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sexta-feira, dezembro 31, 2010

FIA cogita possibilidade de ter para-brisas nos carros de F1

By on 31.12.10

A temporada 2011 da Fórmula 1 poderá trazer importantes mudanças nos carros de todas as equipes. A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) vem estudando uma série de inovações, e uma delas é a possível implementação de um para-brisas no carro, visando aumentar a segurança dos pilotos durante as provas.

A informação é da revista italiana Autosprint, que afirma que a ideia da FIA tem como inspiração o gravíssimo acidente de Felipe Massa em 2009, durante o Grande Prêmio da Hungria, quando uma mola se desprendeu do carro de outro brasileiro, Rubens Barrichello, e atingiu a cabeça do piloto da Ferrari. Na ocasião, o capacete salvou Massa de avarias maiores, mas ele acabou perdendo o restante da temporada.

De acordo com a Autosprint, essa implementação precisaria, assim como todas as outras, se adequar à aerodinâmica dos carros para não prejudicar sua velocidade - como o Kers, que tem feito alguns corredores tentar perder peso - e ainda não prejudicar a visibilidade da pista por parte do piloto.

Fonte: Terra

Nasa confirma robô humanóide em próxima missão da Discovery

By on 31.12.10
Agendada para fevereiro de 2011, última missão do ônibus espacial levará ao espaço o andróide Robonaut 2 numa viagem com bilhete só de ida.

A Nasa revelou que planeja incluir o robô Robonaut 2, também chamado de R2, na tripulação da missão STS-133 do ônibus espacial Discovery, com lançamento previsto para 3 de fevereiro de 2011.

Caso a missão realmente ocorra - ela já foi adiada várias vezes, a última delas em novembro -, será a primeira vez que um humanóide será lançado ao espaço, ressalta a agência espacial americana. A intenção é testar seu funcionamento sob microgravidade.

O Robonaut 2 foi desenvolvido em conjunto pela Nasa e General Motors. Seu corpo consiste de uma cabeça, tronco, dois braços, duas mãos e rodas para locomoção. As mãos do robô imitam as mãos humanas, o que facilitará o uso de ferramentas já utilizadas pelos astronautas.

Se o Robonaut 2 passar no teste, ele poderá ser utilizado em tarefas monótonas ou perigosas, esclarece a Nasa. Porém, ao contrário dos filmes, ele não viajará ligado, mas sim como carga.

"O R2 será lançado dentro do módulo multiuso permanente, junto com suprimentos e equipamentos", afirma a agência, no site. "Quando o R2 for desempacotado - provavelmente, vários meses depois de ter chegado - ele será ativado dentro do laboratório Destiny para testes operacionais. Nao há planos para o R2 voltar à Terra", diz o texto.

Comandada pelo astronauta Steven Lindsey, a tripulação contará, além do robô, com mais cinco membros - um piloto e quatro especialistas. A missão de 11 dias será a última da nave Discovery, que será aposentada, afirma a agência.

Fonte: IDG Now! - Foto: Divulgação - Via: Noticias Sobre Aviação

Morre 'Geraldine Doyle' que inspirou o icone "Rosie the Riveter"

By on 31.12.10
Morreu nos EUA Geraldine Doyle, americana que disse que sua foto inspirou um simbólico cartaz elogiando os esforços das trabalhadoras americanas durante a Segunda Guerra (1939-45). Doyle morreu no domingo (26) em Lansing, no Michingan, aos 86 anos.

Uma foto de Doyle aos 17 anos, quando trabalhava em uma fábrica, serviu de modelo para o famoso cartaz de uma mulher vestindo um lenço na cabeça e mostrando um musculoso bíceps - "Rosie the Riveter" (Rosie a rebitadeira), informou o "Lansing State Journal".

Chamada "We Can Do It!" ("Nós podemos fazer isso!", em tradução livre), a imagem inspirou filhas, irmãs e mães a trocar o trabalho doméstico por empregos em fábricas no Michigan e ao redor dos EUA, enquanto os homens estavam longe de casa, lutando na guerra.

Geraldine Doyle em 1940 com 17 anos.

"Ela era definitivamente uma das Rosies", disse Sandy Soifer, diretora-executiva do Centro Histórico e Hall da Fama das Mulheres de Michigan, referindo-se à fictícia "Rosie the Riveter", nome dado às mulheres trabalhando em fábricas durante a guerra.

"Acreditamos que ela é a modelo do desenho que é o mais normalmente usado nos cartazes e produtos", disse Soifer.
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O governo dos Estados Unidos fazendo campanha para que a população perdesse o preconceito, e as mulheres fossem trabalhar nas fábricas, que precisavam de mão-de-obra para alimentar a guerra. Os homens estavam na batalha, cabiam às mulheres assumir os postos de trabalho deixados por eles. Várias frases, músicas, filmes e cartazes foram feitos para encorajar. Dentre eles está um cartaz interno da Westinghouse – desenhado pelo artista gráfico J. Howard Miller, funcionário da empresa – e que foi utilizado por apenas duas semanas em 1942, sem maiores alardes. Nesse cartaz havia a frase "nós podemos fazer isso" e a imagem de uma jovem mulher uniformizada. A ilustração foi baseada na foto de uma moça de 17 anos, Geraldine Doyle, que trabalhou durante uma semana na fábrica. Tempos depois, o cartaz foi associado à "Rosie the Riveter", personagem contemporânea ao cartaz, que simbolizava a força de trabalho feminina durante a segunda grande guerra.

"Rosie the Riveter" é também o nome de uma música popular dos anos 1940, e o nome de um quadro de Norman Rockwell, de uma operária segurando uma ferramenta.

Doyle disse ao "Lansing State Journal" em 2002 que até 1984 --quatro décadas depois-- ela não tinha se dado conta de que era o rosto estampado no cartaz, patrocinado pelo Comitê de Coordenação de Produção da Guerra dos EUA.

Fonte: Bol

Descontaminação do Agente Laranja começará em antiga base dos EUA de 'Danang' em 'Bien Hoa' no Vietnã

By on 31.12.10
Vietnã e Estados Unidos pretendem começar a limpeza das áreas contaminadas pelo Agente Laranja em uma antiga base de guerra americana na metade do ano que vem, informou nesta quinta-feira a embaixada dos EUA.

Um memorando assinado entre os dois países "confirma o desejo mútuo de ambos os governos de cooperar na esperança de que a descontaminação comece em julho de 2011 e seja concluída em outubro de 2013", segundo o comunicado.

O acordo abrange o aeroporto de Danang, no centro do Vietnã.


O Agente laranja é uma mistura de dois herbicidas: o 2,4-D e o 2,4,5-T. Foi usado como desfolhante pelo exército americano na Guerra do Vietnã. Derrubava as folhas das árvores, impedindo que os soldados se escondam na mata. Causa sérios danos ao meio ambiente. O uso deixou seqüelas terríveis na população daquele país e nos próprios soldados americanos. Calcula-se que tenham sido lançados 45,6 milhões de litros do produto durante os anos 60, cobrindo dez por cento do território do Vietnã. Os efeitos da dioxina usada no desfolhante [herbicida] Agente Laranja continuam na região que compreende áreas do Vietnã, Laos e Camboja. Abaixo seguem fotos de pessoas contaminadas pelo Agente Laranja:


Os resíduos se entranham na terra e nas sementes das plantas...

E os que as consumiram e consomem transmitiram...

E transmitem seus efeitos aos descendentes...


Durante a Guerra do Vietnã, aviões voando a partir de bases incluindo Danang pulverizaram Agente Laranja e outros herbicidas para retirar as folhas das árvores, numa tentativa de privar as forças comunistas de abrigo e alimento.

Os herbicidas continham dioxina, um potencial causador do câncer.

Na preparação para a limpeza, os EUA assinaram um contrato no final do ano passado para a construção de um aterro sanitário seguro para proteger o solo ds sedimentos contaminados.

O embaixador americano, Michael Michalak, afirmou nesta quinta-feira que Washington colocou à disposição 17 milhões de dólares neste ano para a descontaminação em Danang, que vai custar, no total, 34 milhões de dólares.

"Os dois governos agora preparam juntos a estrutura, a obtenção e a implementação do projeto", disse ele.

Especialistas identificaram outras duas antigas bases aéreas americanas como áreas contaminadas por dioxina.

A ONU anunciou neste ano um projeto de cinco milhões de dólares para reduzir a contaminação na região do aeroporto Bien Hoa, perto da cidade de Ho Chi Minh.

Um médico vietnamita testemunhou perante o Congresso americano neste ano que mais de três milhões de vietnamitas sofreram os efeitos dos herbicidas do tempo da guerra.

Segundo as associações de vítimas, o herbicida, suscetível de provocar cânceres, cegueira, doenças de pele e malformações físicas, atingiu direta ou indiretamente entre dois e quatro milhões de pessoas.

Vietnã e os EUA normalizaram suas relações há 15 anos.

Fonte: Bol

1980: Israel poderia usar resposta atomica contra países árabes

By on 31.12.10
Um embaixador britânico em Israel advertiu em 1980 que Israel poderia detonar uma bomba atômica no caso de uma guerra contra os árabes, de acordo com documentos de Estado antes confidenciais, divulgados na quinta-feira.

"Se eles (os israelenses) estiverem prestes a ser destruídos, agirão com força total desta vez. Estarão prontos para usar sua arma atômica", disse o embaixador John Robinson, em uma mensagem telegráfica ao ministério de Relações Exteriores em 4 de maio de 1980.

Israel nunca confirmou ou negou ter bombas nucleares, em uma política de ambiguidade que visa deter forças numericamente superiores.

O clube nuclear é composto por nove países: Estados Unidos, Rússia, China, Inglaterra, França, Índia, Paquistão, Israel e Coréia do Norte. Israel não confirma possuir armas nucleares, mas observadores internacionais afirmam que o país conta com cerca de 200 ogivas. A Coréia do Norte assumiu publicamente que faz parte do grupo, mas nunca conduziu testes e o poder de seu arsenal nuclear, se é que existe, é um mistério. Índia e Paquistão também não revelam muito. Sabe-se apenas que ambos realizaram testes nucleares e têm mísseis capazes de carregar as ogivas.

A mensagem de Robinson, publicada sob uma regra que permite que documentos oficiais britânicos sejam divulgados depois de 30 anos, expressou sua apreensão de que as negociações mediadas pelos Estados Unidos não levariam a um acordo abrangente no conflito do Oriente Médio.

"Se não houver um acordo para a Cisjordânia e Jerusalém que satisfaça os palestinos, eles se voltarão cada vez mais para o extremismo; os governos moderados na região e os interesses ocidentais ficarão cada vez mais ameaçados; oportunidades para a influência soviética e a intervenção aumentarão; assim como o perigo de uma nova guerra", dizia a mensagem.

Fonte: Bol

Bilhões de fragmentos plásticos no Mediterrâneo ameaçam vida marinha

By on 31.12.10
Cerca de 250 bilhões de pedaços microscópicos de plástico flutuam no mar Mediterrâneo, representando uma ameaça à biodiversidade marinha, que reverbera na cadeia alimentar, segundo estimativas de especialistas.

A estimativa foi feita por biólogos marinhos da França e da Bélgica, que analisaram amostras de água coletadas em julho na costa da França, do norte da Itália e da Espanha a uma profundidade de 10 a 15 centímetros.
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"As estimativas grosseiras são de que haja uns 250 bilhões microfragmentos em todo o Mediterrâneo", explicou François Galgani, do Instituto Francês de Exploração do Mar (Ifremer).

O número corresponde a 4.371 minúsculos pedaços de plástico - com peso médio de 1,8 miligrama - encontrados nas amostras, "que superam, grosso modo, as 500 toneladas em todo o Mediterrâneo", disse Galgani.

Noventa por cento das amostras, coletadas por voluntários da Expedição Mediterrâneo em Perigo (MED, na sigla em inglês) em um iate de 17-metros, continham estes fragmentos.
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A amostragem cobriu apenas as águas superficiais e deu apenas um avaliação preliminar. Coletas futuras, na costa de Gibraltar, Marrocos, Argélia, Tunísia, Sardenha e sul da Itália serão feitas em 2011 para uma análise mais abrangente.

Pequenos fragmentos plásticos são uma ameaça permanente no mar, pois se misturam ao plâncton, sendo então ingeridos por pequenos peixes que são comidos por predadores maiores, explicou a Expedição MED.

Há evidências acumuladas dos danos que isto provoca a maiores formas de vida marinha, inclusive focas e tartarugas.

"A única solução é conter os microfragmentos nas fontes", disse o integrante da Expedição MED, Bruno Dumontet.

O grupo está lançando uma petição online para exigir da União Europeia (UE) o estabelecimento de regras sobre o descarte e a biodegradabilidade de bens de consumo.

Fonte: Bol

quinta-feira, dezembro 30, 2010

Dong Feng 21(DF-21): China avança em projeto de míssil que destrói porta-aviões

By on 30.12.10

A China avança na construção de um míssil balístico capaz de afundar um porta-aviões, informou o comandante do Comando do Pacífico dos Estados Unidos em entrevista a um jornal japonês publicada na terça-feira.

O almirante Robert Willard disse ao Asahi Shinbum do Japão que acredita que o programa de mísseis balísticos contra navios atingiu sua "capacidade operacional inicial", o que significa que um projeto viável, previamente aprovado, se encontra atualmente em vias de produção. Conhecido pelos analistas da defesa como "destruidor de porta-aviões", o míssil Dong Feng 21 D mudaria todo o jogo em matéria de segurança na Ásia, onde os Grupos de Batalha de porta-aviões da Marinha dos EUA dominam os mares desde o final da 2.ª Guerra.

A particularidade do DF 21 D está em sua capacidade de atingir com extrema precisão um alvo em movimento dotado de uma poderosa defesa - capacidade que os planejadores navais americanos tentam agora anular.

Os componentes do sistema foram provavelmente projetados e testados, mas as fontes americanas não detectaram testes sobre a água para saber com que perfeição é capaz de atingir um navio que se desloca no Oceano, disse Willard.

Segundo ele, serão ainda necessários anos de testes para que o míssil seja operacional. A arma exige sistemas de direção extremamente sofisticados, e alguns especialistas acreditam que a China precisará de uma década aproximadamente para que o míssil represente uma ameaça concreta.

Inicialmente os sistemas DF-21 e DF-21A, eram transportados por tratores com reboque. Já o DF-21D utiliza o veículo de transporte modelo WS-2500 com dez rodas copiado dos sistemas MZKT da Bielorússia tipo MAZ-543. O DF-21D tem características idênticas ao DF-21A e foi consebido para utilizar ogivas convencionais a um peso de até 150kg e uma carga perfurante. Possui capacidade de iludir sistemas anti-missil graças a sua mobilidade e velocidade (estima-se: Mach 6 ou Mach 8). Possui ainda, capacidade de utilização do sistema GPS para corrigir a rota na fase final do voo. Momento no qual utiliza o sistema de designação de alvos que compara as 'silhuetas' dos provaveis alvos na memória, com a imagem dos seus sensores, podendo distinguir identificar um porta-aviões ou outros navios. O míssil transporta várias ogivas, cada uma delas com capacidade para corrigir a rota e atingir um alvo com uma precisão de até 50m.

O DF 21 D é considerado um componente fundamental da estratégia da China que consiste em não permitir a aviões e navios americanos o acesso ao largo de suas costas. A estratégia, que tem como base um ataque maciço, inclui sistemas de defesa aérea, submarinos e mísseis balísticos avançados - todos conectados a uma rede de satélites.

O míssil poderia ser lançado de terra com precisão suficiente para penetrar nas defesas do porta-aviões mais avançado em movimento a uma distância superior a 1.500 quilômetros.

Isso poderia enfraquecer consideravelmente a capacidade de Washington de intervir em um possível conflito sobre Taiwan ou a Coreia do Norte, bem como negar a navios americanos o acesso seguro a águas internacionais nas proximidades da costa da China, de 18 mil quilômetros de extensão.

A porta-voz da chancelaria, Jiang Yu, reiterou as declarações de Pequim de que a expansão de suas forças militares não ameaça ninguém. "Posso dizer que a China busca uma política nacional defensiva. Não representamos uma ameaça para outros países. Sempre seremos uma força de salvaguarda da estabilidade e da paz regional", disse Jiang aos repórteres.


PARA ENTENDER

Os mísseis DF 21 D Dong Feng, Vento Oeste, são o horror do Pentágono. Grandes como três campos de futebol, com 80 aviões de combate e 6,2 mil tripulantes, os porta-aviões nucleares dos EUA não são propriamente fáceis de esconder - logo, circulam guarnecidos por fragatas lança-mísseis, destróieres e submarinos que garantem um certo perímetro de segurança. Não contra o DF 21 D, de 14,7 toneladas, 10 metros, e capaz de receber ogiva atômica. Em um ataque múltiplo, dezenas deles, orientados pelos satélites Jianbing, caem de surpresa sobre os navios, sem chance de defesa. É o pior pesadelo dos militares americanos.

Fonte: Estadão - Por: ROBERTO GODOY

Chávez anuncia criação de dez distritos militares na Venezuela

By on 30.12.10
A Venezuela anunciou a criação de dez distritos militares na fronteira com a Colômbia, em um decreto lançado pelo presidente Hugo Chávez anteontem,diante de seus poderes legislativos especiais concedidos a ele pela Assembleia Nacional.

O decreto seria, segundo Chávez, uma forma de "criação de novas unidades de combate no marco de uma nova doutrina militar".

A Lei Habilitante, que deu poder de decreto a Chávez, foi requerida pelo governo devido às recentes chuvas no país, que provocaram a morte de 38 pessoas e quase 130 mil desabrigados.

"As leis habilitantes servirão sobretudo para enfrentar a emergência, mas a direita diz que não, que isso é uma ditadura, um golpe de Estado", disse Chávez, em condecoração de oficiais do Exército, onde foram anunciados os distritos.


A implantação de zonas militares por decreto foram previstas com a reforma da legislação do Exército venezuelano, em 2009, para que o presidente estabeleça por decreto "zonas temporárias de segurança" pela defesa do país, em situações de emergência ou perigo.

O modo de funcionamento dos distrito militares depende de regulamentação do próprio presidente, que ainda não foi revelada.

De acordo com Chávez, o governo estuda criar distritos militares também em áreas urbanas, como na capital Caracas e em Maracay para " uma nova institucionalidade revolucionária que se está criando".

DEFESA

O projeto de criação de dez distritos militares em sete estados do país já havia sido divulgado em julho, como "uma resposta à ameaça do governo colombiano de Álvaro Uribe, segundo o jornal "El Universal".

Uribe, que governou entre 2002 e 2010 a Colômbia, teve vários atritos com o presidente venezuelano Hugo Chávez, com relação às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e um acordo militar com os EUA.

A proposta, na época, foi veiculada como um meio de combater a guerrilha colombiana, para rebater as denúncias feitas por Uribe de que a Venezuela estaria abrigando as Farc.

Na mesma cerimônia de condecoração militar, Chávez também revelou o "Plano Sucre", programa de desenvolvimento a longo plazo das Forças Armadas da Venezuela - denominadas de "bolivarianas" por lei.

Fonte: Bol

Embraer EMB-312F Tucano para a Guatemala?

By on 30.12.10
A Força Aérea da Guatemala estaria negociando a compra de dez treinadores usados EMB-312F "Tucano", que estão sendo desativados pela Força Aérea da França. O fato confirma vendas anteriores de outras aeronaves semelhantes pelos franceses ás aviações militares do Chade e da Mauritânia, na África. A Guatemala foi um dos países latino-americanos que compararam os aviões "Tucano" da Embraer e as novas compras visam repor perdas operacionais.

O país tentou negociar novos EMB-314 "Super Tucano" com o fabricante nacional, mas a venda não foi concretizada e a solução mais viável pode ser a de adquirir os exemplares usados da França, bem cuidados e ainda com longa vida útil de célula pela frente.


O Emb-312 Tucano foi encomendado ainda na década de 1980, num total de 48 aeronaves, respondendo a grande encomenda anterior feita pelo governo brasileiro de helicópteros da Eurocopter, quando da reativação da Aviação do Exército.











Fonte: Aerobussines (Roberto Pereira)

Sony: cotas chinesas para mineral raro prejudicam livre comércio

By on 30.12.10
A japonesa Sony afirmou que a decisão chinesa de reduzir as cotas de exportação de minerais de terras raras representa obstáculo ao livre comércio, e que trabalhará para reduzir sua dependência desses minerais cruciais para a produção de produtos de alta tecnologia.

Os comentários da Sony surgiram depois que a China anunciou que reduzirá sua cota de exportação de minerais de terras raras em 35 por cento no primeiro semestre de 2011, o que causou preocupação quanto a uma escassez de oferta e possível alta de preços.

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Embora a Sony não adquira ou importe minerais de terras raras diretamente, os materiais são cruciais para a produção de componentes usados em seus produtos finais. Entre eles estão ímãs, condensadores e abrasivos para o polimento do vidro usado em telas LCD, disse o porta-voz da companhia Ayano Iguchi.

"Não podemos aceitar sem queixas controles sobre as exportações de minerais de terras raras ou outras restrições ao sistema de livre comércio", afirmou a Sony em comunicado enviado por e-mail em resposta a questões apresentadas pela Reuters.

"No momento, não existe impacto direto sobre a nossa companhia. Mas novas restrições poderiam resultar em uma escassez de suprimentos ou alta nos custos de peças e materiais. Acompanharemos a situação atentamente."

A Sony --fabricante dos televisores marca Bravia, dos computadores Vaio e do videogames PlayStation 3-- procurará maneiras de reduzir seu uso de minerais de terras raras, entre as quais o desenvolvimento de materiais alternativos, afirmou Iguchi.

A China responde por 97 por cento da produção mundial de minerais de terras raras e o Japão, que abriga muitos dos maiores fabricantes globais de automóveis e produtos de alta tecnologia, depende da China para a maior parte de suas necessidades desses materiais.

As empresas japonesas estão correndo para desenvolver tecnologias alternativas e garantir novas fontes de minerais de terras raras depois que a China reduziu suas cotas este ano e que alguns embarques foram temporariamente suspensos, em uma decisão que alguns observadores acreditam tenha sido causada por uma disputa territorial entre os dois países.

Entre as transações recentes, a Sumitomo anunciou investimento de 130 milhões de dólares na Molycorp, que controla uma mina de terras raras na Califórnia, e outra trading, a Sojitz, assinou acordo de suprimento com a australiana Lynas.

Fonte: Bol

'Paul Allen',Cofundador da Microsoft reabre processo contra Apple, Google, Facebook e outros

By on 30.12.10

Paul Allen, que cofundou a Microsoft ao lado de Bill Gates (foto abaixo), reapresentou o processo que está movendo contra a Apple, Google, Facebook, Yahoo! e mais sete empresas, depois de um juiz federal em Seattle ter negado o recurso, alegando que a ação não estava suficientemente detalhada. As informações são do "Wall Street Journal".


A lista de acusados por Allen por quebra de patentes inclui ainda AOL, eBay, Netflix, Office Depot, OfficeMax, Staple e o YouTube -- que é do Google--, informa o jornal.

As empresas teriam infringido patente de tecnologias criadas quando Paul trabalhou na Interval Research Corp, empresa em que Allen investiu US$ 100 milhões (R$ 176 milhões).

O jornal afirma que tais tecnologias podem ser fundamentais em operações de internet tais como comércio virtual e pesquisa. Uma das tecnologias, por exemplo, permite a um site de compras mostrar artigos parecidos ao que o comprador está vendo.

Paul Allen deixou a Microsoft em 1983 e hoje está no 37º lugar no ranking de homem mais rico do mundo, com patrimônio estimado em US$ 13,5 bilhões (R$ 23,7 bilhões). Recentemente, anunciou que deixará a maior parte de sua fortuna para caridade depois de morrer.

A matéria chamou atenção para o fato de a Microsoft não estar na lista, lembrando que Paul é acionista da empresa.

Fonte: Bol

Opinião: O BRASIL NO CENTRO DA GEOPOLÍTICA MUNDIAL

By on 30.12.10


“Durante a primeira década do Século XXI, o Brasil conquistou um razoável grau de liberdade para poder definir autonomamente sua estratégia de desenvolvimento e de inserção internacional num mundo em plena transformação. O sistema mundial saiu da crise econômica de 2008 dividido em três blocos cada vez mais distantes, do ponto de vista de suas políticas e da sua velocidade de recuperação: os EUA, a União Europeia e algumas grandes economias nacionais emergentes, entre as quais se inclui o Brasil.

Mas do ponto de vista geopolítico, o sistema mundial ainda segue vivendo uma difícil transição - depois do fim da Guerra Fria - de volta ao seu padrão de funcionamento original. Desde o início do século XIX, o sistema interestatal capitalista se expandiu liderado pela Grã Bretanha, e por mais algumas potências europeias, cuja competição e expansão coletiva foram abrindo portas para o surgimento de novos "poderes imperiais", como foi o caso da Prússia e da Rússia, num primeiro momento, e da Alemanha, EUA e Japão, meio século mais tarde. Da mesma forma como aconteceu depois da "crise americana" da década de 1970.

Depois da derrota do Vietnã, e da reaproximação com a China, entre 1971 e 1973, o poder americano cresceu de forma contínua, construindo uma extensa rede de alianças e uma infraestrutura militar global que lhe permite até o hoje o controle quase monopólico, naval, aéreo e espacial de todo o mundo. Mas ao mesmo tempo, essa expansão do poder americano contribuiu para a "ressurreição" militar da Alemanha e do Japão e para a autonomização e fortalecimento da China, Índia, Irã e Turquia, além do retorno da Rússia ao "grande jogo" da Ásia Central e do Oriente Médio. Os reveses militares dos Estados Unidos na primeira década do século desaceleraram o seu projeto imperial. Mas uma coisa é certa, os EUA não abdicarão voluntariamente do poder global que já conquistaram e não renunciarão à sua expansão contínua, no futuro. Qualquer possibilidade de limitação desse poder só poderá vir do aumento da capacidade conjunta de resistência das novas potências.

Por outro lado, depois do fim do Sistema de Bretton Woods, entre 1971 e 1973, a economia americana cresceu de forma quase contínua, até o início do século XXI. Ao associar-se com a economia chinesa, a estratégia americana diminuiu a importância relativa da Alemanha e do Japão para sua "máquina de acumulação", na escala global. E ao mesmo tempo, contribuiu para transformar a Ásia no principal centro de acumulação capitalista do mundo, transformando a China numa economia nacional com enorme poder de gravitação sobre toda a economia mundial.

Essa nova geometria política e econômica do sistema mundial se consolidou na primeira década do século XXI, e deve se manter nos próximos anos. Os Estados Unidos manterão sua centralidade dentro do sistema como única potência capaz de intervir em todos os tabuleiros geopolíticos do mundo e que emite a moeda de referência internacional. Desunida, a União Europeia terá um papel secundário, como coadjuvante dos Estados Unidos, sobretudo se a Rússia e a Turquia aceitarem participar do "escudo europeu antimísseis", a convite dos EUA e da OTAN. Nesse novo contexto internacional, a Índia, o Brasil, a Turquia, o Irã, a África do Sul, e talvez a Indonésia, deverão aumentar o seu poder regional e global, em escalas diferentes, mas ainda não terão por muito tempo capacidade de projetar seu poder militar além das suas fronteiras regionais.

De qualquer forma, três coisas se pode dizer com bastante certeza, neste início da segunda década do século XXI:

1. Não existe nenhuma "lei" que defina a sucessão obrigatória e a data do fim da supremacia americana. Mas é absolutamente certo que a simples ultrapassagem econômica dos EUA não transformará automaticamente a China numa potência global, nem muito menos no líder do sistema mundial.

2. Terminou definitivamente o tempo dos "pequenos países" conquistadores. O futuro do sistema mundial envolverá - daqui para a frente - uma espécie de "guerra de posições" permanente entre grandes "países continentais", como é o caso pioneiro dos EUA, e agora é também o caso da China, Rússia, Índia e Brasil. Nessa disputa, os EUA já ocupam o epicentro do sistema mundial, mas mesmo antes que os outros quatro países adquiram a capacidade militar e financeira indispensável à condição de potência global, eles já controlam em conjunto cerca de 1/3 do território, e quase 1/2 da população mundial.

3. Por fim, a definição da estratégia internacional do Brasil não depende da "taxa de declínio" dos EUA, mas não pode desconhecer a existência do poder americano. Assim mesmo, gostem ou não os conservadores, o Brasil já entrou no grupo dos Estados e das economias nacionais que fazem parte do "calidoscópio central" do sistema, onde todos competem com todos, e todas as alianças são possíveis, em função dos objetivos estratégicos do país.”

FONTE: escrito por José Luís Fiori, professor titular e coordenador do Programa de Pós-Graduação em Economia Política Internacional da UFRJ, e autor do livro "O Poder Global", da Editora Boitempo, 2007. Publicado no jornal “Valor Econômico” e transcrito no blog do jornalista Luis Nassif - Via: Democracia & Politica

quarta-feira, dezembro 29, 2010

Mais J-20 “Black Eagle” 'Firefang' (designação da OTAN)

By on 29.12.10
Mais imagens do novo caça chinês J-20 “Black Eagle” (designação da OTAN: Firefang), dessa vez liberando seu paraquedas de frenagem, possivelmente após um teste que antecede o primeiro voo realizado no aeródromo de Chengdu, na China. Acredita-se que a aeronave deva realizar seu primeiro voo nos próximos dias, antes do final de 2010 ou no começo do ano que vem.

O caça J-20 mantém as características com os modelos anteriores de capacidade stealth. Ele possui os lemes inclinados e o canopy igual do caça Lockheed Martin F-22 e F-35. Seus motores são provavelmente modelos russos 117S. Assim como o modelo T-50 da Sukhoi, ele é grande: estima-se que tenha um comprimento de 22 metros, comparado aos 20 metros do T-50, acima dos 18 do F-22 e dos 15 do F-35. “A aeronave, pelo seu tamanho, está mais para um bombardeiros do que para um caça,” de acordo com o especialista Bill Sweetman da revista Aviation Week.



O protótipo apresenta um par de lemes totalmente móveis e estabilizadores ventrais no estilo do caça conceito russo MiG 1.44. Apresenta também similaridades com o caça norte americano F-22, como nas entradas de ar e no canopy de peça única. Interessante foi a adoção de canards junto às asas principais, o que pode aumentar o RCS da aeronave que possui características stealth.

As primeiras informações da Agência de Inteligência Naval dos EUA (ONI) surgiram em 1997, informando que o J-20, ou XXJ, seria um caça multi-missão de 4ª geração que entraria em operação em 2015. Desde a década de 90 tanto o Instituto de Design CAC/611 como o SAC/601 vem trabalhando nos próprios projetos para um caça pesado multi-missão com dois motores com capacidade stealth e manobrabilidade comparável ao caça F-22 Raptor.

Em agosto de 2008 foi divulgado que o Instituto 611 foi selecionado para ser o principal contratato para o desenvolvimento do J-20 e o Instituto 601 o sub-contratado. Sequencialmente um mock-up de metal em tamanho real foi fabricado pela CAC.

Em maio de 2010, o governo norte americano divulgou uma informação que os chineses estavam começando a fabricar o protótipo, e que este estaria voando antes do final de 2010, ainda que embora um modelo na configuração total não fosse voar antes de 2015. As últimas informações indicam que os dois primeiros protótipos (#2001 & 2002) foram construídos e o protótipo 2001 está realizando os testes de táxi, conforme imagens dessa matéria, e que deverá voar em 2010 ou no começo de 2011.







Segundo Bill Sweetman, o novo protótipo do caça J-20 deverá ser utilizando nos próximos anos para desenvolver a tecnologia que será utilizada num novo caça, que segundo ele deverá voar depois de 2015. Se o J-20 entrar em operação, e logo, ele poderá ajudar a China a atualizar sua grandemente frota de cerca de 1.500 caças que estão ultrapassados, atingindo uma paridade aérea com seus países rivais: os EUA, Taiwan, Vietnã, Japão, Coreia do Sul e Índia. Mesmo com o J-20, a China ainda estará em números menores e tecnologicamente inferior a muitos desses países no quesito caças de combate – mais muito menos com a entrada do novo caça, que segundo previsões de analistas, deverão ser adquiridos mais de 300 unidades.


O protótipo do caça J-20 “2001″ começou seus testes no dia 22 de dezembro, com as primeiras imagens, ainda não muito nítidas, surgindo na véspera de Natal. O caça stealth chinês tem um tamanho maior que o caça norte americano F-22 e possui algumas características novas em relação aos outros modelos stealth de quinta geração, como o uso de canards na parte da frente das asas.




Em teste de taxi: caça J-20 da China aparece liberando seu paraquedas de frenagem após um teste de táxi que antecede ao seu primeiro voo previsto para os próximos dias. Testes realizados dia 27 de dezembro.



Quer saber mais sobre o J-20?

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Fonte: CAVOK - Fotos: Hangar TJ e China Defense

Brasil doa três aviões de combate e instrução ao Paraguai

By on 29.12.10
O Brasil doou nesta quarta-feira três aviões de combate e instrução ao Paraguai e em troca receberá o avião presidencial em desuso do país e outras aeronaves militares.

A entrega foi realizada na base militar do aeroporto Silvio Pettirossi, onde o chefe de Estado paraguaio, Fernando Lugo, inspecionou as aeronaves junto com o ministro da Defesa, Cecilio Pérez Bordón, e o comandante da Força Aérea, Miguel Christ Jacobs.

"Esta cerimônia (...) aponta para metas e propósitos a favor da defesa nacional", afirmou o chefe militar.

Jacobs destacou que as aeronaves, fabricadas pela Embraer, serão empregadas exclusivamente para treino de pilotos.

A doação faz parte a um acordo pelo qual o Governo paraguaio se compromete a entregar ao Brasil um Boeing 707, que na época de Juan Carlos Wasmosy, quem governou o Paraguai entre 1993 e 1998, foi condicionado para ser usado como avião presidencial.

O acordo de doação mútua prevê ainda a devolução às autoridades brasileiras de quatro aviões de instrução e combate Xavante, também em desuso.

Fonte: EFE via Terra - Via Noticias Sobre Aviação

Acidente com AN-22 retem em solo frota de bombardeiros Tupolev Tu-95

By on 29.12.10
Um antigo avião militar russo caiu ontem (28) na região de Moscou, matando todas as 12 pessoas que estavam a bordo. O Comitê de Investigação federal informou hoje que o Antonov An-22, prefixo RA-09343, da Força Aérea da Rússia, havia partido de Voronezh, sudoeste do país, quando caiu na região de Tula, 190 quilômetros ao sul da capital russa.


O Antonov AN-22 possui poucos exemplares voando, inclusive alguns civis. É o maior turbo-hélice fabricado até hoje. O An-22, de fabricação soviética, sustentou o título de maior avião de transporte militar do mundo até o surgimento do americano C-5 Galaxy.

Segundo a agência, além da tripulação da aeronave, o Antonov levava também um grupo de militares para a base aérea de Migalovom, na região de Tver. As causas da queda ainda são desconhecidas.

O An-22, cujo projeto é dos anos 1960, tem capacidade para carregar 60 toneladas de carga e transportar cerca de 300 soldados. Apenas algumas aeronaves deste modelo continuam em operação na Força Aérea russa. O avião que caiu ontem foi construído em 1974.

O Tu-95 MS é, ainda, o principal elemento das forças estratégicas da força aérea russa. Tu-95 é uma aéronave pesada e seu sistema de propulsão, embora economico, ainda é menos capaz que um turbojato. Por isso as pistas de decolagem onde ele opera, precisam ser extremamente longas uma vez que ele usa 2540 m para sair do chão. A Força Aérea da Rússia (FAR) ordenou nesta quarta-feira a suspensão dos voos dos bombardeiros estratégicos Tu-95MS, após o acidente de terça-feira à noite com um avião de transporte militar no qual morreram os 12 ocupantes.

A Força Aérea informou hoje que interrompeu todos os voos realizados pelos An-22, assim como as viagem de sua frota de bombardeiros Tupolev Tu-95, que usam o mesmo tipo de turbina, durante as investigações do acidente. As informações são da Associated Press.

Fontes: Agência Estado / ASN - Noticias Sobre Aviação

Portugal: Forças Armadas complicam negócio da TAP no Brasil

By on 29.12.10
Contrato da VEM com o Governo brasileiro, a grande expectativa para 2010, ainda não aconteceu e os sindicatos ameaçam com greves

Deficitária desde o ano em que a TAP a comprou, a VEM, unidade de manutenção que o grupo português adquiriu no Brasil, no final de 2005, vai aumentar os prejuízos este ano. As atenções estavam voltadas para um contrato com as Forças Armadas brasileiras, que já não vai acontecer em 2010. Uma ausência à qual se somam problemas com os trabalhadores, que pedem aumentos de 13 por cento e ameaçam com greves uma operação que continua à procura, há três anos, de um parceiro.

No ano passado, a TAP colocou-se em posição para prestar serviços ao Governo brasileiro, depois de ter chegado a acordo quanto ao pagamento de uma dívida de 400 milhões de reais (180 milhões de euros, ao câmbio actual). Um montante relativo a impostos, que foi herdado dos tempos em que a VEM fazia parte do grupo Varig, companhia de aviação do Brasil, que acabou por fechar as portas.

Graças à aprovação de uma lei no país, em meados de 2009, o grupo português, detido a 100 por cento pelo Estado, conseguiu reduzir a dívida e dilatar o prazo de pagamento. Mas o principal ganho do novo refis, nome da legislação que fixou as novas regras para regularização da situação fiscal das empresas no Brasil, foi o facto de poder finalmente concorrer em concursos públicos e, com isso, candidatar-se à prestação de serviços às Forças Armadas, incluindo a Força Aérea, mas também a Marinha brasileira.

Em Abril deste ano, um dos administradores da TAP, Jorge Sobral (que era, até Novembro, o responsável pelo negócio da manutenção no Brasil), disse ao Diário Económico que acreditava que 2010 seria o ano de reviravolta nas contas da VEM, que apresenta, desde a compra, prejuízos consecutivos. O gestor frisou que o contrato com as Forças Armadas teria um papel importante nessa recuperação, já que "poderia representar 25 por cento das receitas". E acrescentou que havia "uma probabilidade acima dos 90 por cento" de o grupo ganhar os concursos públicos.

No entanto, ao longo deste ano, o grupo só conseguiu fazer "alguns pequenos trabalhos" para o Governo brasileiro, disse o actual responsável, Luís Rodrigues, ao PÚBLICO. "Continuamos a concorrer, mas, até agora, ainda não foi possível celebrar nenhum grande contrato", acrescentou, reforçando que "poderá haver novidades durante o próximo ano".

Luís Rodrigues é o novo líder da VEM, agora designada por Manutenção e Engenharia Brasil, desde Novembro. Uma nomeação que vem no seguimento de um processo de reestruturação mais complexo, que culminou na mudança de nome da empresa e na criação de uma equipa de gestão conjunta das unidades de manutenção brasileira e portuguesa.

"A empresa continua a aprofundar o seu processo de reorganização, sendo parte integrante o objectivo de desenvolver uma estrutura de custos mais equilibrada", explicou fonte oficial do grupo português, acrescentando que "ainda é cedo para adiantar medidas concretas". Os trabalhadores temem que "haja mais decisões drásticas", disse a direcção do Sindicato Nacional dos Aeroviários, uma unidade sindical brasileira, ao PÚBLICO.

Mantêm, no entanto, a expectativa em relação ao contrato com as Forças Armadas. "Acreditamos que possa ser a solução", considerou, numa altura em que a VEM já conseguiu assegurar dois novos clientes: a reparação de motores da Pratt & Witney, com a duração de cinco anos, e a manutenção da frota de uma companhia de aviação brasileira em ascensão, a Webjet.

O problema é que, além de o grande contrato com as Forças Armadas ainda não existir, a TAP arrisca-se a aumentar e não reduzir a estrutura de custos, já que está neste momento em cima da mesa a actualização salarial no sector da aviação brasileiro. No país, as negociações estão a ser conduzidas pela federação dos sindicatos da indústria e a associação representativa das empresas, sendo que as propostas variam entre 13 e seis por cento, respectivamente.

"Decorre uma negociação, mas ainda não há resultados finais, sendo extemporâneo falar em valores de aumento", explicou fonte oficial do grupo, que está a ser ameaçado com greves pelos sindicatos, no contexto da falta de acordo na actualização salarial. Estava, aliás, prevista uma paralisação para a altura do Natal e do Ano Novo, que só foi impedida porque o Governo brasileiro aprovou um despacho que proíbe greves entre o final de Dezembro e o inicio de Janeiro, impondo uma multa de 100 mil reais (cerca de 45 mil euros) em caso de incumprimento.

O adensar do conflito com os representantes dos trabalhadores pode ter um impacto negativo para a unidade de manutenção no Brasil. No mínimo, pela obrigatoriedade de aumentar salários. E, no máximo, por uma paralisação efectiva da antiga VEM. Um cenário que contribuirá para as previsões pouco optimistas para as contas da empresa este ano, já que o próprio presidente da TAP, Fernando Pinto, assumiu ao PÚBLICO que espera um aumento dos prejuízos em 2010.

Prejuízos de 3,2 milhões de euros no ano passado

Quando a TAP comprou a unidade de manutenção da Varig, já a situação financeira da empresa era deficitária. Aliás, o grupo fez a aquisição por cerca de 15 milhões de euros, mas teve de assumir um passivo de cerca de 100 milhões. Entre 2007 e 2009, os prejuízos acumulados fixaram-se em 61,2 milhões de euros - 3,2 milhões dos quais no último ano. Para 2010, espera-se que aumentem, apesar de o próximo ano arrancar com dois novos contratos importantes para a antiga VEM.

Fonte oficial do grupo avançou ao PÚBLICO que foram firmados recentemente dois acordos de longo prazo. Um com a empresa de motores de avião Pratt & Witney, à qual vão ser fornecidos serviços de reparação por um período de cinco anos. E o segundo com a companhia de aviação brasileira - a Webjet. Este último contrato tem a duração de três anos e abarca toda a frota da empresa - 23 aviões Boeing para 148 passageiros.

Estes dois acordos só terão efeitos nas contas da empresa a partir de 2011. Este ano, a expectativa continua a ser de prejuízos, superiores aos registados em 2009. O presidente da TAP disse recentemente ao PÚBLICO que espera que "as perdas aumentem este ano", mas não concretizou valores. Serão, em princípio, menores do que as sofridas em 2007 e 2008, anos em que alcançaram os 29 milhões de euros, penalizando os resultados globais do grupo.

Ainda assim, e apesar da polémica que se gerou em redor da compra da unidade de manutenção no Brasil, que fazia parte de um plano maior, que incluía a aquisição da própria Varig, a TAP continua a considerar que se trata de um activo estratégico.

"Reafirma-se que a Manutenção e Engenharia Brasil foi um investimento estratégico de grande importância, pois as potencialidades da empresa são enormes, tanto no próprio mercado, que é um dos países com maiores taxas de crescimento do tráfego, como em toda a América do Sul e mesmo na América do Norte", afirmou fonte oficial do grupo. A TAP continua, porém, à procura de um parceiro, pelo menos, desde 2007. Um objectivo que está ainda por concretizar e que se tornou mais premente com a saída da Geo Capital, detida por Stanley Ho, do capital da antiga VEM, em Abril desse ano.

Fonte: Raquel Almeida Correia (Público.pt) - Via Noticias Sobre Aviação

Mais caças F-5EM e A-1M para a Força Aérea Brasileira

By on 29.12.10

O Governo Brasileiro autorizou a modernização de mais 43 aeronaves A-1, e 11 caças F-5E/F ex-Força Aérea da Jordânia. Os caças F-5E/F encontram-se no PAMA São Paulo, conforme foto acima. A autorização foi publicada no Diário Oficial da União, no dia 24 de dezembro, e é um “presente de Natal” para Força Aérea Brasileira. Seguem abaixo as duas notas publicadas.

1° F-5 EXTRATO DE DISPENSA DE LICITAÇÃO No- 5/2010 – Nº do Processo: 014-10/COPAC. Objeto: Modernização de 3 (três) Aeronaves F-5F e 8 (oito) F-5E do COMAER adquiridas da Jordânia. Contratada: Embraer Aviation International – EAI. Autoridade Solicitante: Brig Ar Carlos Augusto Amaral Oliveira – Presidente da COPAC. Autoridade Ratificadora: Ten Brig Ar Juniti Saito – Comandante da Aeronáutica.

Justificativa: Aquisição de Recurso Bélico Aeroespacial, cuja Revelação das Características do seu Objeto e Especificação coloca em Risco Objetivos da Segurança Nacional. Valor: US$ 107,519,244.09 (cento e sete milhões, quinhentos e dezenove mil, duzentos e quarenta e quatro dólares norte americanos e nove centavos). Amparo legal: Artigo 24, IX, da Lei nº 8.666/93, e suas alterações, combinado com o Inciso I, do Artigo 1º, do Decreto nº 2.295, de 4 de agosto de 1997.


A Real Força Aérea da Jordânia recebeu um total de 61 Northrop F-5E Tiger II e outros 12 F-5F bipostos entre 1975 e 1980. Em outubro de 2007, foi confirmado o fornecimento de 11 F-5 pela Jordânia, sendo 8 F-5E e 3 F-5F. Cada avião foi avaliado em US$ 1,9 milhão em um total de US$ 21 milhões. Assim, o total de F-5 da FAB remonta agora a 57 aeronaves, sendo 51 E e 6 F. Todos os 6 F-5F bipostos iriam com o tempo para o 1º/4º Grupo de Aviação, já Modernizados. A modernização de outras 12 aeronaves F-5 adicionais, que a FAB comprou da Jordânia, ainda estava sendo avaliada pelo Comando da Aeronáutica em setembro de 2010.

2° EXTRATO DE DISPENSA DE LICITAÇÃO No- 4/2010 - Nº do Processo: 007-09/SDDP. Objeto: Serviços de Reparos e Fornecimento de Bens para a Revitalização de 43 Aeronaves A-1/A-1B, no exterior. Contratada: Embraer Aviation International – EAI. Autoridade Solicitante: Brig Ar Carlos Augusto Amaral Oliveira – Presidente da COPAC. Autoridade Ratificadora: Ten Brig Ar Juniti Saito – Comandante da Aeronáutica.

Justificativa: Aquisição de Recurso Bélico Aeroespacial, cuja Revelação das Características do seu Objeto e Especificação coloca em Risco Objetivos da Segurança Nacional. Valor: C= 55.372.860,54 (cinqüenta e cinco milhões, trezentos e setenta e dois mil, oitocentos e sessenta euros e cinqüenta e quatro centavos). Amparo legal: Artigo 24, IX, da Lei 8.666/93, combinado com o Artigo 1º, Inciso I, do Decreto nº 2.295, de 5 de agosto de 1997.

Inicialmente especulou-se que o Comando da Aeronáutica iria investir US$ 400 milhões ao longo de 60 meses para modernizar 53 caças-bombardeiros AMX A-1 da FAB. O contrato foi recentemente assinado com a Embraer e somente agora autorizado mas na quantidade de aeronaves ficou em 43 unidades. programa prevê a padronização dos sistemas de navegação e comunicação, similares ao do programa do F-5 BR, além da substituição do radar pelo sofisticado SCP-01, da empresa Mectron de São José dos Campos, capaz de detectar alvos múltiplos em terra, no ar e mar.Não se sabe se o Radar Nacional tem capacidade de lançamento de misseis BVR - Alem do alcance visual. Entretanto, os pilotos passarão a contar com um avançado centro eletrônico de gerenciamento de combate e um designador laser para dirigir bombas inteligentes e mísseis ar-terra de precisão.

Fonte: Diário oficial da União via Plano Brasil


segunda-feira, dezembro 27, 2010

Prototipo do caça de quinta geração chinês J-20?

By on 27.12.10

Nessa semana surgiram, em alguns sites na internet, supostas fotos do que seria o novo caça de quinta geração chinês, o Chengdu J-20. A imagem acima surgiu na internet e em menos de 24 horas foi retirada do ar dos sites chineses. Alguns fóruns divulgaram a imagem e nas discussões surgiu que a foto pode ser uma montagem feita por computador.


A aeronave de caça j-20 é considerada o primeiro caça stealth chinês que se tem conhecimento. Segundo boatos deve efetuar o primeiro voo nas próximas semanas, pois no momento tem sido visto efetuando testes de táxi numa base aérea chinesa, conforme imagem acima feita por spotters chineses.




Local onde a foto do novo caça chinês foi fotografado, com o suposto novo caça ao fundo.

A imagem foi divulgada no site chinês de assuntos militares Top81, tirada de um celular de dentro de um carro. As fotos não são muito nítidas, mas supostamente haveriam melhores fotos que foram retiradas do ar pela censura chinesa.

http://cavok.com.br/blog/wp-contents/uploads/2010/12/101226142215947629b04e402f.jpg

Uma nova imagem, também não muito nítida, mas desta vez de frente, apareceu na internet nesse domingo, conforme pode ser visto ao lado.

A aeronave tem a aparência de um caça stealth, misturando uma parte frontal do caça F-22 Raptor e uma parte traseira de um Su-47 Berkut, principalmente no aspecto dos exaustores das turbinas. Segundo algumas opiniões, o caça também tem características do novo T-50 da Sukhoi.

Fonte: Texto CAVOK - Fotos: Hangar TJ

Cientistas vão simular condições de Marte no Deserto do Atacama

By on 27.12.10
Cientistas chilenos e de outros países construirão uma base espacial no Deserto do Atacama, local mais árido do mundo, onde pretendem simular, com estufas, as condições físicas do planeta Marte.

A informação divulgada neste domingo pelo diário "El Mercurio" destaca que o plano é do Centro de Pesquisa Lua-Marte, um complexo científico, tecnológico e turístico localizado em uma área reconhecida pela comunidade científica internacional como uma das mais parecidas a Marte na Terra, com radiação solar e temperaturas extremas, baixa umidade e fortes ventos.

A base será construída em Chajnantor, situado a 5.150 metros de altura e cerca de 1.650 quilômetros ao nordeste de Santiago.

No local, o Observatório Europeu Austral (ESO, na sigla em inglês) constrói junto a seus parceiros internacionais o Atacama Large Millimeter Array (ALMA), um telescópio de vanguarda para estudar a luz de alguns dos objetos mais frios no Universo.

Carmen Gloria Jiménez, acadêmica da Universidade de Antofagasta e uma das coordenadoras chilenas do projeto, explicou que já há experiências prévias em Utah (Estados Unidos) e na ilha Devon, no Ártico canadense.

Ela assinalou que, no ano que vem, serão construídos os primeiros laboratórios, usando como materiais as fuselagens de aviões Hércules. Lá, serão estudados microorganismos denominados extremófilos, entre outros, que sobreviveram por pelo menos 26 mil anos em vulcões e lagos próximos.

http://eternosaprendizes.com/wp-content/uploads/2009/09/viagem-a-Marte.jpg
http://3.bp.blogspot.com/_cM2l6Y3Ulgg/TMcgxDaJsII/AAAAAAAAE18/qUYUGb1Pl30/s400/mars_colony.jpg

Entre os promotores do projeto estão a Nasa (agência espacial americana), Mars Society, Instituto SETI, agência espacial da China e mais de 40 empresas que já investem no setor.

Fonte: Bol

Veja um trilho eletromagnético lançar um avião a 100 quilômetros por hora

By on 27.12.10
Para não ficar para trás dos planos da NASA de lançar naves espaciais usando força eletromagnética, a Marinha dos EUA também pretende usar essa tecnologia para lançar jatos de caça partindo de porta-aviões. E eles acabam de testar com sucesso o lançamento de um F/A-18E Super Hornet.

O Sistema de Lançamento Eletromagnético de Aeronaves (EMALS, inglês), pode mover um avião de 45 mil quilos a mais de 100 quilômetros por hora numa pista com 90 metros de espaço. De acordo com a Marinha, o EMALS não é só um método menor e mais eficiente de lançamento de aviões se comparado às turbinas de vapor, ele também economiza 30% de energia no processo. A Marinha diz que eles utilizarão o sistema para lançar todas as aeronaves das transportadoras, incluindo caças de ataque e aviões de vigília de peso leve.

De acordo com o Danger Room, o EMALS será completamente implementado em todas as futuras transportadoras de aeronaves (a próxima implantação prevista de uma nova operadora será a USS Gerald R. Ford, em 2015). Enquanto isso, eles pretendem testar o sistema de lançamento com outras aeronaves, incluindo os aviões C-2 e T-45.



Fonte: [Marinha americana via Danger Room via Dvice via Slashdot] via Adrian Covert (gizmodo.com.br) - Via Noticias Sobre Aviação

Egito nega iniciativa para produzir armas nucleares

By on 27.12.10
O Egito não está tentando adquirir armas nucleares e quer livrar a região de tais armamentos, afirmou o ministro de Relações Exteriores, do país, Ahmed Aboul Gheit, neste sábado.

Em telegrama de maio de 2008 divulgado pelo site WikiLeaks cita o presidente egípcio, Hosni Mubarak, alertando autoridades norte-americanas de que o Egito poderia desenvolver armas nucleares se o Irã as obtivesse.

Em 2007, Mubarak anunciou a retomada de um programa nuclear para geração de eletricidade e o leilão da primeira usina nuclear de energia do Egito vai ocorrer em algumas semanas.

"O Egito não está buscando ter armas nucleares porque elas não serão usadas e porque os custos são enormes. Nós queremos livrar a região de armas nucleares", afirma Gheit a jornalistas durante uma conferência do partido governista.

Irã e Egito cortaram relações em 1980, após a Revolução Islâmica do Irã e o reconhecimento de Israel pelo Egito. Os país ainda mantêm relações tensas sobre questões como processo de paz no Oriente Médio e laços de Israel com os Estados Unidos.

Outro documento divulgado pelo WikiLeaks, datado de julho de 2009, cita o chefe do serviço de espionagem egípcio, Omar Suleiman, afirmando a autoridades dos Estados Unidos que o Irã estava abrigando extremistas.

http://3.bp.blogspot.com/_WY3qKeZY6L0/SUc-5fZUNyI/AAAAAAAAHPs/CKIpr6ihezw/s400/entardecer_egito.jpg

Em abril, o Egito condenou 26 homens acusados de estarem vinculados com o Hezbollah do Líbano, que é apoiado pelo Irã. Cairo acusou os homens de planejar ataques contra o Egito. O líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, afirmou que os julgamentos dos homens foram "políticos e inustos".

Fonte: Bol

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