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sábado, agosto 31, 2013

Câmbio pode estragar a estratégia da EMBRAER de fabricar peças em Portugal

By on 31.8.13
Com a queda da competitividade brasileira, a Embraer está fabricando peças de aviões em Portugal e exportando para o Brasil.
Nas duas fábricas que a empresa tem em Évora estão sendo montados componentes para a cauda e as asas dos jatos Legacy 500. As peças são mandadas por navio para o Brasil e aí entram na montagem final do avião.
No início de 2014, as fábricas da União Europeia passam a fabricar também componentes para o KC 390, o avião militar que a Embraer vai produzir, segundo João Taborda, diretor de relações externas da Embraer Europa.
"Isso demonstra que o Brasil não perdeu competitividade apenas para a China, mas também para países europeus", diz Antônio Corrêa de Lacerda, professor de Economia Política da PUC-SP.
"Fabricar em outros países está relacionado à lógica de se integrar a cadeias globais de fornecimento, mas, se o custo não compensasse, não fariam isso."
Segundo Lacerda, todos os indicadores de competitividade no Brasil -carga tributária, logística, custo de mão de obra- pioraram, e a questão cambial se agravou.
"Agora, com a desvalorização cambial, a situação pode melhorar; se o real permanecer em um patamar mais desvalorizado, a Embraer terá de rever sua estratégia."
Segundo a Embraer, não foi a "lógica de custos" que motivou a instalação das fábricas em Portugal.
As fábricas fazem parte de uma estratégia global da empresa -e, no caso de Portugal, a oferta de mão de obra qualificada e o sistema tributário transparente foram fatores que pesaram muito.
A Embraer tem outras fábricas no exterior, nos Estados Unidos e na China, mas lá a produção é voltada primordialmente para o mercado daqueles países, e não para exportação para o Brasil.
"Chegamos à conclusão de que valia a pena fabricar aqui, também do ponto de vista dos custos", disse.
Segundo ele, Portugal tem diversas vantagens comparativas: excesso de mão de obra, com muitos técnicos altamente qualificados e engenheiros; governo empenhado em desenvolvimento industrial e a base tecnológica na Europa. "Mas a questão de base é a necessidade da Embraer de ser globalizada."


Linha de produção da embraer em Évora, Portugal - Foto: Nuno Veiga - 24.jun.13/Lusa.

TECNOLOGIA
Segundo a empresa, a função das fábricas de Évora é estimular desenvolvimento tecnológico em duas áreas muito específicas, passando a fazer dentro da Embraer atividades que antes eram realizadas em fornecedores.
A Embraer não quis entrar em detalhes sobre a diferença de custos para fabricar no Brasil e na União Europeia.
"A Embraer não disponibiliza detalhes sobre custos. E analisar essa decisão estritamente em termos de custos induz a um erro de leitura, porque não foi essa a diretriz determinante para a instalação das unidades. É preciso considerar que a parceria é estratégica, e não uma simples alocação em razão de custos de produção ou logística, conquanto estes também tenham sido analisados e, naturalmente, precisavam ser competitivos para não inviabilizar o investimento."
O investimento total da Embraer foi de € 177 milhões, incluindo empréstimo do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional. A empresa também assumiu o controle, em 2005, da Ogma, estatal portuguesa, e lá se concentra a manutenção de aeronaves.
As fábricas em Évora ainda estão em implantação. Começaram a produzir em novembro de 2012.
Segundo Luis Afonso Lima, diretor-presidente da Sobeet, é possível que, diante da crise europeia, a fábrica de Portugal pode estar enfrentando baixa demanda na região, por isso a Embraer teve de direcionar as vendas para o Brasil. 

Do UOL

sexta-feira, agosto 30, 2013

Blackwater Digital: EUA rejeitam proposta do Brasil sobre espionagem

By on 30.8.13
O governo americano rejeitou a proposta brasileira de um acordo bilateral para as atividades de espionagem, anunciou o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, nesta quinta-feira (29).
O ministro brasileiro terminou uma visita de dois dias a Washington, durante a qual se reuniu com o procurador-geral dos EUA, Eric Holden, com a assessora presidencial para Assuntos de Contraterrorismo, Lisa Monaco, e com o vice-presidente, Joe Biden.
"Fizemos uma proposta de caminhar para a celebração de um acordo para estabelecer regras sobre procedimentos na interceptação de dados. Nos disseram que os Estados Unidos não aceitarão firmar um acordo nesses termos com nenhum país do mundo em geral", disse Cardozo à imprensa na capital americana.
A visita de Cardozo a Washington e a proposta de um acordo são consequência das denúncias baseadas em documentos vazados pelo ex-analista de inteligência americano Edward Snowden. Segundo os documentos, os EUA interceptaram comunicações eletrônicas no Brasil (e no mundo), entre e-mails e ligações telefônicas.
"Manifestamos o desacordo brasileiro (...) em relação ao conhecimento de que haveria interceptação de dados sem autorização de autoridades brasileiras para uso da inteligência americana. Esses fatos implicam violação dos direitos humanos, violação da soberania brasileira e de direitos consagrados em nossa Constituição", frisou o ministro Cardozo.
Agentes americanos fizeram interceptação eletrônica no Brasil, supostamente, "com o objetivo de realizar ações contra o terrorismo", comentou Cardozo. "Mas, para nós, ficou claro que houve (...) coleta de dados para enfrentar organizações criminosas e narcotráfico, mas também, o que é pior, de ações diplomáticas brasileiras", acrescentou.
Ao ser consultado sobre se o Brasil continua "insatisfeito" com as explicações americanas, Cardozo foi taxativo: "Sim. Tudo estaria resolvido se tivéssemos acertado um acordo que fosse satisfatório para ambas as partes."
Cardozo declarou que o fracasso de uma aproximação entre os dois países sobre esse escândalo pode afetar a visita oficial da presidente Dilma Rousseff a Washington, nos próximos meses.
Em meados de julho, Biden ligou para Dilma para lhe dar explicações sobre as denúncia de espionagem em território brasileiro. Mais recentemente, o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, visitou o Brasil, e o escândalo da Agência Nacional de Segurança (NSA, na sigla em inglês) ocupou um lugar central na agenda.
Em uma entrevista coletiva durante a visita, Kerry ouviu o então ministro brasileiro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, dizer que os Estados Unidos 'gerariam desconfiança' se não oferecessem explicações satisfatórias.
Kerry garantiu que o Brasil receberia as explicações, mas defendeu os trabalhos de inteligência. Segundo ele, a espionagem protege os EUA e o restante do mundo de ameaças.
 
Do G1

MiG-21 de Cuba apreendido no Panamá se destinava ao uso pela Coréia do Norte

By on 30.8.13
http://3.bp.blogspot.com/-3mhKmp7KTp0/Ue0nS2xJO2I/AAAAAAAAKnU/no1v8LJD-_g/s1600/mig-21+north+korea+carrier.jpgO Instituto de Pesquisa de Paz Internacional de Estocolmo (Stockholm International Peace Research Institute) concluiu que o MiG-21 cubano, bem como peças sobressalentes e foguetes, apreendido pelo Panamá foram enviados para a Coreia do Norte prontos para o uso.
Um instituto de controle de armas, informou que as partes do jato de caça apreendidos em um navio norte-coreano por autoridades panamenhas, eram destinadas a serem utilizados pela Coreia do Norte, numa aparente violação das sanções da ONU.
A Stockholm International Peace Research Institute contradiz o governo de Cuba que alega de que não estava violando as sanções, com o envio de peças, mísseis e outros equipamentos para a Coreia do Norte.

Do Washington Post – Via: CAVOK

Argentina segue de olho no JF-17/FC-17

By on 30.8.13
 As autoridades argentinas continuam o processo de negociação com a China convista à aquisição por parte do país sul americano de novas aeronaves para a sua força aérea.
Outrora possuidora da mais poderosa força aérea do hemisfério sul, a Argentina viu a sua capacidade ser muito diminuida depois do conflito sobre as ilhas Malvinas em 1982.

Naquela altura, a Argentina possuia uma frota de caças Mirage-III apoiada por uma frota de caças Mirage de ataque, muitos deles comprados em Israel, mas que estavam em boas condições.

Durante o conflito de 1982 a Argentina perdeu dezenas de caças e desde essa altura praticamente não foram adquiridas novas aeronaves de combate, além de 36 Skyhawk fornecidos pelos Estados Unidos em 1992. A força aérea continuou a receber helicópteros europeus e russos e foram recebidas aeronaves de transporte, mas o nucleo principal de aeronaves de combate da força aérea da Argentina, continuam sendo os Mirage resistentes do tempo da guerra das Malvinas.


As dificuldades economicas da Argentina justificam em parte a situação, mas a relutância por parte do poder político em gastar dinheiro com as forças armadas também é um fator a considerar.

As dificuldades financeiras e o problema que continua a existir com as ilhas Malvinas, onde a Grã Bretanha mantém uma força de reação imediata que conta com caças modernos, leva a que a Argentina possa ter dificuldades em adquirir sistemas mais modernos a países europeus ou aos Estados Unidos.

A Argentina já adquiriu helicópteros russos, mas a Rússia não está interessada no desenvolvimento de industrias aeronáuticas na América do Sul. Por isso a Argentina aparenta estar a tentar resolver o problema com os chineses.

Os contatos entre os argentinos e os chineses já começaram há algum tempo e foram novamente confirmados durante a última feira aeronautica de Paris.
A Fabrica Argentina de Aviones «FadeA» estuda as possibilidades de cooperação com a China, no sentido de considerar a co-produção do caça JF-17, que poderá vir a integrar a força aérea daquele país.

A Argentina tem preferência por uma versão especificamente adaptada para as necessidades do teatro de operações sul americano, pelo que os JF-17 argentinos não seriam idênticos aos que a China vendeu para o Paquistão.


O caça JF-17 foi desenvolvido em cooperação com o Paquistão, mas não se pode dizer que seja um avião novo. Na sua origem está um projeto da americana Northrop Grumman chamado de «Super Seven» para uma modernização radical do monomotor J-7, a versão chinesa do MiG-21 russo.

A possibilidade de a Argentina vir a operar o tipo, não deixa de ser curiosa. Durante a década de 1960, o caça soviético MiG-21 era visto como o supra-sumo da aviação, por causa da sua elevada velocidade. O fim do «reinado» do MiG-21 veio no final da década, quando nas guerras entre Israel e os árabes, o MiG-21 foi completamente ultrapassado pelo Mirage-III de Israel.
São esses os aviões que hoje a Argentina ainda tem, e agora coloca-se a possibilidade de um MiG-21 modernizado substituir os Mirage ainda ao serviço.

Se houver acordo entre as industrias dos dois países e interesse do governo argentino em investir em novas aquisições, haverá sistemas do novo avião que serão desenvolvidos na Argentina, mas os argentinos não deixarão de tentar rentabilizar a sua própria industria, convencendo os chineses a incluir componentes fabricados na Argentina, se a China vender o caça para outros países.

Ao Ataque! Posição da França sobre a Síria nãõ muda com o "não" britânico

By on 30.8.13
http://3.bp.blogspot.com/-v1r4fWIqw1Y/URUa73mmLnI/AAAAAAAACuY/qBE-3MaS_uw/s1600/bb5aeabab97a6f0d0fbd1eac9646caaf20130203tchad44opfevrier0032.jpgA recusa da Grã-Bretanha de intervir na Síria não muda a posição da França, que deseja uma ação "proporcional e firme" contra o regime de Damasco, afirmou o presidente François Hollande.

Em uma entrevista ao jornal Le Monde, o presidente descartou qualquer intervenção na Síria antes dos inspetores da ONU deixarem o país.

No entanto, não excluiu uma ação antes da próxima quarta-feira, dia de uma reunião do Parlamento francês para debater a situação na Síria após a morte de centenas de pessoas em um suposto ataque químico perto de Damasco em 21 de agosto

"Há um feixe de indícios que apontam para a responsabilidade do regime sírio na utilização de armas químicas", disse.

"Todas as opções estão sobre a mesa. A França quer uma ação proporcional e firme", completou.

Hollande informou que terá uma troca de opiniões profunda com o presidente americano, Barak Obama.

Ao ser questionado se a França pode atuar sem a Grã-Bretnaha, um aliado tradicional, Hollande respondeu: "Sim. Cada país é soberano para participar ou não na operação. Isto é válido para o Reino Unido e para a França".
 
Do UOL

Inspetores da ONU apresentarão dados sobre ataque químico na Síria no sábado

By on 30.8.13
A equipe de inspetores internacionais que analisa o suposto ataque com armas químicas na Síria apresentará os dados preliminares de suas pesquisas no terreno no próximo sábado (31), anunciou nesta quinta-feira (29) em Viena o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.
"A equipe averiguará até sexta-feira e sairá da Síria no sábado de manhã. Me informarão assim que sair da Síria", relatou o diplomata sul-coreano durante uma homenagem que recebeu na Prefeitura da capital austríaca.

Ban também assegurou que falou sobre a crise síria ontem com o presidente de Estados Unidos, Barack Obama, para trocar informações com ele e falar sobre o desejo da ONU que que se dê tempo aos inspetores terminarem seus trabalhos.

"Expressei meu desejo que esta equipe de investigação possa continuar seu trabalho durante o tempo que lhe encomendou seu mandato", indicou Ban diante da imprensa local.

"Eu contei que compartilharíamos a informação, nossas análises, mostras e evidências com os membros do Conselho de Segurança, e, em geral, com os membros das Nações Unidas", acrescentou.

O alto funcionário internacional insistiu que "é preciso dar oportunidade à diplomacia, dar uma oportunidade à paz" e advogou por manter abertas as vias de diálogo.

Ao mesmo tempo, Ban condenou que "o uso de armas químicas por qualquer e pela razão que for é um crime contra a humanidade sobre o qual é preciso prestar contas".

Os inspetores da ONU voltaram a entrar hoje na área de Guta Oriental, perto de Damasco, onde os opositores ao regime de Bashar al Assad denunciaram na semana passada a morte de mais de mil pessoas por um suposto ataque químico do regime.

Nações como os Estados Unidos, França e o Reino Unido expressaram a disposição em dar uma resposta militar a esse ataque, inclusive antes de conhecer as conclusões da missão das Nações Unidas no terreno.
 
Do UOL

Índia coloca em órbita 1º satélite com fins militares

By on 30.8.13
A Índia colocou nesta sexta-feira (30) em órbita pela primeira vez um satélite com fins militares, o GSAT-7, que permitirá à Marinha indiana se comunicar com sua frota através de um sistema criptografado, informou a agência espacial do país asiático.

"(O satélite) é muito importante do ponto de vista da segurança e da vigilância", afirmou uma fonte da Organização Índia de Investigação Espacial (ISRO) à agência local "PTI".

O satélite de 2,5 toneladas - de fabricação indiana e com um custo de US$ 27,5 milhões - foi lançado nesta madrugada, a partir de uma base situada na Guiana Francesa, e orbitará a cerca de 36 mil quilômetros de distância.

A função do satélite é facilitar a troca de informação entre as embarcações da Marinha indiana sobre a localização exata dos navios e submarinos de outros países, ao fornecer um detalhado mapa digital sobre sua posição.

A Índia se unirá assim ao exclusivo grupo de países que dispõem de um sistema de defesa por satélite, no qual figuram apenas Estados Unidos, Rússia, França, Reino Unido e China.

O gigante asiático, que já realizou mais de 100 missões espaciais até o momento e lançou sua primeira sonda lunar em 2008, prepara uma missão espacial para Marte para 2013 e tem planos de lançar sua primeira missão espacial tripulada em 2016.
Desde sua independência, em 1947, a Índia mantém uma corrida armamentista com o vizinho Paquistão, que possui armas nucleares, mas nos últimos anos se centrou no desenvolvimento de um poder dissuasório frente à China, país com o qual mantém disputas fronteiriças.

Do UOL

EUA querem atacar Síria mesmo sem britânicos e buscam apoio

By on 30.8.13
O secretário de Defesa americano, Chuck Hagel, afirmou nesta sexta-feira (30) em Manila que os Estados Unidos seguirão em busca de uma coalizão internacional para dar resposta ao uso de armas químicas na Síria, mesmo com o Parlamento britânico votando contra a participação do país.
"Seguiremos tentado formar uma coalizão internacional que atue unida", disse Hagel durante uma entrevista coletiva, na qual ressaltou que muitos governos do mundo expressaram publicamente sua condenação ao uso de armas químicas contra a população na Síria.
Em relação à rejeição do Legislativo do Reino Unido à intervenção, Hagel foi categórico ao dizer: "cada nação tem a responsabilidade de adotar suas próprias decisões, e nós a respeitamos"
 Hagel não quis especular sobre que o governo sírio poderia fazer para evitar uma intervenção, mas apontou que, até o momento, o regime de Bashar Assad não apresentou uma postura diferente e nem mudou de atitude. O secretário de Defesa americano conclui hoje em Manila uma viagem pelo Sudeste Asiático, na qual desenvolveu com as autoridades da região a nova política dos Estados Unidos em direção ao Pacífico, além de abordar a questão síria. Em sua visita, Hagel passou pela Malásia, Indonésia, Brunei - onde participou da reunião de ministros da Defesa da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean)--, e por último Filipinas.

Do UOL

Nasa derruba helicóptero para estudar segurança de voo

By on 30.8.13
A agência espacial americana (Nasa) derrubou nesta quarta-feira (28) um antigo helicóptero da Marinha, com 13,7 metros de comprimento, para estudar a segurança de suas aeronaves. O teste foi feito no Centro de Pesquisa Langley, na cidade de Hampton, Virgínia, em parceria com a Marinha, o Exército, a Administração Federal de Aviação (FAA) dos EUA e a empresa privada Conax Florida Corporation. Veja o vídeo a partir dos 13:13.
Ao colidir o helicóptero contra o chão, após ser preso por cabos e cair de uma altura de 9 metros, a 48 km/h, o objetivo dos engenheiros da Nasa é produzir novos veículos cada vez mais seguros, eficientes, leves, silenciosos, ecológicos e capazes de transportar uma maior quantidade de passageiros e cargas.
O espaço onde a aeronave caiu é chamado de LandIR, tem 122 metros de comprimento por 73 metros de altura, e é usado há quase 50 anos. Foi nesse mesmo lugar onde o astronauta Neil Armstrong e seus colegas da missão Apollo 11 ensaiaram o pouso na Lua, o que ocorreu em 20 de julho de 1969.
Desde então, o local se tornou uma instalação para testes de colisões, na qual os engenheiros da Nasa simulam acidentes aéreos. Recentemente, a área também ganhou uma grande piscina, onde se fazem testes com a cápsula espacial Orion, que vai substituir a antiga geração de ônibus espaciais e deverá aterrissar na água ao voltar para a Terra.
Para o teste desta quarta, a fuselagem do helicóptero foi toda equipada com computadores de bordo, instrumentos para medir aceleração e quase 40 câmeras para gravar a "reação" de 13 bonecos – amarrados no interior da aeronave – antes, durante e após o impacto.
Do lado de fora, foram montadas câmeras para capturar outras imagens da queda. E a aeronave foi pintada de branco com bolinhas pretas, em que cada ponto representa um conjunto diferente de dados.
Essas câmeras internas e externas são de alta velocidade, pois conseguem registrar até 500 imagens por segundo, o que permite que os cientistas vejam exatamente como a fuselagem se dobrou, rachou e entrou em colapso com a colisão – à qual seria possível sobreviver, segundo os pesquisadores.
Além disso, foi instalado o sensor de movimento Kinect, do videogame Xbox, da Microsoft, como um instrumento adicional para rastrear as ações dos bonecos.
Em 2014, a Nasa prevê um novo teste de colisão de um helicóptero semelhante, com uma tecnologia ainda maior.

Do G1

Canadá não vai participar de possível ataque à Síria

By on 30.8.13
O Canadá está de acordo com seus aliados em relação à necessidade de uma intervenção militar na Síria, mas não vai se unir a eles em um possível ataque, informou nesta quinta-feira (29) o premiê canadense, Stephen Harper.

"Neste momento, o governo do Canadá não tem planos de empreender uma missão militar", disse, após ter falado com seus colegas de Reino Unido, França e EUA.

Do G1

Ministro sírio sabia do ataque

By on 30.8.13
Segundo notícias divulgadas por várias agências noticiosas, os serviços secretos norte-americanos captaram transmissões telefónicas entre o ministro sírio da defesa Fahd Jassem al-Freij
e o comandante de uma das unidades militares que possuem armas químicas.

Também conforme as mesmas fontes, a comunicação mostrava que o ministro estava em pânico, exigindo saber o que se estava a passar e porque é que tinha sido efetuado um ataque com armas químicas.

A informação terá sido passada a jornalistas da revista especializada «Foreing Policy Magazine» e podem explicar porque razão o pentagono e as autoridades norte-americanas não têm qualquer dúvida sobre quem esteve na origem do ataque com armas químicas que provocou milhares de vítimas, de entre as quais 300 a 500 mortos, consoante as fontes.

O regime de Bashar Al Assad inicialmente afirmou que as imagens transmitidas em todo o mundo eram um fabricação teatral, e depois disse que as armas químicas tinham sido lançadas pelos próprios rebeldes.
Quem deu a ordem ?
Ainda que não seja conhecido o teor da comunicação efectuada com o ministro sírio da defesa, surge a questão de quem de facto deu a ordem para a utilização de armas químicas contra a população, já que aparentemente o ministro da defesa não tinha conhecimento do que se passava e pedia «aos berros» que o responsável desse explicações sobre o que se estava a passar.

Al Freij, é no entanto acusado de atos de crueldade contra civis e terá participado em atos de vingança e de crueldade gratuita contra populações civis.

O regime de Bashar Al Assad, depois de ter passado à ofensiva durante as últimas semanas está novamente a encontrar dificuldades e a perder terreno, como acontece com as suas posições em Aleppo, a maior cidade do país, onde as forças leais ao Partido Socialista Bahas estão neste momento cercadas pelos rebeldes.


Rússia poderá atacar a Arábia Saudita caso Ocidente inicie bombardeio à Síria

By on 30.8.13
Um memorando classificado como urgente, segundo fontes militares russas, foi expedido pelo escritório do presidente Vladmir Putin, nesta quarta-feira, e ordena um ataque massivo da Rússia contra a Arábia Saudita caso as forças da Organização do Tratado Atlântico Norte (Otan, na sigla em inglês) ataquem a Síria. A informação, não foi confirmada oficialmente pelo governo russo, conteria instruções semelhantes a uma ordem de guerra, expedida há cerca de um mês por Riad, na qual o governo muçulmano teria declarado que, caso a Rússia não aceitasse a derrota de Bashar Al Assad, os sauditas iriam arregimentar militantes na Chechênia para “aterrorizar” os XXII Jogos Olímpicos de Inverno que a Rússia realizará na cidade de Sóchi.
Fontes militares russas também informaram, nesta manhã, que uma flotilha, liderada pelo contra-torpedeiro Almirante Chabanenko, aproxima-se do porto sírio de Tartús. Segundo informes lidos pela rádio militar israelense Debka, desde o último sábado o exército russo está em estado de alerta frente a um possível ataque dos EUA, Grã-Bretanha e França contra a Síria. Segundo a agência russa de notícias RNA, além da Rússia, outros países aliados dos sírios recusam-se a colaborar com os planos bélicos do Ocidente.
Em Nova York, nesta tarde, ocorria uma reunião fechada dos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (Rússia, Reino Unido, China, França e EUA) sobre a situação na Síria. A reunião foi convocada por iniciativa dos Estados Unidos. Sabe-se também que a lista de participantes ainda poderá ser expandida nas próximas horas e o centro da discussão é um projeto de resolução britânico sobre o possível uso da força contra Damasco. Mais cedo, o vice-ministro do Exterior russo, Guennadi Gatilov, declarou que, se qualquer país usar a força contra a Síria, contornando o Conselho de Segurança da ONU, isso poderá ser considerado como uma flagrante violação do direito internacional.
‘Passeio no inferno’
Mas o possível bombardeio dos EUA e demais potências ocidentais, que poderá ocorrer dentro de mais algumas horas, não será uma atividade turística no Oriente Médio. Ao contrário do que ocorreu com Gaddafi, na Líbia, o governo de Damasco não está isolado. Potências nucleares como Rússia e China podem transformar a ação bélica norte-americana em “um passeio no inferno”, segundo aquelas fontes militares russas. Na ONU, ambas as nações asiáticas já vetaram qualquer ataque ou manobra militar contra os sírios. Depois, o Irã, maior potência militar do Oriente Médio, com um exército regular de dois milhões de militares efetivos e mais um milhão de guerreiros muçulmanos mobilizados, fundamenta sua sobrevivência regional na existência do regime de Damasco.
Em terceiro lugar, ainda segundo a RNA, Israel, o terceiro braço da Otan na região, encontra-se cercado por forças do Hezbolah, aliados de Síria e Irã, por um lado, e por mísseis e forças em terra do Hamas, na Faixa de Gaza; além do exército sírio, com aviões e mísseis de médio alcance. Mesmo o Iraque, com um governo xiita, é aliado preferencial do Irã e já negou seu espaço aéreo a qualquer incursão militar contra a Síria.
“Em quarto lugar, qualquer intervenção militar estrangeira na Síria desataria uma ação dos curdos contra a Turquia, aliado das forças ocidentais”, segue a agência russa de notícias, em análise divulgada nesta quarta-feira. E, por último, o Egito, hoje controlado por militares aliados dos EUA e Israel, poderá mergulhar em uma divisão anárquica, protagonizada por diferentes grupos islâmicos fundamentalistas, ainda dispersos por uma coalizão de forças que mantém o país unificado. Ao menor sinal de distúrbios na Síria, o Irã também poderá bloquear o Estreito de Ormuz, por onde escoam cerca de 40% de todo o petróleo consumido nos EUA e Europa.
Provas em contrário
Ao contrário do que afirmam a Casa Branca, em Washington, e o número 10 da Downing Street, em Londres, não há provas contundentes de que a ordem para o ataque com armas químicas à região ocupada por rebeldes, na Síria, tenha partido de Damasco. Nesta quarta-feira, segundo o especialista militar Joseph Watson, do Infowar, um sítio na internet especializado em estratégias militares, o panorama ficou ainda mais embaçado com o vazamento de um telefonema interceptado pela inteligência israelense. Segundo o serviço de inteligência de Jerusalém, a ordem para um ataque com armamento químico não teria partido do Ministério da Defesa de Assad, pois o ministro Moshe Ya’alon, em pessoa, teria telefonado, em pânico, para a unidade de armas químicas do exército sírio em busca de notícias sobre o uso de gás de nervos, em uma ação que teria matado cerca de mil pessoas, apenas uma hora depois de veiculada a notícia pelas agências internacionais.
“Por que o ministro sírio da Defesa faria um telefonema desesperado, no qual ‘exigia respostas imediatas’ para o ataque com armas químicas se fosse ele quem o ordenou”, questiona o informe da inteligência de Israel, publicado no Infowar. “O fato de que o alto comando do governo sírio aparentemente não sabia do ataque sugere, fortemente, que eles não deram a ordem para tanto, em um cenário no qual a liberação do agente químico teria sido realizado pelos próprios rebeldes ou por ‘oficiais sírios que agiram por conta própria, acima das ordens de seus superiores”, acrescentou o especialista do site Foreign Policy Noah Shachtman.
Um oficial de inteligência dos Estados Unidos também disse ao Foreign Policy que todos no Pentágono estão querendo, até agora, entender exatamente o que houve mas, seja lá quem ordenou o ataque, “fez uma coisa realmente estúpida”. Se, mesmo sem saber exatamente o que houve de verdade, porque o ataque aconteceu e quem o ordenou, sem que os técnicos das Nações Unidas investiguem o incidente, os EUA lançarem um ataque de mísseis contra a Síria, “potencialmente inflamará toda a região”, acrescenta Shachtman.
Para deixar a situação ainda mais confusa, há evidência prévias que sugerem a participação de rebeldes, com o apoio norte-americano, no preparo e uso de armas químicas em numerosas ocasiões, completamente esquecidas devido ao rumo dos acontecimentos. Na última vez que a ONU investigou evidências de uso de armas químicas na Síria, os inspetores concluíram que parecia obra dos rebeldes e não das forças regulares do regime de Assad.
“Em adendo, conversas telefônicas vazadas entre integrantes do (exército rebelde) Free Syrian Army revelaram detalhes de um plano para a liberação de armas químicas em um ataque capaz de impactar uma área de cerca de um quilômetro”, acrescenta o Infowar.
O vice-chanceler sírio, Faisal Maqdad, também disse, nesta quarta-feira, que Estados Unidos, Grã-Bretanha e França ajudaram “terroristas” a usar armas químicas na Síria, e que os mesmos grupos vão em breve atacar a Europa com essas armas. Falando a repórteres do lado de fora do hotel Four Seasons em Damasco, Maqdad disse que apresentou provas aos inspetores de armas químicas da ONU de que “grupos terroristas armados” usaram gás sarin em todos os locais dos supostos ataques.
– Nós repetimos que grupos terroristas são aqueles que usaram (armas químicas) com a ajuda dos Estados Unidos, Reino Unido e França, e isso tem que parar. Isso significa que essas armas químicas serão usadas em breve pelos mesmos grupos contra o povo da Europa – acrescentou.
Ainda assim, os navios da Marinha de Guerra dos EUA e da Frota Real do Reino Unido que estão no leste do Mediterrâneo, possivelmente, efetuarão um ataque aéreo contra alvos na Síria já na noite de quinta para sexta-feira, logo depois da votação no parlamento britânico em apoio da operação militar contra o regime sírio, informa a imprensa e televisão norte-americanas. Pressupõe-se que o ataque pode durar várias horas, entre objetivos principais citam unidades do Exército da Síria que podem potencialmente usar armas químicas, bem como os Estados-Maiores, centros de comunicação e complexos de lançamento de mísseis, afirma a mídia, se referindo a uma fonte anônima no Pentágono.

Oposição denuncia uso de fósforo branco e napalm na Síria

By on 30.8.13
A força de oposição Coligação Nacional Síria denunciou esta terça-feira que, pelo menos, dez pessoas morreram e algumas dezenas ficaram feridas em ataques das forças do regime com bombas de fósforo branco e napalm em Alepo.
Em comunicado, a aliança qualificou de "massacre horrível" o sucedido na localidade de Orum al Kubra, nos arredores de Alepo, que foi bombardeada por aviões de combate com essas substâncias.
Esta denúncia coincide com uma crescente pressão internacional contra Damasco, com ameaças de intervenção militar, depois do suposto ataque químico na passada quarta-feira nos arredores da capital e que, segundo a a força de oposição, matou 1.300 pessoas.
O Observatório Sírio dos Direitos Humanos, sediado em Londres, e os Médicos Sem Fronteiras apontam, no entanto, para cerca de 300 mortos.
Na Síria, encontra-se uma equipa de especialistas da ONU para investigar se foram usadas armas químicas no país.
A Coligação Nacional Síria não especifica quando foi perpetrado este novo ataque, ainda que diversos grupos de ativistas tenham relatado, na segunda-feira, vários bombardeamentos com "substâncias estranhas" em Orum al Kubra, afirmando que os corpos ficaram gravemente queimados e desfigurados.
A aliança da oposição apelou à comunidade internacional para compreender "a gravidade das consequências da violência sistemática do regime contra os civis e dos seus ataques ferozes em centros residenciais."
A Liga Árabe pediu hoje ao Conselho de Segurança da ONU que supere as diferenças entre os seus membros e tome medidas "dissuasoras e necessárias" contra o regime sírio, a quem responsabilizou pelo uso de armas químicas contra os civis.
Os Estados Unidos já anunciaram a sua certeza de que o regime sírio usou armas químicas e está em consultas com os seus aliados sobre uma resposta a Damasco.

Do JN 

Nota: Israel também usa o fósforo branco em seus ataques aos palestinos.

quinta-feira, agosto 29, 2013

Espionagem dos EUA atrapalha a Boeing no Brasil

By on 29.8.13
 A esperança dos Estados Unidos de alcançarem um cobiçado acordo de 4 bilhões de dólares para vender 36 caças ao Brasil sofreu um revés com as revelações recentes de que os norte-americanos espionaram comunicações da Internet brasileira.
Quando o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, sentar-se para conversar com autoridades brasileiras em Brasília na terça-feira para preparar uma visita de Estado da presidente Dilma Rousseff à Casa Branca, a venda dos jatos não estará na agenda, disse uma fonte.
"Não podemos falar dos caças agora... Você não pode dar um contrato desse para um país em que você não confia", disse uma fonte do alto escalão do governo brasileiro à Reuters sob condição de anonimato devido à sensibilidade da questão.
A autoridade disse que a visita de um dia de Kerry ao Brasil estará concentrada em restabelecer a confiança entre Washington e Brasília, abalada com as revelações sobre espionagem que geraram um grande alvoroço político no maior parceiro comercial dos Estados Unidos na América do Sul.
A Embaixada dos Estados Unidos em Brasília não quis comentar o impacto do caso de espionagem sobre a possível compra de caças norte-americanos.
"Acreditamos que a oferta da Boeing é a melhor oferta disponível aos brasileiros e ela tem o apoio total do governo norte-americano", disse um porta-voz da missão diplomática norte-americana em Brasília.
No mês passado, o jornal O Globo publicou documentos vazados pelo ex-prestador de serviços da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA) Edward Snowden que revelaram a vigilância das comunicações eletrônicas no Brasil e em outros países latino-americanos.
Irritados, senadores brasileiros questionaram a visita de Dilma a Washington em outubro e criticaram a possibilidade de assinar o contrato com os EUA para a renovação da frota de caças da Força Aérea Brasileira (FAB).
A Boeing, com o caça F-18 Super Hornet, concorre com a francesa Dassault, com o caça Rafale, e a sueca Saab, com o Gripen NG, pelo contrato avaliado em pelo menos 4 bilhões de dólares, além de prováveis encomendas futuras que podem ampliar o valor do contrato ao longo dos anos.
http://2.bp.blogspot.com/_zoGs3zfxRZ0/SunEQdDBhMI/AAAAAAAAENc/ayaU4jnPcng/s1600/Rafale_F18.JPGO contrato para fornecimento de caças para a FAB se tornou um prêmio cobiçado para as empresas de defesa, no momento em que os Estados Unidos e muitos países europeus reduzem seus orçamentos militares.
F-18 ERA FAVORITO
Uma porta-voz da Boeing se recusou a comentar sobre o estágio atual da oferta, mas disse que o eventual contrato com o Brasil é uma boa oportunidade de negócios para a fabricante de aviões norte-americana.
O Brasil tem debatido a substituição de seus defasados caças de combate há mais de uma década, num processo que passou por três presidentes. Dilma parecia estar próxima de uma decisão mais cedo neste ano, com a Boeing aparecendo como clara favorita depois de a Força Aérea norte-americana comprar 20 aviões de ataque leve da Embraer para uso no Afeganistão.
Dilma adiou uma decisão sobre os caças por conta da desaceleração econômica e da deterioração da situação fiscal do país. O orçamento do Ministério da Defesa foi reduzido em 3,7 bilhões de reais em maio e novamente em 920 milhões de reais no mês passado.
A onda de manifestações que tomou as ruas do país em junho, impulsionadas por uma ampla frustração com a qualidade dos serviços públicos e corrupção, colocou os gastos governamentais sob os holofotes e ajudou a diminuir as chances de uma grande compra, como a de caças de combate.
"Não espero que a presidente decida sobre os contratos dos caças neste ano, e ano que vem é ano de eleição, então isso pode ter que esperar até 2015", disse uma outra autoridade governamental envolvida na política de defesa.
O Ministério da Defesa, no entanto, ainda espera que Dilma assine o acordo para a compra de novos caças antes do fim deste ano.
A Força Aérea Brasileira pressionou o governo a tomar uma decisão ao anunciar publicamente que os caças atualmente usados pelo país, os Mirage 2000, de fabricação francesa e que defendem Brasília, estarão obsoletos e não poderão mais ser usados depois do último dia deste ano.
O escândalo de monitoramento da Internet, revelado por Snowden, afetou as relações entre EUA e Brasil justamente no momento em que elas caminhavam bem sob o governo Dilma.
Os laços entre os dois países eram complicados durante o mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que aproximou o Brasil de governos de esquerda da América Latina e do Irã.
A visita de Estado de Dilma aos EUA em 23 de outubro é a única do tipo que o presidente norte-americano, Barack Obama, está oferecendo a um líder estrangeiro neste ano, um indicativo da importância que seu governo dá a uma aproximação com o maior país da América Latina.
Autoridades brasileiras afirmam que jamais consideraram cancelar a visita de Dilma e que acreditam que as relações entre os dois países são fortes o bastante para deixar o caso de espionagem para trás.
Mas o governo brasileiro quer uma explicação melhor do que a que obteve até agora sobre o que a NSA queria e qual a amplitude da vigilância norte-americana sobre as comunicações brasileiras, disseram as autoridades.


França aposta em duas exportações de Rafale até 2019

By on 29.8.13

O governo francês anunciou hoje que deve comprar 26 aviões de caça Rafale de 2014 a 2019, ao invés dos 60 que estavam previstos com a companhia Dassault Aviation. A França, entretanto, aposta no fechamento de pelo menos dois contratos de exportação dos aviões durante este período: com a Índia e, eventualmente, com o Brasil.

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O projeto de lei de programação militar francês foi apresentado nesta sexta-feira ao conselho de ministros. O ministério da Defesa, que não sofre cortes orçamentários como outras pastas, vai aproveitar para renovar equipamentos antigos do Exército, cujo número de funcionários será reduzido.
A França havia encomendado 180 unidades do avião de caça - um dos mais sofisticados do mercado, porém jamais exportado. Destes, 120 já foram entregues e os 60 restantes o seriam até 2019. Entretanto, na expectativa de finalmente fechar contratos internacionais, o governo e a construtora acertaram reduzir o ritmo de entrega dos aviões, para não prejudicar o ritmo de entrega das futuras encomendas estrangeiras. A Dassault fabrica 11 unidades por ano, e avalia que uma produção mais acelerada seria inviável.
A maior esperança de vendas é com a Índia, onde o ministro da Defesa, Jean-Yves Le Drian, esteve na semana passada. A negociação do contrato com o país já dura dois anos e deve resultar na compra de 126 Rafales pelos indianos. O valor da compra é estimado em 15 bilhões de dólares.
As negociações também seguem com o Brasil, os Emirados Árabes Unidos, o Catar e a Malásia. “Não há preocupações sobre a empresa Dassault”, assegurou o ministro. “Estou muito confiante na capacidade de exportação do Rafale nos próximos meses.”
Devido à crise internacional, a presidente Dilma Rousseff paralisou as negociações para a renovação da frota da Força Aérea Brasileira. O antecessor dela, Luiz Inácio Lula da Silva, chegou a anunciar que o vencedor da concorrência - entre os Rafale, os Boeing americanos e os Grippen suecos - seriam os franceses, antes de voltar atrás na decisão. 

Do RFI

Siria: Arábia Saudita poderia estar querendo comprar apoio russo contra Bashar al-Assad

By on 29.8.13
A Arábia Saudita pode comprar grandes quantidades de armas da Rússia e não irá desafiar a posição russa de maior fornecedora de gás para o mercado europeu se Moscou reduzir seu apoio ao regime do Presidente, sírio Bashar al-Assad. A informação é da agência de notícias Reuters, que citou na quarta-feira, 7, fontes do Oriente Médio e diplomatas ocidentais.
Informantes da oposição síria próximas a Riad disseram que o chefe da inteligência saudita, o Príncipe Bandar bin Sultan, formulou esta proposta ao Presidente russo, Vladimir Putin, com quem teve uma reunião em Moscou na semana passada. Supostamente, foram mencionados contratos militares no valor de US$ 15 bilhões.
http://2.bp.blogspot.com/-p895wtu-z1Q/UIClC74JbXI/AAAAAAAAJio/ccSgQ-Tviik/s400/Terror+anti-Russia-Clearing_A_Path.jpgUma fonte do Golfo Pérsico familiarizada com o assunto confirmou que o príncipe havia se oferecido para comprar grandes quantidades de armas russas, mas sem especificar as quantidades envolvidas. O porta-voz de Putin, Dmitri Peskov, e o representante oficial do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Arábia Saudita não estavam disponíveis para comentar o assunto, de acordo com a Reuters.
Um diplomata ocidental no Oriente Médio, por sua vez, disse que o presidente russo dificilmente aceitaria trocar a alta posição da Rússia nesta região por um contrato militar, por mais expressivo que fosse.

43 Caças: 37 MiG-35 e 7 MiG-29K para a India

By on 29.8.13
A corporação aeronáutica russa MiG concluiu, nesta quarta-feira, 28, no Salão Aeroespacial Internacional MAKS 2013, dois contratos adicionais de venda de aviões para a Força Aérea da República indiana. Somente por esta compra, a Índia pagará à empresa US$ 55 milhões, além dos contratos que já estão em vigor. A companhia fornecerá seis caças MiG-29K de quarta geração e outros 37 MiG-35.
Também nesta quarta-feira, os Ministérios da Defesa russo e indiano informaram que, pela primeira, um caça MiG-29K realizou um pouso noturno no convés do porta-aviões indiano Vikramaditya durante testes no Mar de Barents. A Rússia vendeu à Índia este porta-aviões que, quando fazia parte da frota da extinta União Soviética, tinha o nome de Almirante Gorshkov.

O Vikramaditya está realizando testes de mar e, depois de aprovado, será definitivamente entregue pela Rússia à Índia.

Siria: Forças Ocidentais ja estão em posições estratégicas

By on 29.8.13
As forças americanas estão “prontas” a lançar ataques na Síria se o Presidente Barack Obama assim o ordenar. A declaração foi feita pelo secretário da Defesa norte-americano, Chuck Hagel, depois do secretário de estado Jonh Kerry já ter garantido que o ataque com armas químicas da semana passada não ficará impune.
Se os Estados Unidos avançarem com uma intervenção militar na Síria, não vão sozinhos.
O Reino Unido também já se mostrou preparado, França e a Turquia também. Os alemães, em pelo período eleitoral, são mais cautelosos, mas devem juntar-se aos aliados do Ocidente.
Do outro lado, estão a Rússia e a China, há muito aliados de Bashar al-Assad, mas que só se devem comprometer com ajuda financeira e com material bélico. Além disso, o Irão também está ao lado do governo de Damasco e continua a avisar os Estados Unidos de que não devem avançar para a Síria.
Entretanto, responsáveis do Canadá, Itália, Qatar, Jordânia e Arábia Saudita estão reunidos em Amã para avaliar a situação. E por definir estão também as posições da NATO, que se vai reunir de emergência em Bruxelas e da ONU, que contará sempre com o veto da Rússia e China. A Liga Árabe apenas condenou o ataque com ármas químicas..
Mas ainda sem decisão tomada já há posições militares a ser ocupadas nas região da Síria. O gigante dos mares norte-americano, o porta-aviões USS Truman deixou o mar Mediterrânio em direção ao Mar Vermelho. Os Estados Unidos mantiveram também parte das tropas e dos F-16 que estavam na base que têm na Jordânia. Além disso, têm uma importante base militar em Incirlik, na Turquia.
Os ingleses também têm uma base militar no Chipre e há indicações de que há pelo menos um submarino britânico nas águas do Mediterrâneo.
França, que entretanto disse que está pronta para punir os autores do ataque da passada quarta-feira, já tem operacional o porta-aviões nuclear Charles de Gaulle. O navio está no porto de Toulon.
Além disso, o exército francês tem também caças estacionados na base militar que têm perto de Abudabi, nos Emirados Árabes Unidos.
Todas estas movimentações militares e diplomáticas podem indiciar que uma intervenção internacional na Síria pode acontecer nas próximas horas.

Estados Unidos lançam satélite espião gigante ao espaço

By on 29.8.13
Um satélite espião gigante foi lançado com sucesso nesta quarta-feira (28) nos Estados Unidos. O foguete Delta Quatro decolou da Base Aérea de Vandenberg, a 200 quilômetros de Los Angeles, levando a bordo o maior satélite espião já construído nos Estados Unidos.

Como a missão é secreta, nenhum outro detalhe foi revelado. Para diminuir o barulho, os três motores não foram ligados ao mesmo tempo e toda a região foi esvaziada. 

Do G1

Cientista sugere que vida começou em Marte antes de chegar à Terra

By on 29.8.13
http://2.bp.blogspot.com/-sNSq09dkHG8/UNYblOeNNSI/AAAAAAAAB6I/0FvhbGxCx1U/s1600/marte_blogger.jpgUm estudo apresentado em uma conferência científica sugere que a vida pode ter começado em Marte antes de chegar à Terra. A teoria foi apresentada pelo químico Steven Benner, do Instituto de Ciência e Tecnologia de Westheimer (EUA), em na Conferência de Goldschmidt, em Florença, na Itália.

Do Terra

O professor Steve Benner, do Instituto Westheimer para a Ciência e a Tecnologia, nos EUA, é um dos especialistas a acreditar que um elemento que se crê ser crucial para o início da vida só estaria disponível na superfície marciana. Estas "sementes da vida" teriam então chegado à Terra em meteoritos resultantes de impactos fortes ou erupções vulcânicas em Marte.
"As provas parecem ser cada vez mais fortes de que na realidade somos todos marcianos. Que a vida começou em Marte e veio para a Terra numa rocha", afirmou, na conferência Goldschmidt, que decorre entre 25 a 30 de agosto em Florença, Itália.
"É uma sorte termos acabado aqui, uma vez que a Terra é, sem dúvida, o melhor dos dois planetas para manter a vida. Se os nossos hipotéticos antecessores marcianos tivessem ficado em Marte, poderia não haver história para contar", sublinha.
A "semente da vida" a que Benner se refere é o elemento molibdénio, considerado um catalisador que terá  ajudado a evolução de moléculas orgânicas para as primeiras formas de vida.
"Esta forma de molibdénio não existia na Terra na altura que a vida começou, porque há três mil milhões de anos a superfície da Terra tinha muito pouco oxigénio, mas Marte tinha", acrescenta.

Do Visão

Tigres Suiços para o Uruguai?

By on 29.8.13
O Uruguai segue a busca por caças para equipar a sua Força Aérea. Desta vez o caminho seguido foi o da Suíça que ofereceu um lote de caças F-5 sem custo de aquisição que seriam atualizados e revisados pela empresa Suíça RUAG onde eventualmente seriam atualizados (neste caso os Uruguaios pagariam o custo da atualização). O Uruguai nutre o desejo de se equipar com caças F-5 desde os anos 70.

Outra possibilidade aventada seria a compra de um lote dos Russos Yak-130 e neste caso o problema esbarra na ausência de radar para equipar a aeronave.(requisito considerado obrigatório para a aquisição). Embora já tenha sido considerado a instalação deste, tanto de modelo russo ou brasileiro, entretanto até o momento não há nada concreto.

Apesar de declarações recentes do governo envolvem cortes ainda mais graves para o orçamento de defesa é francamente esperado um acordo para 2014 no sentido de substituir a atual frota de aeronaves de combate do Uruguai.

By Vinna com informações do Infodefensa

F-18? Dilma vai a Washington

By on 29.8.13

http://2.bp.blogspot.com/_zoGs3zfxRZ0/SunEQdDBhMI/AAAAAAAAENc/ayaU4jnPcng/s640/Rafale_F18.JPG
A dois meses da visita que a presidente Dilma Rousseff fará à Casa Branca em outubro, a expectativa de que o evento viesse a marcar um aprofundamento das relações com os Estados Unidos se dissipou após a cobrança pública de explicações que o chanceler Antonio Patriota fez há duas semanas ao secretário de Estado, John Kerry, sobre o monitoramento de comunicações de brasileiros pela National Security Agency (NSA), o serviço americano de espionagem eletrônica. O clima azedou um pouco mais com a detenção pela Scotland Yard, em Londres, com base em lei antiterrorismo, de David Miranda, o companheiro brasileiro de Glenn Greenwald, o jornalista americano residente no Rio de Janeiro que vem revelando as informações sobre as atividades de NSA coletadas pelo ex-analista da CIA Edward Snowden. Nesse ambiente, complicaram-se entendimentos que Brasília e Washington vinham alinhavando para anunciar em 23 de outubro, quando o presidente Barack Obama receberá a colega brasileira ao som de trombetas, nos jardins da Casa Branca.
O episódio certamente reduziu o espaço para os exageros retóricos que costumam marcar esses eventos. Isso não é mau. Realismo e transparência no diálogo entre Washington e Brasília são um bom caminho para tornar a visita de Dilma Rousseff um acontecimento substantivo, que ajude a tornar a relação bilateral mais produtiva. São positivas, nesse sentido, a decisão de Barack Obama de reavaliar as práticas da NSA, hoje alvo de fortes críticas nos EUA, e o reconhecimento por Kerry da necessidade de responder às dúvidas do governo brasileiro. Funcionários das áreas técnica e política dos dois países já iniciaram reuniões sobre as atividades da NSA. Fontes americanas admitem que uma maior transparência com países amigos abrangidos pela espionagem eletrônica da NSA teria neutralizado os efeitos das revelações.
O aprofundamento das relações entre os dois países depende de uma atmosfera de confiança mútua que permita a troca de informações sigilosas entre agências de ambos os governos. O Acordo de Assistência Legal Mútua, assinado há 12 anos, por exemplo, funcionou bem no começo, mas perdeu efetividade diante da dificuldade de acesso pela Justiça brasileira a informações relevantes para investigações criminais guardadas em bases de dados de mídias sociais nos EUA. O uso efetivo do Acordo de Intercâmbio de Informações Tributárias, em vigor desde maio deste ano, depende de confiança. Essa é também a condição para a finalização de entendimentos sobre iniciativas que estão na pauta da visita de Dilma, como um programa experimental de acesso de brasileiros ao sistema Global Entry, para facilitar o ingresso de viajantes brasileiros aos EUA, e a revisão de um acordo de 2000 sobre o uso da Base de Alcântara para lançamento de satélites de comunicação dos EUA.
Da confiança mútua dependem, obviamente, iniciativas mais ambiciosas e de interesse estratégico de Washington e Brasília. Uma delas é uma eventual decisão do Palácio do Planalto de reequipar a Força Aérea Brasileira com caças americanos F18 Hornet. Outra é ampliação do mercado de aviões militares da Embraer nos EUA, aberta no ano passado com a aquisição de Super Tucanos pela Usaf. Outra, ainda, passa pelo apoio de Washington à aspiração brasileira a uma cadeira permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas. Improváveis no curto prazo, todas são ingredientes de uma possível negociação que pode avançar na visita de Dilma e dar lastro à relação bilateral reconstruída no atual governo, depois do curto-circuito provocado pelos episódios de Honduras e do Irã, no final da administração Lula.
Uma boa notícia, nesse aspecto, é a esperada continuação do envolvimento do embaixador dos EUA, Thomas Shannon, que se está despedindo de Brasília, no diálogo entre os dois governos. Shannon, que se ocupa do assunto há 12 anos, continuará esse trabalho num alto cargo que assumirá no Departamento de Estado depois da visita de Dilma. Ele terá, agora, um influente aliado no vice-presidente Joseph Biden, que visitou Brasília no final de maio e abriu um canal de diálogo político com o Planalto. Em 19 de julho Biden telefonou para Dilma para falar sobre as atividades da NSA. Ao receber Kerry, há duas semanas, a presidente indicou que o governo continua aberto à proposta dos caças americanos. "Seu vice-presidente pode me vender qualquer coisa", teria dito a presidente ao secretário de Estado, numa mostra de sua simpatia por Biden.
Como costuma afirmar, Shannon acredita que os interesses permanentes dos EUA e do Brasil, a começar pela estabilidade nas Américas, são mais convergentes do que divergentes. O crescente número de voos entre os dois países, os 10 mil bolsistas do Ciência sem Fronteiras - 25% do total - que escolheram estudar em universidades dos EUA, a expansão da presença de empresas brasileiras no mercado americano e as variadas e crescentes interligações das duas sociedades respaldam essa avaliação. Na ótica de Washington, mais cedo ou mais tarde as pressões internas por uma abertura da economia brasileira, sua integração a cadeias produtivas de alto valor, à la Embraer, e a redução dos entraves ao investimento estrangeiro produzirão resultados, por uma razão principal: sem políticas de liberalização econômica o País não sairá do atoleiro do crescimento medíocre e de baixa qualidade em que se meteu.
Segundo altos funcionários, o governo Obama aposta que Dilma Rousseff deseja desenvolver laços mais próximos e eficazes com os EUA e continuará empenhado em construir canais de diálogo e ampliar os já existentes, à espera de que a dinâmica interna do País faça sua mágica.
*Paulo Sotero é jornalista e diretor do Brazil Institute do Woodrow Wilson International Center For Scholars, em Washington.

Video: Um drone controlado pelo Google Glass

By on 29.8.13
O Google Glass é um aparelho que tem usos praticamente infinitos: É um computador inteiro, com todas as suas possibilidades, acoplado à visão do seu usuário. Talvez seja por isso que frequentemente existem pessoas inventando novos usos para ele, uns mais criativos que os outros. Dessa vez, Blaine Bublitz, desenvolvedor da empresa IcedDev, implementou um método de controlar um Drone através do movimento da cabeça com os óculos. Um Drone é um tipo de avião de dimensões reduzidas controlado à distância por algum dispositivo eletrônico, dispensando uma tripulação presente.
 
De acordo com o que o desenvolvedor disse em seu blog, o sistema já é funcional, mas tem algumas pequenas falhas, como em uma certa ocasião em que o drone se dirigiu para a direção certa com três vezes a velocidade que ele deveria ter neste momento. 
O código usado para esta função trata-se de uma adaptação de um outro criado anteriormente para a movimentação de um robô sobre rodas em relação a um sensor LeapMotion. Portanto, embora Bublitz tenha utilizado o Drone como prova de conceito, o código pode ser utilizado para movimentar praticamente qualquer tipo de robô.
 
Os interessados que possuam um Google Glass podem baixar o código para testar através da página de Blaine no GitHub.
 
 


Ação na Síria pode afetar recuperação econômica global, temem analistas

By on 29.8.13
O envolvimento de potências internacionais no conflito interno da Síria pode afetar a recuperação econômica global, segundo analistas ouvidos pela BBC Brasil.
Estima-se que a guerra civil na Síria já matou 100 mil pessoas nos últimos dois anos. Com a revelação sobre o uso de armas químicas em um ataque na semana passada, Estados Unidos, Grã-Bretanha e França estão liderando esforços para intervir militarmente na região.

A possível ação – em discussão no Conselho de Segurança da ONU – acontece em um momento em que países desenvolvidos davam sinais de que estavam emergindo da crise econômica dos últimos anos.
Os dados mais recentes sobre o desempenho econômico dos Estados Unidos e da Europa, referentes ao segundo semestre, foram todos acima do esperado.

Petróleo

A principal preocupação dos analistas de economia é com o preço do petróleo. Durante a quarta-feira, o preço do petróleo (Brent bruto) chegou a operar no maior patamar desde maio de 2011.
No começo da semana, o preço do barril avançou 4% e chegou a US$ 117 – o patamar mais alto em cinco meses.
"Desde segunda-feira, houve essa disparada sem precedentes do preço do petróleo, e tudo isso é devido às especulações sobre a Síria", afirma Edward Hardy, analista de mercado da RanSquawk, consultoria londrina.
A Síria não é um grande exportador de petróleo e sequer figura entre os 30 maiores produtores mundiais, mas os acontecimentos no país podem ter reflexo no resto do Oriente Médio.
A Síria abriga importantes linhas de suprimento. Um dos oleodutos mais importantes da região, o Kirkuk-Ceyhan, passa pelo país. O duto é o maior escoador do petróleo do Iraque – sétimo maior produtor mundial – para a Turquia, de onde é exportado para o resto do mundo.
Hardy diz que, caso as potências internacionais entrem em um conflito com o governo, há temores de corte de abastecimento nessa linha. Na segunda Guerra do Golfo, em 2003, um oleoduto que liga o Iraque ao Mediterrâneo via Síria foi bombardeado, e nunca mais voltou a ser usado.
"Um aumento no preço do petróleo tem potencial para afetar os preços nos Estados Unidos e Europa, assim como a confiança dos consumidores e o crescimento econômico nesses mercados, que estão se recuperando."
Hardy destaca que, por ora, a instabilidade no preço do petróleo acontece apenas no curto prazo, e que o conflito teria que sofrer uma escalada para que seu efeito seja mais duradouro.

Instinto

Para Nick Lewis, analista de risco da Capital Spreads, nas próximas semanas será possível saber qual será a dimensão da ação internacional na Síria, o que deve deixar mais claro quais serão as expectativas dos investidores.
"Na última vez que tivemos um cenário parecido [em 2003, na véspera da invasão do Iraque], o preço do petróleo subia porque havia muita demanda, já que a economia global estava bem. Agora é diferente. O problema é que há risco de pouca oferta", diz Lewis.
Mas para o economista sênior do banco londrino Standard Chartered, Philippe Dauba-Pantanacce, a súbita alta do petróleo foi uma reação "instintiva" dos mercados, e não se sustentará no longo prazo.

"Se o passado na região serve de referência, as duas Guerras do Golfo provocaram reações instintivas desde tímidas – em março de 2003 – a abruptas – em agosto de 1990 – nos dois principais mercados de petróleo, o WTI e o Brent. Mas os mercados rapidamente voltaram à normalidade", diz Dauba-Pantanacce.
"O maior risco no momento é de um aumento abrupto no preço de todas as commodities, que provocaria um aumento na inflação e uma deterioração nas balanças de pagamentos dos países, sobretudo nos países mais frágeis. Mas este não é o cenário que prevemos."


Bolsas

Lewis acredita que o preço do petróleo pode influenciar na recuperação das economias da Europa e Estados Unidos, mas para ele outro fator neste momento é mais importante para os mercados do que a situação na Síria.
Para o analista de risco da Capital Spreads, a recuperação dos países ricos está mais ligada ao programa de estímulo monetário dos Estados Unidos (QE3). Este mês, o governo prometeu dar fim ao programa, mas não anunciou como e nem quando isso será feito.
"No médio e longo prazo, isso é mais importante nos mercados globais, pois afeta também as bolsas de valores", diz ele. Lewis lembra que as bolsas em países emergentes já estão tendo forte volatilidade devido ao QE3.
Mas o conflito na Síria também provocou oscilações nas bolsas esta semana.
O Dow Jones, de Nova York, caiu bruscamente na terça-feira, atingindo o menor nível em dois meses. O movimento foi acompanhado pelos índices de Londres, Frankfurt e Paris. Na quarta-feira, houve leve recuperação nos Estados Unidos.
O preço do ouro subiu quase 2%, atingindo US$ 1.420 por onça. A commodity é sempre vista como um porto seguro por investidores durante períodos de alta instabilidade.

Da BBC

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