Segurança Nacional. A missão de Venturini era oferecer ao líder surinamês, Desi Bouterse, suporte técnico em setores estratégicos, linhas de crédito e parceria em programas de infraestrutura - com o compromisso de afastamento rápido e inequívoco de Havana. Deu certo. No dia 26 de outubro o embaixador cubano, Oscar Cardenas, deixou o país. Seis dias mais tarde só o zelador permanecia na representação diplomática.

O episódio implicou uma certa tutela brasileira sobre o Suriname nos 20 anos seguintes. Foi aberta uma linha de crédito de emergência de US$ 10 milhões e entregues seis blindados Cascavel, armados com canhão de 90 milímetros.

Essa frota foi seguida de outra, composta por 15 blindados Urutu para transporte de tropas. Oficiais passaram a ser preparados nas escolas de comando brasileiras. Do pessoal das três forças do

Suriname, 1.840 militares, aproximadamente 300 falam português, aprendido na escola criada por uma equipe do extinto Serviço

Nacional de Informações, o SNI, em 1984, e ainda em funcionamento. O general Octávio Medeiros, chefe do SNI em 1983, morto em 2005, lembrou, em depoimento para sua biografia profissional, que o Exército do Brasil auxiliou, "muito diretamente", o esforço de Desi Bouterse para conter mercenários "pagos e equipados por empresários europeus" que, segundo ele, pretendiam derrubar o governo. O sistema de comunicações e telefonia do Suriname foi projetado, financiado e instalado por empresas brasileiras. O governo do atual presidente, Ronald

Venetiaan, mantém ativos todos os compromissos de cooperação bilateral.

Fonte: O Estado de São Paulo - Por: Roberto Godoy.

Voo 253: EUA sabiam e agora investigam ligações entre ex-detentos e nigeriano

By on 31.12.09




EUA abrem terceira frente antiterrorista no Iêmen

Fonte: AFP

O governo dos Estados Unidos abriu de modo sigiloso uma terceira frente contra a rede terrorista Al-Qaeda no Iêmen, informa o site do jornal The New York Times.

A Agência Central de Inteligência (CIA) americana enviou há um ano vários agentes com experiência antiterrorista ao país na península Arábica, destaca o jornal.

Ao mesmo tempo, agentes de elite começaram a treinar as forças de segurança do Iêmen.

O Pentágono gastará mais de 70 milhões de dólares durante os próximos 18 meses e utilizará equipes das forças especiais, com o objetivo de treinar e equipar os militares, policiais e a guarda costeira iemenitas, dobrando o nível da ajuda ao país, completa o jornal.

O Iêmen voltou a chamar a atenção dos Estados Unidos depois que um jovem nigeriano que tentou explodir um avião no dia de Natal confessou ter sido treinado neste país.

A Casa Branca busca uma aliança com o governo do presidente do Iêmen, Ali Abdullah Saleh, para obter a ajuda do mesmo no combate à Al-Qaeda na Península Arábica, completa o NYT.







EUA sabiam tudo mas não agiram

Fonte: Correio da Manhã/Portugal - Por: F. J. Gonçalves com agências


As autoridades dos EUA tinham sido alertadas para a iminência de um atentado levado a cabo por "um nigeriano", mas, devido a falhas graves de comunicação, não agiram a tempo de evitar a entrada de Abdulmutallab no avião da Northwest Airlines que esteve em risco de se despenhar no dia de Natal, referiu ontem a imprensa dos EUA.

O presidente Barack Obama admitiu terça-feira a existência de "uma cadeia de falhas inaceitáveis" das agências de segurança, mas ontem o ‘The New York Times’ e outros jornais referem que a CIA ignorou demasiadas coisas, por exemplo conversas na internet entre líderes da al-Qaeda que referiam um nigeriano pronto para levar a cabo um atentado.

Acresce que o radicalismo do nigeriano Abdulmutallab tinha sido denunciado à CIA pelo próprio pai, o banqueiro milionário Umaru Mutallab.

Para piorar o cenário, os alertas foram levados em conta e o suspeito foi referenciado como islamista radical. No entanto, o seu nome foi incluído numa lista de cerca de 500 mil suspeitos, o que levou as agências de segurança a não ligarem o nome aos outros indícios surgidos recentemente.

Para culminar a cadeia de erros, o centro de combate ao terrorismo não incluiu Abdulmutallab na lista negra, levando o Departamento de Estado a não anular o visto de entrada nos EUA que já lhe permitira visitar o país em 2004 e 2008 e que agora o colocou em posição ideal para matar 300 pessoas a bordo de um avião entre Amesterdão e Detroit.

HOLANDA VAI USAR SCANNERS

Na sequência das falhas que permitiram a um terrorista passar os controlos e entrar, em Amsterdão, num avião rumo aos EUA, a Holanda anunciou que começará a utilizar scanners corporais no aeroporto de Schipol "dentro de três semanas". Os visados pelo aparelho, que vê o corpo das pessoas como se estivessem sem roupas, serão os passageiros de voos para cidades norte-americanas. Uma vez que o suspeito era nigeriano, o seu país anunciou que comprará também aparelhos desses para usar nos aeroportos internacionais. Por fim, debate-se nos EUA o alargamento da cooperação militar e de espionagem com o Iémen, país que serve de base à al-Qaeda da Península Arábica, o ramo da rede terrorista que reivindicou o atentado frustrado.

PORMENORES

ENTRE DOIS EXTREMOS

"Quero falar do meu dilemaentre liberalismo e extremismo", escreveu Abdulmutallab na net: "Como se poderá conseguir o equilíbrio certo?"

FANTASIAS RADICAIS

Após meses de treino no Iémen, o terrorista escreveu: "Sonho com o momento em que a Jihad vence e os muçulmanos governamo mundo inteiro e restabelecemo maior de todos os impérios."

SOLITÁRIO ATORMENTADO

A radicalização parece ter sido a resposta a uma solidão insuportável. Aos 18 anos escreveu: "Não tenho um único amigo, ninguém com quem falar, ninguém que me dê conselhosou me apoie quando me sintosozinho e deprimido."

ADEPTO DO LIVERPOOL

Antes da aproximação ao radicalismo islâmico, Abdulmutallab entregava-se à paixão pelo futebol e pelo Liverpool, que comparava sempre em tons elogiosos perante rivais como o Arsenal.



EUA enviam 12 detentos de Guantánamo para seus países de origem

Fonte: Reuters - Via O Globo

Doze detentos foram transferidos da prisão americana de Guantánamo, em Cuba, para o Afeganistão, Iêmen e o enclave separatista Somaliland, na Somália, informou o Departamento de Justiça dos EUA no domingo.

Seis iemenitas e quatro afegãos foram enviados durante o fim de semana para seus países de origem, enquanto dois somalis foram transferidos aos cuidados de autoridades regionais da Somaliland, uma área autônoma dentro da Somália.

As transferências são mais um passo no plano do governo Obama de fechar a prisão de Guantanamo até o mês que vem, mas esse prazo limite não deverá ser respeitado, já que existem grandes obstáculos políticos e diplomáticos à frente.

Após essas tranferências, ainda estão detidas em Guantanamo 198 pessoas. Algumas delas serão julgadas nos Estados Unidos, mas outras devem ser enviadas para outros países.

Há preocupações nos EUA de que algumas dessas pessoas que estão sendo transferidas possam se reintegrar a grupos coordenados pela al-Qaeda, o que o governo tenta dissipar.

"Essas transferências foram feitas em meio a acordos entre os Estados Unidos e autoridades estrangeiras relevantes para assegurar que ocorram em segurança", informou o Departamento de Justiça americano.


EUA investigam ligações entre ex-detentos e voo 253

AE - Agencia Estado

Funcionários dos Estados Unidos estão investigando possíveis ligações entre o ataque fracassado contra um avião americano no Natal (o voo 253) e ex-detentos da prisão da base naval de Guantánamo. Acredita-se que os ex-detentos em questão sejam líderes de um grupo ligado à rede terrorista Al-Qaeda no Iêmen, informa o ''Wall Street Journal''.

Documentos do Departamento de Defesa dos EUA liberados no começo deste ano mostram que Said Ali Al-Shihri e Mohammed Al-Awfi, libertados de Guantánamo em 2007, podem agora ser líderes da Al-Qaeda na Península Arábica, o grupo iemenita que ontem assumiu a responsabilidade para tentativa de explodir o voo 253 da Northwest Airlines, que viajou de Amsterdã a Detroit.

O nigeriano de 23 anos Umar Faourk Abdulmutallab, acusado de tentar derrubar o avião em 25 de dezembro, disse aos investigadores que ele recebeu o explosivo de integrantes da Al-Qaeda no Iêmen. Investigadores ainda tentam verificar a declaração, embora agentes tenham dito que operam sob a assertiva de que a declaração do nigeriano é verdadeira.

As possíveis ligações entre ex-detentos de Guantánamo e a tentativa de derrubar o avião intensificaram as críticas ao esforço da administração Obama de fechar a prisão na base de Guantánamo, em Cuba. Shihri e Awfi foram soltos em 2007 na Arábia Saudita, o país natal dos dois, como parte um projeto do governo da Arábia para erradicar o extremismo, mas desapareceram rapidamente após cumprir o programa. Agora acredita-se que Shihri seja um vice-líder da Al-Qaeda na Península Arábica no Iêmen. Awfi reapareceu em janeiro num videoclipe da Al-Qaeda, no qual vestia um cinturão de balas e era apresentado como um comandante de campo da organização terrorista, de acordo com a Associated Press.

Avião da FAB repatria brasileiros do Suriname

By on 31.12.09
Foto: Editoria de Arte / G1
Foto: Editoria de Arte / G1 Brasileiros foram atacados em Albina, cidade do Suriname a 150 quilômetros da capital Paramaribo (Foto: Editoria de Arte / G1)

Avião da FAB com brasileiros do Suriname chega a Belém

Aeronave traz a bordo 32 brasileiros que querem voltar ao país.
No total, 37 pessoas já foram trazidas de volta pela Aeronáutica.

Do G1, em São Paulo



A aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB), enviada nesta quarta-feira (30) ao Suriname para resgatar um grupo de brasileiros que pediu ajuda para deixar o país, já pousou no Aeroporto Internacional de Belém, no Pará.

Leia também: Brasileiros perderam tudo em conflito no Suriname, relata enviado da TV Globo

O avião deixou a capital do país, Paramaribo, às 19h05 locais (20h05 em Brasília), e chegou à capital paraense por volta das 21h30 (22h30 horário de Brasília).

Segundo a assessoria de imprensa do Ministério das Relações Exteriores, dos 32 brasileiros que estavam a bordo e foram vítimas do ataque de um grupo de quilombolas, conhecidos como "marrons", no último dia 24, três continuam feridos e estão sendo acompanhados por um médico e duas enfermeiras.


Os feridos deixaram o aeroporto em ambulâncias. Os outros saíram pelo portão de desembarque internacional.

Os brasileiros receberam da embaixada do Brasil no país uma peça de roupa, um par de sapatos e US$ 100 de ajuda de custo. Todos também receberam, segundo o Itamaraty, uma autorização de retorno oferecido pela embaixada do Brasil.

Este foi o segundo voo da FAB a resgatar brasileiros do Suriname após o confronto. No último domingo (27), um avião desembarcou no aeroporto internacional de Belém com apenas cinco brasileiros a bordo.

O ministério divulgou na terça (29) nota em que fala sobre a situação dos brasileiros no país.

Leia mais notícias sobre as agressões

No texto, o ministério reitera no texto que não há confirmação oficial de mortos. “Em sua grande maioria, os brasileiros que vivem na região de Albina trabalham em garimpos no interior do Suriname e da Guiana Francesa e costumam passar semanas na floresta, incomunicáveis. Por esse motivo, é necessário aguardar antes de considerar 'desaparecido' qualquer desses cidadãos.”


Veja imagens da destruição no Suriname

O padre brasileiro José Vergílio, que ajudou no resgate das vítimas em Albina, disse que há pelo menos sete desaparecidos.

Insegurança em Albina

O enviado da TV Globo ao Suriname, Júlio Mosquéra, disse que o clima em Albina, onde ocorreram as agressões, ainda é tenso. A polícia não garante o retorno com segurança dos brasileiros à cidade, que fica a 150 km de Paramaribo. "Conversei com o chefe de policia da cidade, ele disse que ainda não tem condições de dar segurança para que os brasileiros retornem ao dia a dia da cidade", relata o repórter (clique no player abaixo para ouvir o boletim).


"Os marrons, que são os surinameses nativos da região, dizem abertamente que este conflito com os brasileiros pode ainda trazer mais problemas se eles retornarem para onde trabalhavam antigamente. O que se espera agora é que a situação se apazigúe e só depois disso os brasileiros tenham condições de retornar", diz. Cerca de 150 brasileiros deixaram a cidade e foram para Paramaribo.

Avião pousa de cabeça para baixo nos EUA

By on 31.12.09
Família escapa ilesa após avião pousar de cabeça para baixo nos EUA

Acidente ocorreu próximo a estrada na Louisiana.
Pai, mãe e filha de um ano saíram sem ferimentos.

Do G1, com AP

Foto: AP

Bombeiros controlam pequeno foco de incêndio em avião que 'pousou' de cabeça para baixo em campo próximo a estrada em Alexandria, no estado americano da Louisiana, depois que o motor morreu, neste domingo (27). Brad McCullouch, sua mulher e a filha de um ano do casal, que mora no Texas, escaparam sem ferimentos. (Foto: AP)


Mais detalhes do Programa Sea Gripen

By on 31.12.09

SAAB: Detalhes do Programa Sea Gripen

Fonte: Alide - por Felipe Salles

Nesta semana, ALIDE encaminhou ao Sr Peter Nilsson, VP de Capacitação Operacional do Gripen na Saab, um conjunto de perguntas visando esclarecer aos nossos leitores, um pouco melhor, sobre o recém anunciado programa Sea Gripen, a versão navalizada do caça sueco, voltada para o uso em navios aeródromos. A carta abaixo é a tradução para o português do texto integral que recebemos em resposta.

Sr. Salles,

Principalmente em função do fato da Saab AB se encontrar em meio a um processo de RFI (Request for Information – Solicitação de Informações) com o governo indiano eu não terei como responder a todas as suas perguntas a respeito do Programa Sea Gripen. Espero, no entanto, o resto desta carta possa dar a vocês e aos seus leitores novas e interessantes informações.

Antecedentes

A empresa Saab AB tem, em diversas ocasiões, desde o início do programa Gripen, analisado e discutido internamente a possibilidade de produzirmos uma versão de porta-aviões do nosso avião. Os primeiros destes estudos datam de meados da década de 90. Estas análises foram iniciadas devido ao interesse demonstrado por diversas nações que consideram o Gripen baseado em terra como sua principal alternativa futura em termos de caça e que ou tem, ou ambicionam ter, navios aeródromos em suas esquadras.

O fato do Gripen poder operar desde bases limitadas/improvisadas em trechos retos de rodovias naturalmente contribuiu para isso. Esta “capacidade única” – de poder operar desde pistas curtas e rudimentares naturalmente conduz à questão: “Quanto esforço de reprojeto seria necessária para se reprojetar o Gripen em um verdadeiro avião para porta-aviões?”.

Os requerimentos básicos originais da Força Aérea Sueca visando estas operações nas estradas, são bastante “semelhantes às das operações embarcadas”. Qualidades como: a baixa velocidade de pouso, o grande controle de arfagem e de rolagem, a grande precisão no controle no vôo dentro do `glide slope`, a capacidade de efetuar pousos de alta precisão, a certificação para realização de altas taxas de descida, a estrutura reforçada da fuselagem,etc. são elementos básicos do projeto desde o seu início. Devemos também adicionar a esta visão as importantes características do Gripen para manutenção simplificada no campo. Exemplos desta simplicidade de manutenção são, a capacidade da troca da turbina em menos de uma hora, mesmo fora da base aérea, e a falta da necessidade de uma fonte externa de eletricidade, que mostram que a criação de um caça de porta-aviões desde o projeto do Gripen é um “salto”muito menor do que seria desde outro modelo qualquer de caça, originalmente baseado em terra...



O Programa Sea Gripen

A decisão da Saab AB lançar este novo programa foi tomada dentro do contexto de que duas de nossas campanhas de vendas em andamento são em países que se encontram, ambos, no início do desenvolvimento da capacitação de aviação baseada em navios-aeródromos, especificamente o Brasil e a Índia. Nós também identificamos mais países que, no futuro, provavelmente, entrarão também nesta arena. Atualmente, ou estes países são forçados a equipar seus NAes com aeronaves de uma geração anterior, ou o grande porte dos novos caças os forçará à aquisição ou, alternativamente, à construção de navios muito maiores que os atuais.

No momento do lançamento do Programa Sea Gripen a Saab AB não havia recebido ainda nenhum pedido formal nem da Índia nem do Brasil. Nosso processo de vendas/comunicações junto às forças aéreas destes dois países não geraram nenhuma discussão a respeito de aeronaves baseadas em porta-aviões.Se houve algum tipo de discussão interna, ou processo de “benchmarking” entre as Forças Aéreas e as Marinhas, nós não tomamos conhecimento.

No entanto, no dia 10 de dezembro passado, a Saab recebeu um RFI oficial (Request For Information) das Forças Armadas Indianas. De parte da Marinha do Brasil nós não temos ainda, neste momento, nenhum “Request For Information” formal.

Referente às suas perguntas sobre o programa, especificamente: número de pessoas envolvidas, os investimentos realizados e previstos, cronogramas, número de protótipos (test vehicles) ou desenvolvimentos futuros – lamentamos informar que a Saab AB não publica comentários sobre detalhes desta natureza. Nos encontramos neste momento em meio a um processo de RFI na Índia e por isso não podemos abrir nenhum dado ou detalhe abertamente sobre este programa específico. Todos estes dados e detalhes estão protegidos por termos de confidencialidade, conforme exigido pelos indianos. Este tipo de procedimento é comum em todos os programas da Saab, não apenas no caso do Sea Gripen.


Uma impressão artística do Gripen Naval mostra o caça decolando de um porta-aviões e equipado com mísseis ar-ar Meteor e IRIS-T e mísseis antinavios RBS 15F (SAAB)

Sea Gripen – a aeronave

Com respeito ao novo modelo em estudos a Saab AB, no entanto, já pode confirmar que:

•Sim existe um programa para os estudos e desenvolvimento do Sea Gripen, um novo avião derivado do Gripen NG para operações navais/baseadas em navio aeródromo

•O Sea Gripen está sendo estudado tanto para operações CATOBAR (lançado por catapulta) e STOBAR (lançado com ski-jump). Haverá, obviamente, diferenças em termos de peso máximo de decolagem entre as duas versões. No conceito CATOBAR o Sea Gripen terá o peso máximo de decolagem (MTOW) de 16.500 kg e um peso máximo de pouso de 11.500 kg. No conceito STOBAR os pesos dependerão diretamente do tamanho físico do convoo do navio aeródromo. A grosso modo a carga paga (payload combustível e armamento cairá em 1/3 quando comparada com o modelo CATOBAR. Não haverá nenhuma diferença na capacidade de retorno da aeronave nos dois modelos.

• O Sea Gripen é um programa de desenvolvimento adicional baseado no programa Gripen NG.

•Ainda que a General Electric já tenha planos futuros de crescimento dentro do programa da turbine GE 414 (o chamado EPE – Enhanced Performance Engine – Motor de Desempenho Melhorado) nós não estamos dependendo disso para o desenvolvimento do novo modelo do Gripen neste momento.

•Dentro do programa Sea Gripen nós dispomos de pessoal com experiência de operações embarcadas tanto na área de engenharia quanto na de pilotagem, em tempo de paz e também de combate.

•Os maiores reprojetos previstos na área técnica serão:

Novos trens de pouso, principal e dianteiro: para resistir às maiores taxas de descida e as forças derivadas da decolagem na catapulta.

Estrutura: será reforçada em algumas áreas, não constituindo-se num projeto completamente novo já que as modificações adicionadas no projeto do Gripen NG diminuitam a extensão do reprojeto caso o Sea Gripen tivesse que ser criado a partir dos atuais Gripens C/D.

Gancho de parada: este será uma versão reprojetada e reforçada da versão já desenvolvida para o gancho de parada emergencial desenvolvido dentro do programa Gripen NG.

“Marinização” da aeronave: este não será um dos maiores problemas, com o devido respeito devido ao ambiente naval, nós hoje já temos requerimentos muito rígidos, de clientes atuais e futuros, no que tange a resistência à corrosão da maresia na versão baseada em terra do Gripen. Estes requerimentos incluem proteção contra borrifos de água salgada e para operações em locais quentes e muito úmidos. Ainda assim, uma grande parte do programa está focada em garantir a alta disponibilidade dos sistemas do Gripen mesmo em operações navais.

No total, o reprojeto deverá adicionar peso à célula, o que dará ao avião um peso vazio entre 7500 e 8000 kg, ou seja, cerca de 400kg de peso extra quando comparado com o Gripen NG

• O Sea Gripen será uma alternativa muito interessante para países com navios aeródromos de menor porte. Sua bem equilibrada relação de peso/tamanho quando comparado com às alternativas bi-motores maiores permitirá a expansão das missões da aviação de caça embarcada de puramente “defesa aérea” na direção de um conceito mais amplo de “operações de cunho estratégico”, sem que seja necessário trocar de navios aeródromos.

•Todos os sensores, aviônicos e armamento que fazem parte do programa Gripen NG serão ofertados no Sea Gripen.

• Devido ao seu porte equilibrado não haverá necessidade de mudanças estruturais maiores, como, asas dobráveis, etc.
Conclusão

O programa Sea Gripen deve ser percebido como um programa de parceria entre a a Saab e um país/países que estejam em busca de uma maior independência nos seus programas de aviação de caça naval.

A Saab AB irá, com suas habilidades de projeto e de design e de engenharia, cooperar juntamente com indústria aeronáutica desenvolvida de seu parceiro/parceiros. Este país parceiro que deseje ter uma marinha com uma esquadra baseada em NAe, irá obter no Sea Gripen sua melhor opção de caça baseado em porta aviões do futuro.

As forças armadas suecas não apresentam demandas próprias para este tipo de aeronave, e por isso neste momento, não são parceiros do programa Sea Gripen.

O Sea Gripen irá se constituir num desafio para os atuais fabricantes de caças embarcados. A Saab tem o maior respeito pelo tamanho deste desafio da criação de um novo caça naval desde um caça anterior de uso em terra. Neste tipo de atividade já houve várias tentativas frustradas ao longo da história da aviação.

No entanto, o Gripen não é um caça qualquer, e eu desafio qualquer caça existente de porta aviões a conseguir pousar nas mais severas condições climáticas, com neve/chuva e fortes ventos de través, em uma pista padrão de estrada sueca de 17 x 800 metros. O Gripen inclusive já provou exigir menos pista ainda: 9 x 600m, sendo re-armado e reabastecido em menos que dez minutos e decolando em seguida. Isso, obviamente, feito não apenas uma única vez, para efeitos de exibição. O avião tem que ser projetado desde o início , com desempenho de sistemas embarcados, com um conceito de operações adequado e alta tolerância ao impacto operacional, durante uma vida operacional de trinta anos de operações diurnas nestas condições.

Nós não partimos do zero com o Sea Gripen. Aqui não teremos que alterar em nada a aerodinâmica provada do Gripen, nem os sistemas de controle de voo ou mesmo os aviônicos. Nós já temos uma estrutura de célula robusta, resistente e forte, projetada para um tipo de pouso “parecido” com os de porta-aviões.

Teremos, sim, que robustizar ainda mais os trens de pouso e o gancho de parada.Teremos ainda que reforçar a estrutura em alguns poucos pontos específicos, devido à certificação para uma ainda maior taxa de descida (> 7 m/s ou >20 pés/s) e às maiores forças e trações dos lançamentos na catapulta.

Todos estes desafios não estão sendo menosprezados por nós.

Agora, naturalmente, estes devem ser comparados com o desafio que será operar um Rafale ou Super Hornet desde o convés de um navio aeródromo do porte do São Paulo. Assim, visto por esta ótica, nossos “desafios”, subitamente, passam a parecer bem menores. Minha impressão é que é apenas uma questão de tempo até que a Marinha do Brasil também perceba isso…

Peter Nilsson Vice President Operational Capabilities, Gripen

Saab AB

quarta-feira, dezembro 30, 2009

FX-2: Jobim admite que perdedores da disputa para fornecer caças podem retaliar Brasil

By on 30.12.09

Jobim admite que perdedores da disputa para fornecer caças podem retaliar Brasil

Escrito por Folha Online - Via Jornal Dia a Dia


Em entrevista para a colunista Eliane Cantanhêde, da Folha (a íntegra está disponível ABAIXO), o ministro da Defesa, Nelson Jobim, admitiu a hipótese de o Brasil sofrer retaliação política dos perdedores do programa F-X2, de renovação de 36 caças da FAB (Força Aérea Brasileira). Participam da disputa a americana Boeing, a francesa Dassault e a sueca Saab --com os modelos F/A-18 Super Hornet, Rafale e NG Gripen, respectivamente.

Na entrevista, ele avisa que o Brasil tem de estar preparado para as possíveis retaliações políticas. "Pode haver questões políticas que você tem de saber administrar. Quando você faz opções, sempre pode ter problemas. Isso é risco de país grande, e só vamos ficar sabendo depois", disse ele à Folha.

Jobim disse ainda que chamou a Aeronáutica para mudar as regras da indicação técnica porque "a transferência de tecnologia passou a ser prioridade".

Ele afirma que a escolha do vencedor será do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deve anunciar a decisão em janeiro. "O presidente decide em janeiro e depois vem a negociação do contrato, que pode levar uns dois meses, como na Marinha."

http://2.bp.blogspot.com/_-Z5KXFO3xqU/SeaK3CbF04I/AAAAAAAAAHk/dfX1p2tYUa8/s320/Fx2_finalistas.jpg

Brasil agora enfrenta "risco de país grande", diz Jobim

Fonte: Jornal Correio do Povo


Ministro da Defesa afirma que perdedores da disputa para fornecer caças podem retaliar. Jobim diz que "americano tem mania de achar que a América Latina é uma coisa só" e defende relação com os EUA "no mesmo nível".

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, admite a hipótese de retaliação política dos perdedores do programa F-X2, de renovação de 36 caças da FAB, e avisa que o Brasil tem de estar preparado para elas. "Pode haver questões políticas que você tem de saber administrar. Quando você faz opções, sempre pode ter problemas. Isso é risco de país grande, e só vamos ficar sabendo depois", disse ele à Folha.
Deixando claro nas entrelinhas a opção pelo Rafale, da França, que concorre com o Gripen NG, da Suécia, e o F/A-18 Super Hornet, norte-americano, Jobim disse ainda que chamou a Aeronáutica para mudar as regras da indicação técnica. Segundo ele, foi porque "a transferência de tecnologia passou a ser prioridade". Depois de 34 viagens internacionais no ano, disse que a América Latina deve ter uma relação com os EUA "no mesmo nível, não de baixo para cima". Neste ano, firmou o maior acordo militar brasileiro na história recente, comprando R$ 22 bilhões em submarinos e helicópteros franceses.

FOLHA - Por que investir bilhões em armamentos num país como o Brasil, com tanta coisa por fazer?
JOBIM
- Não é investir em armamento, é investir em desenvolvimento. Tudo o que a gente está fazendo em relação à Marinha e à Aeronáutica diz respeito à construção no Brasil de submarinos, de helicópteros e futuramente de caças. Um brutal avanço tecnológico, porque a empresa estrangeira associa-se a empresas nacionais e produz no país, formando técnicos, gerando expectativas, criando empregos, o diabo a quatro. Toda a alta tecnologia se desenvolve primeiro na área militar, só depois vai para a área civil.

FOLHA - E para que um submarino nuclear?
NELSON JOBIM
- O território imerso do Brasil tem 4,5 milhões de quilômetros quadrados e, numa faixa de Santa Catarina até o Espírito Santo, há a maior riqueza submersa do país. É preciso dissuasão.

FOLHA - Por que não usar os submarinos convencionais, que têm manutenção muito mais barata?
JOBIM
- O submarino convencional tem uma estratégia de posição, ele vai a profundidades muito grandes, mas desenvolve velocidade baixíssima. Já o de propulsão nuclear tem estratégia de movimento e chega a até 60 km/hora. Para nosso litoral, não é possível escolher um ou outro, tem de ser um e outro.

FOLHA - Ao perseguir liderança internacional e os projetos na área nuclear, o Brasil caminha para modificar a Constituição e ter condições de construir a bomba, como desconfiam diplomatas estrangeiros?
JOBIM
- Nem pensar. Isso é cogitação de diplomata que chega sem saber nada sobre o Brasil.

http://4.bp.blogspot.com/_AxCuBauiBF0/Srzmp4GOSRI/AAAAAAAADB8/7b_R7-dly5Y/s400/rafale-fab.jpg

FOLHA - O governo deixou a decisão dos caças para 2010 porque os franceses não estão cumprindo as promessas de Nicolas Sarkozy?
JOBIM
- O problema todo é esse: havia uma decisão política de prosseguir a aliança estratégica com a França e havia um processo de seleção estabelecido pela Aeronáutica, que chegou aos três finalistas. A análise que tem de ser feita é quanto à plataforma, que significa basicamente o avião; à transferência de tecnologia; à capacitação nacional; ao preço e, finalmente, ao custo do ciclo de vida. A FAB faz a análise quanto à plataforma e sua adequação às necessidades do país e informa as tecnologias que as empresas estão oferecendo, inclusive detalhando as regras de cada país para aquela tecnologia.
Aqui, surge o seguinte: a França desenvolve toda a tecnologia do seu avião, depois tem a Boeing, em que toda a produção é norte-americana, e, por fim, a Saab, sueca, que tem produção americana, que é o motor, e outras europeias.
Então, tem de verificar a regra para transferência de tecnologia de cada uma dessas coisas. Não podemos iniciar o desenvolvimento de tecnologia no país e ser surpreendidos lá adiante por um embargo.

FOLHA - A FAB apresentou um relatório e o sr. devolveu, pedindo mais explicações?
JOBIM
- Eu disse a eles o que eu queria. O que eles tinham era uma modelagem que vinha desde a época do governo passado, a da Copac [Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate], e eu disse ao brigadeiro [Juniti] Saito [comandante da Aeronáutica]: "Olha, mudou a modelagem. Não é mais essa aí".

FOLHA - Foi uma forma de pedir para refazer o resultado e evitar um favorito que contrariasse a preferência do presidente?
JOBIM
- Isso é presunção sua, conclusão de jornalista, partindo do pressuposto de que montei tudo para chegar à conclusão que eu quero. Não é nada disso. Quero chegar ao seguinte: isso aqui é que determinará a conclusão e não a conclusão que vai impor isso. Entendeu?

FOLHA - Não está se mudando na reta final uma regra e uma comissão que vêm há muitos anos, aliás, muito antes do governo FHC?
JOBIM
- É que você teve, no meio do caminho, uma coisa que não tinha antes, a Estratégia Nacional de Defesa, que interfere em tudo, transforma a transferência de tecnologia em prioridade.

http://2.bp.blogspot.com/_AxCuBauiBF0/SQpJMJPRkKI/AAAAAAAAAz4/8gVVcXeQ6mY/s1600/fx2_faseII.JPG

FOLHA - Na prática, o sr. vetou a FAB de indicar o favorito?
JOBIM
- Não vão indicar mesmo, quem decidirá é o governo.

FOLHA - O risco de não saírem os caças é zero?
JOBIM
- Praticamente zero. O presidente decide em janeiro e depois vem a negociação do contrato, que pode levar uns dois meses, como na Marinha.

FOLHA - Não é preocupante pendurar todas os contratos e equipamentos num único país fornecedor?
JOBIM
- A premissa é falsa, antiga. Confunde compra de oportunidade com capacitação nacional. Se você simplesmente compra alguma coisa que não sabe fazer, sim, você fica na mão do fornecedor. Antes era assim, o que exigia uma diversidade enorme de fornecedores e o preço da logística ficava uma barbaridade. Hoje, com a premissa da capacitação nacional, é melhor produzir um tipo só, porque reduz o custo.

FOLHA - É uma defesa dos Rafale, já que os contratos são todos com a França?
JOBIM
- É a defesa de quem transferir tecnologia.

FOLHA - É possível algum tipo de retaliação dos perdedores? Jurídica, por exemplo?
JOBIM
- Não, porque não é uma licitação, é um processo de seleção, ou seja, com dispensa de regras previstas na 8.666 [Lei das Licitações]. Bem, pode haver questões políticas que você tem de saber administrar. Evidentemente, isso pode acontecer em qualquer hipótese. Se você escolher o Gripen, pode ter problemas com os franceses e os americanos. A mesma coisa se for o F-18. Quando você faz opções, sempre pode ter problemas. Isso é risco de país grande, e só vamos ficar sabendo depois.

FOLHA - Qual o foco de reequipamento em 2010?
JOBIM
- Na Marinha, nós temos interesse em navios de patrulha oceânicos, logísticos e costeiros. A Itália e a Ucrânia vão mandar gente aqui em janeiro. No Exército, o presidente autorizou R$ 43 milhões para o início do projeto do blindado sobre rodas para substituir o Urutu. A princípio, vai se chamar Guarani. Na Aeronáutica, o FX-2. E, em comum para os três, o satélite de monitoramento.

FOLHA - A nova lei de Defesa é para preparar as Forças Armadas para agir em crises urbanas, como no Rio?
JOBIM
- No Exército não muda nada, porque desde 2005 ele ganhou competência de patrulhamento, revista e prisão em flagrante em caso de crimes ambientais e transfronteiriços. O que faz a nova lei? Autoriza a Aeronáutica e a Marinha a poderem fazer o mesmo.

FOLHA - Como foi a conversa com o secretário-adjunto para o Hemisfério Sul, Arturo Valenzuela?
JOBIM
- Muito boa. Eu defendi que os EUA se reapresentassem à América Latina, e a reapresentação passa pela relação com Cuba. O problema americano qual é? Não é o caso dele, mas americano tem mania de achar que a América Latina é uma coisa só, e não é. Mostrei a ele que nós queremos criar uma região de paz e ter uma relação com os EUA no mesmo nível, não de cima para baixo.


CIA defende-se de não ter divulgado informação suficiente sobre atentado

By on 30.12.09
CIA defende-se de não ter divulgado informação suficiente sobre atentado

Fonte: AFP - Via Aviation news

A CIA defendeu-se nesta quarta-feira de não ter divulgado informações satisfatórias sobre o nigeriano que tentou fazer explodir um avião de carreira americano, no dia de Natal, como afirma a imprensa nos Estados Unidos.

"Obtivemos informações sobre Umar Farouk Abdulmutallab em novembro, quando seu pai foi à embaixada dos Estados Unidos na Nigéria", depois "trabalhamos para nos assegurar de que o dossiê havia sido disposto na base de dados do governo sobre pessoas suscetíveis de terem ligação com o terrorismo, com a menção de possíveis conexões com extremistas no Iêmen", assegurou o porta-voz da CIA, Paul Gimigliano.

"Enviamos também dados biográficos dele ao Centro Nacional de Antiterrorismo (NCTC)", a agência governamental que coordena as atividades da informação americana, afirmou.

Um funcionário da informação, no entanto, afirmou à AFP que a entrevista com o pai do suspeito não continha elementos suficientes para colocar o nome de Umar Farouk Abdulmutallab na lista das cerca de 4.000 pessoas proibidas de voar para os Estados Unidos.

Segundo o Wall Street Journal, que cita dirigentes americanos não identificados, a visita do pai do nigeriano à embaixada americana de Abuja motivou uma reunião entre representantes do ministério da Segurança Interior, da polícia federal (FBI), do departamento de Estado e da CIA, mas as informações obtidas não foram recolhidas e analisadas nos Estados Unidos.

CIA ignorou alerta de pai de suspeito de bomba em avião, diz CNN

By on 30.12.09
CIA ignorou alerta de pai de suspeito de bomba em avião, diz CNN


Fonte: Doina Chiacu (Reuters/Brasil Online) via O Globo - Aviation News

Um funcionário da CIA preparou um relatório sobre o homem que foi preso por tentar explodir um avião no dia de Natal, depois de se reunir na Nigéria com o pai dele, mas o documento não foi difundido pela agência norte-americana de inteligência, disse o canal CNN na noite de terça-feira, citando uma fonte não-identificada.

O nigeriano Umar Farouk Abdulmutallab, de 23 anos, está preso sob acusação de ter tentado detonar uma bomba em um avião da Northwest Airlines que fazia a rota Amsterdã- Detroit com cerca de 300 ocupantes. A Al Qaeda assumiu a autoria do frustrado ataque.

O pai dele, um importante banqueiro nigeriano, havia transmitido à embaixada dos EUA em Abuja a sua preocupação sobre a radicalização do filho, que no entanto não foi incluído em uma lista de pessoas proibidas de voar.

Na terça-feira, o presidente Barack Obama apontou uma combinação de "falhas humanas e sistêmicas".

"Quando nosso governo tem informações sobre um conhecido extremista, e essa informação não é partilhada nem recebe uma ação conforme deveria ter sido, de modo que este extremista embarca em um avião com explosivos perigosos que poderiam ter custado quase 300 vidas, uma falha sistêmica ocorreu, e considero isso totalmente inaceitável", disse Obama no Havaí, onde passa férias.

Assista a reportagem da CNN clicando AQUI (em inglês).

Quantidade de explosivo usada por nigeriano poderia fazer um rombo no avião

By on 30.12.09
Quantidade de explosivo usada por nigeriano poderia fazer um rombo no avião

Fonte: O Globo (com Agências internacionais) - Foto: AP - Via: Aviation News

O material explosivo costurado na roupa do nigeriano Umar Farouk Abdulmutallab, acusado de tentar explodir um avião transatlântico que se aproximava do pouso nos Estados Unidos na última sexta-feira, era quase duas vezes maior do que o usado por Richard C. Reid, o terrorista do sapato-bomba, que tentou explodir em 2001 um avião que fazia a rota Paris-Miami, informa o "Washington Post".

Restos da seringa usada pelo nigeriano para detornar o explosivo no avião

Segundo o jornal americano, as conclusões preliminares da investigação indicam que Abdulmutallab levava 80 gramas de pentaeritritol (PETN), uma quantidade que poderia ter causado um rombo na aeronave, caso a sua explosão não tivesse apresentado falhas. As autoridades americanas, no entanto, analisam uma seringa que o acusado utilizou como detonador.


Imagem da TV americana ABC mostrada na segunda-feira (28) mostra cueca com pacote explosivo que iria ser usada no atentado terrorista contra o voo 253 da Northwest Airlines por Umar Farouk Abdulmutallab. O presidente dos EUA, Barack Obama, prometeu 'mais rigor' e segurança após a tentativa de ataque da al-Qaeda.

Na segunda-feira, uma divisão da al-Qaeda na península arábica admitiu estar por trás da tentativa de atentado . Em comunicado publicado em sites islamistas, o grupo identificou o acusado de tentar explodir o avião como Umar Farouk al-Nigiri (o nigeriano) e disse que o ataque era uma resposta aos ataques dos Estados Unidos ao grupo no Iêmen.

Horas após o anúncio da al-Qaeda, o presidente Barack Obama interrompeu na segunda-feira seu recesso de fim de ano no Havaí para tentar acalmar a opinião pública sobre a ameaça terrorista ao país. Obama disse que já determinou uma profunda revisão dos procedimentos de segurança aérea , com reforço na revista de passageiros e no monitoramento da lista de suspeitos de terrorismo.

Depois de revisar 300 posts escritos por Abdulmutallab no Facebook e em diversos chats islâmicos, o jornal mostra que o jovem nigeriano, filho de um banqueiro milionário, procurava consolo para suportar a solidão, enfrentar o casamento e manter as suas crenças muçulmanas.

"Me sinto deprimido e só. Não sei o que fazer. Além disso, acredito que a solidão leva a outros problemas", relatava o rapaz em janeiro de 2005. Sob o pseudônimo de Farouk1986, escrevia sobre seus estudos de idiomas no Iêmen, sobre seus planos de entrar em Standford e outras importantes universidades americanas, e sobre seu "dilema entre o liberalismo e o extremismo" como muçulmano devoto.

"Como pode-se encontrar o equilíbrio adequado?", perguntava a um colega de uma página islâmica, onde também reconhecia problemas para memorizar o alcorão e completar seus estudos islâmicos ao mesmo tempo. "Me esforço para viver a minha vida de acordo com o alcorão e faço o melhor que posso", contava na época em que estudava.

As autoridades do Iêmen confirmaram nesta terça-feira que o nigeriano acusado de tentar explodir um avião no dia do Natal esteve vivendo no país até o início deste mês, e que agora estão investigando os contatos que ele teria feito durante sua estadia por lá. Segundo o Ministério das Relações Exteriores do Iêmen, Abdulmutallab esteve no país de agosto até o início de dezembro, com um visto para estudar árabe em uma instituição da capital do país, Sanaa.

Um porta-voz do ministério disse que os serviços de segurança iemenitas estão agora tentando estabelecer os contatos feitos por Abdulmutallab no país, para cooperar com as autoridades americanas na investigação do incidente.

Jobim faz carta de demissão após ameaça de mudar a Lei de Anistia

By on 30.12.09
Jobim faz carta de demissão após ameaça de mudar a Lei de Anistia

Fonte: Christiane Samarco, Eugênia Lopes e Rui Nogueira (Estadão) - Via: Aviation News

Decreto que cria Programa Nacional de Direitos Humanos abre crise entre ministros

Lula fecha acordo com ministro, que seria seguido por comandantes das Forças e vê 'revanchismo' em Vannuchi


A terceira versão do Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3), que propõe a criação de uma comissão especial para revogar a Lei de Anistia de 1979, provocou uma crise militar na véspera do Natal e levou o ministro da Defesa, Nelson Jobim, a escrever uma carta de demissão e a procurar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no dia 22, na Base Aérea de Brasília, para entregar o cargo. Solidários a Jobim, os três comandantes das Forças Armadas (Exército, Aeronáutica e Marinha) decidiram que também deixariam os cargos, se a saída de Jobim fosse consumada.

Na avaliação dos militares e do ministro Jobim, o PNDH-3, proposto pelo ministro Paulo Vannuchi, da Secretaria de Direitos Humanos, e lançado no dia 21 passado, tem trechos "revanchistas e provocativos". Ao final de três dias de tensão, o presidente da República e o ministro da Defesa fizeram um acordo político: não se reescreve o texto do programa, mas as propostas da lei a serem enviadas ao Congresso não afrontarão as Forças Armadas e, se for preciso, a base governista será mobilizada para não aprovar textos de caráter revanchista.

Os comandantes militares transformaram Jobim em fiador desse acordo, mas disseram que a manutenção da Lei de Anistia é "ponto de honra". As Forças Armadas tratam com "naturalidade institucional" o fato de os benefícios da lei e sua amplitude estarem hoje sob análise do Supremo Tribunal Federal - isso é decorrente de um processo legal que foi aberto na Justiça Federal de São Paulo contra os ex-coronéis e torturadores Carlos Alberto Brilhante Ustra e Audir Santos Maciel.

Além da proposta para revogar a Lei de Anistia, que está na diretriz que fala em acabar com "as leis remanescentes do período 1964-1985 que sejam contrárias à garantia dos Direitos Humanos", outro ponto irritou os militares e, em especial, o ministro Jobim. Ele reclamou com Lula da quebra do "acordo tácito" para que os textos do PNDH-3 citassem as Forças Armadas e os movimentos civis da esquerda armada de oposição ao regime militar como alvos de possíveis processos "para examinar as violações de direitos humanos praticadas no contexto da repressão política no período 1964-1985".

Jobim foi surpreendido com um texto sem referências aos grupos da esquerda armada. Os militares dizem que se essas investigações vão ficar a cargo de uma Comissão da Verdade, todos os fatos referentes ao regime militar devem ser investigados. "Se querem por coronel e general no banco dos réus, então também vamos botar a Dilma e o Franklin Martins", disse um general da ativa ao Estado, referindo-se à ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e ao ministro de Comunicação Social, que participaram da luta armada. "Não me venham falar em processo para militar pois a maioria nem está mais nos quartéis de hoje", acrescentou o general.

Os militares também consideram "picuinha" e "provocação" a proposta de Vannuchi de uma lei "proibindo que logradouros, atos e próprios nacionais e prédios públicos recebam nomes de pessoas que praticaram crimes de lesa-humanidade". "Estamos engolindo sapo atrás de sapo", resumiu o general, que pediu anonimato por não poder se manifestar.

SOLIDARIEDADE

A decisão de Jobim entregar o cargo foi tomada no dia 21 e teve, inicialmente, o apoio dos comandantes Juniti Saito (Aeronáutica) e Enzo Peri (Exército). Consultado por telefone, porque estava no Rio, o comandante da Marinha, almirante Moura Neto, também aderiu. Diante da tensão, Lula acertou que se encontraria com Jobim em Brasília, na volta da viagem que havia feito ao Rio, para inaugurar casas populares no complexo do Alemão e visitar obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Na conversa, Lula rejeitou a entrega da carta de demissão e disse que contornaria politicamente o problema. Pediu que o ministro garantisse aos comandantes militares que o Planalto não seria porta-voz de medidas que revogassem a Lei de Anistia. Os militares acataram a decisão, mas reclamaram da posição "vacilante" do Planalto e do "ambiente de constantes provocações" criado pela secretaria de Vannuchi e o ministro da Justiça, Tarso Genro. Incomodaram-se também com o que avaliaram como "empenho eleitoral excessivo" da ministra Dilma no apoio a Vannuchi. "Lula age assim: empurra a crise com a barriga e a gente nunca sai desse ambiente de ameaça", protestou um brigadeiro em entrevista ao Estado.

Para as Forças Armadas, a cerimônia de premiação de vítimas da ditadura, no dia 21, foi "uma armação" para constranger militares, tendo Dilma como figura central, não só por ter sido torturada, mas por ter chorado e escolhido a ocasião para exibir o novo visual de cabelos curtíssimos, depois da quimioterapia para tratamento de um câncer linfático.

ENTENDA O CASO

As divergências entre os ministros em torno da Comissão da Verdade arrastam-se há um ano

Dezembro/2008: A 11.ª Conferência Nacional de Direitos Humanos encaminha ao governo orientação para que seja criada a Comissão da Verdade e Justiça. No encontro, os enviados do Ministério da Defesa votam contra

Janeiro/2009: Vannuchi estimula a sociedade a discutir a comissão e começa a redigir uma proposta. Acreditava-se que seria criada por decreto presidencial

Julho: Começa o debate com a Defesa. Jobim quer uma comissão de reconciliação

Outubro: Vannuchi deixa de lado o tom judiciário, mas insiste na abertura de arquivos que estariam poder dos militares

Novembro: O impasse leva o Planalto a adiar o anúncio do Programa de Direitos Humanos

Dezembro: O termo reconciliação é incluído na proposta e anuncia-se que o governo encaminhará ao Congresso um projeto de lei propondo a criação da comissão

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