GeoEstratégia, Aviação, Defesa, História, Conflitos, dentre outras coisas...

segunda-feira, abril 24, 2017

Eurofighter Typhoon II de numero 500 é entregue a Itália

By on 24.4.17
A Força Aérea italiana recebeu o exemplar de numero 500º do Eurofighter Typhoon II. A aeronave foi entregue na unidade Leonardo de Turim.

"A frota de 500 Eurofighter Typhoon II representa uma das maiores forças do hemisfério oeste e sera a espinha dorsal da força militar da Europa durante as próximas décadas", disse o CEO da Eurofighter Jagdflugzeug, Volker Paltzo na cerimonia de entrega. 
As forças armadas da Europa tem operado o Typhoon II desde 2003, quando o primeiro foi entregue à Real Força Aérea (RAF). O 100º. caça foi recebido pela RAF em setembro de 2006 e a Força Aérea Alemã recebeu o 400º em 2013.
O Eurofighter é fruto da colaboração de três importantes contratantes da indústria de Defesa, como a Airbus, BAE Systems e Leonardo. Entre os clientes estão as forças armadas da Grã-Bretanha, Alemanha, Espanha, Itália, Áustria e Arábia Saudita.

sábado, abril 22, 2017

Ingleses compram tanque de guerra e acham barras de ouro escondidas no blindado

By on 22.4.17
Nick Mead e Todd Chamberlain administram a Tanks-a-Lot, empresa em Helmdon (Inglaterra) que compra blindados fora de atividade e os reforma. Estão acostumados a buscar preciosidades.

Eles só não esperavam encontrar uma outra preciosidade ao adquirir por cerca de R$ 117 mil um tanque russo T54/69 para a coleção de mais de 150 veículos militares.

Quando restauravam o blindado, a dupla foi verificar se havia munição no tanque de combustível. Não havia. Havia, na verdade, em vez de diesel, cinco barras de ouro (cada uma pesando 5 quilos), avaliadas em R$ 7,8 milhões, segundo estimativa da dupla.

Os ingleses acreditam que as barras tenha sido saqueadas por militares iraquianos de algum palácio durante a invasão do Kuwait, que deu origem à Guerra do Golfo, em 1990. O tanque foi capturado pelas forças britânicas e enviado para o Reino Unido.

Nick e Todd entregaram o ouro à polícia, contou o "Sun". Ficaram apenas com um recibo emitido pela força policial. O destino do ouro foi um depósito em Londres.

Do O Globo

sexta-feira, abril 21, 2017

Portugal vai submeter parte de sua frota de F-16 a um programa de Upgrade

By on 21.4.17
A Força Aérea Portuguesa está a optar por reparar as aeronaves F-16 em vez de as modernizar, indo ao encontro do consórcio de países europeus que utilizam este tipo de aviões, informa o “Diário de Notícias” desta quarta-feira. Ao utilizar os F-16 de quinta geração, comprando novos, os custos seriam dez vezes superiores e implicaria um investimento maior.
De acordo com fontes militares contactadas pelo jornal, modernizar os 30 F-16 disponíveis no país dessa forma envolveria um investimento da ordem dos 500 milhões de euros, ou seja, 16,6 milhões cada um (valores indicativos). Segundo explicaram as fontes das forças de defesa nacional ao DN, seguir o exemplo dos restantes países seria uma medida “onerosa [e] prematura face ao potencial de exploração ainda existente”, conforme está estipulado na Lei de Programação Militar.
Em meados de março, aquando da visita de Marcelo Rebelo de Sousa ao Comando Aéreo de Monsanto, a Força Área Portuguesa aproveitou a ocasião para avançar com números nunca antes conhecidos: no ano passado, parelhas de F-16 descolaram 21 vezes para deter aeronaves suspeitas que entraram no perímetro sob jurisdição portuguesa. A informação, que foi avançada pelo “Expresso”, indicou que o Brigadeiro-General Paulo Mateus referiu, por exemplo, o caso das aeronaves russas, mas não se prolongou mais nas explicações sobre as missões.

quinta-feira, abril 20, 2017

Nasa anuncia ter encontrado condições para vida em lua de Saturno

By on 20.4.17
Encélado, uma pequena lua na órbita de Saturno, pode abrigar vida, segundo um anúncio da Nasa nesta quinta-feira. A agência espacial dos Estados Unidos revelou a descoberta de um oceano subterrâneo com várias condições que possibilitariam a existência de organismos vivos.

As descobertas foram detalhadas em artigo publicado na revista científica Science. A agência, no entanto, deixa claro que a descoberta de hoje não significa que qualquer tipo de ser biológico já foi encontrado. O anúncio apenas aponta que existe água, os componentes químicos e as fontes de energia necessárias para que a vida se prolifere.

De acordo com os cientistas, Encélado tem uma superfície congelada, mas por baixo dela está um oceano de água salgada com níveis de hidrogênio, produzido como uma reação entre a água quente e rochas, que indicam que há fontes de energia como as fontes hidrotermais que são encontradas no planeta Terra e que poderiam gerar o calor o suficiente para sustentar vida.

Para quem não sabe, as fontes hidrotermais são os espaços em que a água do mar se encontra com o magma, formando nuvens de elementos químicos. Na Terra, essa situação é altamente favorável para a proliferação de vida, com ecossistemas inteiros do fundo do oceano sobrevivendo dessa forma; os cientistas acreditam que o mesmo possa acontecer em Encélado.

As suspeitas com Encélado datam de 2015. Na ocasião, a sonda espacial Cassini passava perto da lua e acabou detectando uma nuvem de vapor que conseguiu escapar pelos vãos da superfície congelada. Foram detectados água, gelo, metano, sais, outros compostos de carbono e silicatos, segundo os pesquisadores. Os elementos químicos servem como alimento para micro-organismos na Terra e poderiam fornecer a energia para micróbios na lua de Saturno também.

Com isso, a lua se junta a Marte, que já teve água líquida detectada, como principais candidatas a abrigar a vida como conhecemos no nosso Sistema Solar. Outro possível nome é Europa, na órbita de Júpiter, que deve receber uma sonda na próxima década para estudar melhor a situação com instrumentos para medir calor e penetrar o gelo atrás de fontes hidrotermais. A agência indica que há algumas evidências como as de Encélado que apontam a possibilidade de existência de condições para vida.

quarta-feira, abril 19, 2017

Bahrein mais próximo dos seus F-16

By on 19.4.17
Governo Norte Americano informou ao Congresso o plano de reiniciar o período de análise para a venda de 19 caças Lockheed Martin F-16 ao Bahrein, juntamente com 23 motores e outros equipamentos relacionados. A informação foi divulgada por uma fonte do Congresso no último dia 29/3.

O Congresso fora originalmente notificado da venda em setembro de 2016 pelo ex-presidente Barack Obama, mas foi sobrestada em razão de problemas relacionado aos direitos humanos.

Do Sputnik  

terça-feira, abril 18, 2017

Black Hawk Saudita se acidenta

By on 18.4.17
Um helicóptero Black Hawk pertencente ao exército saudita caiu no Iêmen, matando pelo menos 12 pessoas, segundo a agência de notícias saudita SPA.

SPA informou que o acidente aconteceu enquanto as forças armadas estavam realizando tarefas operacionais na província de Marib no Iêmen.

Quatro oficiais e oito suboficiais das forças armadas sauditas foram mortos quando o helicóptero caiu.

A causa da queda não é conhecida e está sendo investigada, acrescentou a agência.

segunda-feira, abril 17, 2017

Nigéria mais proxima dos seus Super Tucano.

By on 17.4.17
A venda do Super Tucano à Nigéria deverá ser aprovada “dentro de semanas” pelo Governo Norte Americano, segundo o Washington Post. A Nigéria vem tentando adquirir a aeronave da Embraer desde 2015, mas acaba esbarrando em impedimentos do Conselho de Segurança dos EUA, que já acusou as forças armadas nigerianas de terem atacado a população civil em pelo menos três oportunidades. O Negócio se aprovado ficará a cargo da fabricante norte-americana Sierra Nevada Corporation, parceira da Embraer nos EUA. Esse mesmo acordo já foi realizado com os Super Tucano transferidos ao Afeganistão, que são modelos fabricados pela empresa norte-americana. O termo inicial prevê a aquisição de 12 aeronaves e armamentos por US$ 600 milhões. O principal objetivo dos nigerianos com os Super Tucanos é apertar a luta contra o grupo terrorista Boko Haram. Dos 14 clientes internacionais do Super Tucano, quatro deles estão na África. Além de ser cotado para equipar a frota da Nigéria, a aeronave desenvolvida no Brasil já é operada pelas forças armadas de Angola, Burkina Faso, Mal e Mauritânia. Gana e Senegal também têm planos de adquirir o avião.

segunda-feira, abril 10, 2017

Argentina, Colômbia, Peru, Venezuela e Uruguai avaliam compra de material belico russo

By on 10.4.17
Diversos países da América do Sul estão avaliando a possibilidade de comprar caças, veículos de desminagem e helicópteros multipropósito russos.

A informação foi divulgada pelo vice-presidente executivo da Rosoboronexport (estatal russa responsável pelas vendas de equipamento militar ao exterior), Serguêi Ladiguin, que comanda a delegação da corporação na feira de defesa e segurança LAAD-2017, no Brasil.

“Argentina, Colômbia, Peru, Venezuela e Uruguai estão entre os países que avaliam a compra de aviões de combate russos”, disse o vice-presidente da Rosoboronexport. “Em grande medida, o interesse aumentou após a operação da força aérea russa na Síria.”

Ainda segundo Ladiguin, a indústria russa de helicópteros também vem se desenvolvendo de forma intensa. Entre os modelos novos da empresa, o empresário destaca os Mi-38, os Ansat e os Mi-171A2. “Solicitações de encomenda do helicóptero Ansat foram recentemente recebidas do Chile e do Paraguai”, acrescentou.
A LAAD, exposição militar mais importante da América Latina, foi aberta na terça-feira (4) no Rio de Janeiro e será encerrada nesta sexta.
Perspectivas de cooperação
Entre 2005 e 2010, a cooperação técnico-militar entre a Rússia e a América Latina ganhou fôlego após décadas de congelamento. A conjuntura econômica internacional, a necessidade crescente na modernização e na renovação da tecnologia militar e os novos desafiam à segurança, como a luta contra o narcotráfico, estimularam esse movimento.
Durante essa época, a Venezuela, por exemplo, adquiriu caças Su-30MK2 e helicópteros militares Mi-35, e o Peru (segundo cliente mais importante para a Rússia no setor militar) comprou 30 helicópteros multipropósito Mi-17 e vários modelos de combate Mi-35.
Atualmente, o Brasil também utiliza os helicópteros russos – entre eles, o Mi-35, usado para vigiar as zonas fronteiriças e detectar aviões de narcotraficantes, e helicópteros civis Mi-171A e Ka-32A11BC, que realizam trabalhos para a Petrobras.

Mi-35M é peça fundamental do patrulhamento de fronteiras brasileiras (Foto: Joao Paulo Moralez/Russian Helicopters)
 
No entanto, desde 2013, o volume de exportações de equipamento russo à região estão em declínio. Um dos motivos, segundo especialistas, seria a mudança de governo em vários países locais, que hoje priorizam os contatos com parceiros dos EUA e da UE.
“Atualmente, a grande maioria dos governos na região são de centro-direita e, historicamente, tendem a colaborar mais com os Estados Unidos e países da Europa. É claro que também vão desenvolver suas relações nesse sentido”, explicou à Gazeta Russa o especialista militar independente Iúri Grómov.
“Mas há outro fator que prejudica a Rússia: novos governos geralmente anunciam a intenção de realizar uma investigação sobre o fornecimento de armas russas que ocorreu durante o governo anterior. Isso acontece, por exemplo, no Peru”, acrescentou.
Outro fator que retarda a entrega de armas russas para a América Latina é a tendência de desenvolver a indústria militar local. Em geral, quando um país fecha um contrato para a compra de armas, também estabelece como condição o recebimento da tecnologia.
Essa situação explica, em partes, o motivo pelo qual a entrega de sistema de defesa aérea Pantsir-S1 para o Brasil não vingou.
“No entanto, se a Rússia for capaz de encontrar um equilíbrio de interesses e desempenhar o papel de doador de tecnologia exclusiva para a América Latina, isso vai fortalecer suas posições na região”, sugere o especialista do Centro de Estudos da Sociedade em crise, Aleksêi Krivopálov.
De satélites a submarinos
Durante o evento no Rio de Janeiro, a Rosoboronexport está apresentando 180 armas e equipamento militar, incluindo os aviões de treinamento Yak-130, os caças Su-35 e os helicópteros de ataque Mi-28HE e Ka-52, entre outros.
Além disso, nos salões da Roscosmos (agência espacial russa), da NPO TI e da RSC Enérguia, são exibidos os últimos avanços em satélites, foguetes e estações espaciais.

Submarino da classe Amur-1650 é um dos destaques russos em feira no Brasil (Foto: CKB Rubin)
 
Já a empresa United Shipbuilding Corporation (USC, na sigla em inglês), a principal empresa nacional de construção navios e submarinos de guerra, está apresentando no Rio de Janeiro as maquetes do submarino da classe Amur 1650, dotado de um sistema de propulsão independente do ar, e do submarino diesel-elétrico Amur-950, da Rubin.
Paralelamente, a United Aircraft Corporation (UAC, na sigla em inglês), exibe sete modelos de aeronaves, entre eles o caça MiG-29.

domingo, abril 09, 2017

Avionics: VANT Caçador aprovado como Produto Estratégico de Defesa

By on 9.4.17
Avionics Services S/A e a Israel Aeroespace Industries (IAI), divulgaram a informação de que o Ministério da Defesa do Brasil reconheceu o ARP Caçador, que teve sua nacionalização feita em sua unidade industrial em Botucatu, como a primeira Aeronave Remotamente Pilotada (ARP) a receber a aprovação do Ministério, enquadrado como Produto Estratégico de Defesa.
“O protótipo em nossa base localizada em Botucatu (SP), aeródromo SDBK, fez com sucesso vários voos de teste, depois de cumprir todos os regulamentos e obter todas as aprovações e permissões de voo exigidas pelas Autoridades Governamentais Brasileiras”, divulgou a Avionics.
Agora o avião não tripulado, mas controlado por um complexo sistema de controle via satélite, vai ser apresentado na “LAAD Defence & Security”, feira internacional a ser realizada entre os dias 4 e 7 de abril, no Riocentro, Rio de Janeiro.
Em Fevereiro, no dia primeiro o diretor da Avionics João Batista Vernini esteve reunido com o diretor do Departamento de Produtos de Defesa do Ministério da Defesa, Brigadeiro do Ar José Augusto Crepaldi Affonso, apresentando os resultados positivos da fase de testes da aeronave.
O ‘avião’ ARP Caçador é uma versão brasileira do ‘UAV Heron-1’, desenvolvido pela Israel Aerospace Industries (IAI). O Caçador, como produto, está de acordo com os requisitos de DCN (Declaração de Conteúdo Nacional). A versão israelense é usada em mais de 20 países.
“A aprovação do ARP “Caçador” como PED (Produto Estratégico de Defesa) demonstra a competência e capacidade da Avionics Services na implantação de tecnologias de ponta e na liderança nos mercados de ARP (UAVs) da América Latina e Brasil, com o suporte constante da equipe da IAI”, comentou a Avionics.
O “Caçador”, oferece sistemas estratégicos para clientes em Civis e Militares, garantindo suporte local e resposta imediata aos clientes nessas regiões.
CAÇADOR VOA A 30 MIL PÉS E TEM RAIO DE AÇÃO DE 1000 km
Dentre as características, o Caçador é um VANT de média altitude e longa duração, capaz de voar mais de 40 horas, a uma altitude de até 30.000 pés e Raio de ação de 1000km.
O peso máximo de decolagem do VANT é de 1.270kg, que lhe permite transportar múltiplas cargas úteis simultaneamente a fim de executar uma variedade de missões.
Além disso, o Caçador inclui um canal de comunicação por satélite em banda larga para permitir que um raio de ação de mais de 1.000 km de sua estação de comando e controle – uma capacidade de grande valor, especialmente em países extensos como o Brasil.
PARCERIA AVIONICS E IAI COMEÇOU HÁ TRES ANOS
Um dos grandes sonhos dos acionistas da Avionics era ter uma linha de desenvolvimento em Botucatu, fato que começou a se cristalizar há cerca de 4 anos.
A empresa foi fundada por dois botucatuenses há cerca de 21 anos e desde então tem atuado na especialização, desenvolvimento, certificação e integração de qualquer Sistema de Aviônicos, sistemas diversos bem como equipamentos de defesa.
A Companhia oferece soluções para equipamentos e sistemas de aniônica para aeronaves de asas fixas e rotativas, bem como simuladores.
A Avionics Services é certificada pela ANAC, Exército Brasileiro, Força Aérea e Marinha. Detém certificação ISO-9001, NBR 15100 / AS9100 e é definida como uma EED -Empresa Estratégica de Defesa. 
(Com assessoria de imprensa)
Do Acontece Botucatu - Fonte: Botucatu Online – Haroldo Amaral

sábado, abril 08, 2017

Aero L-159 ALCA para a Argentina?

By on 8.4.17

Segundo o bom site AIRWAY a Fuerza Aérea Argentina, estaria interessada em um lote de aeronaves Aero Vodochody (Aero) L-159. Segundo o presidente da Aero, Giuseppe Giordo, os argentinos precisam aposentar 22 caças A-4 e outros 32 bimotores IA-58 Pucará, além de 22 jatos de treinamento IA-63 Pampa, o mais avançado avião já produzido no país pela antiga FMA - Fábrica Militar de Aviones, hoje Fabrica Argentina de Aviones S/A. Diante do interesse pela aeronave a empresa cogita inclusive montar os L-159 em solo "hermano" (argentino), dependendo da quantidade de aeronaves envolvidas no negócio (esta ai uma boa opção para a Fuerza Aerea Uruguaya - FAU). Cediço que há condições técnicas para a Argentina de sediar a linha de montagem. 

A Aero Vodochody começou a desenvolver o L-159 ALCA em 1992, mirando uma necessidade evidenciada pela Força Aérea Checa, de um aparelho de combate leve multifunção, capaz de operar também como treinador avançado. O L-159 realizou seu primeiro vôo de teste em 1997; o primeiro L-159 checo ficou pronto para voar no ano de 2000. Impulsionado por um único motor Honeywell ITEC F124-GA-100 turbofan (28 kN impulso), o L-159 está disponível nas versões monoposto e biposto. De acordo com o Ministério da Defesa checo, o jato pode transportar até 2.340 kg de armas e acessórios de pontaria em cinco hardpoints.

Para ilustrar especula-se que o valor unitário de um L-159 está na faixa de preço entre 15 e 18 milhões de dólares – a mesma, praticamente, do L-15 chinês. Posicionado como um avião de baixo custo, o jato checo poderá tirar proveito do interesse das forças aéreas que usam aviões de caça leve como armas de apoio ao combate aéreo e às missões de ataque ao solo. Seu teto de vôo é de 13.200 metros, a velocidade máxima de cruzeiro de 936 km/h, e o alcance máximo sem tanques de combustível extras de 1570 km. Com os tanques suplementares esse raio de ação aumenta para 2.530 km. A aeronave está equipada com subsistemas eletrônicos disponíveis no mercado internacional. Isso inclui o radar Doppler Leonardo-Finmeccanica Grifo-L e o receptor de alerta radar Sky Guardian 2000.
Atualmente a fabricante tcheca possui planos para atualizar a aeronave com um novo pacote de aviônicos e um motor novo de eficiência superior, além de ampliar os tanques nas asas para aumentar sua autonomia. Já há um protótipo testando o turbofan FJ44-4M da Williams Internacional, motor utilizado por uma variedade de jatinhos e até mesmo drones avançados. 

By Vinna com informações do Airway


quinta-feira, abril 06, 2017

O Imperio Ataca: Mísseis Tomahawk foram disparados de navios americanos e varrem base de Al Shayrat, na Síria do mapa

By on 6.4.17

Os Estados Unidos lançaram mais de 50 mísseis Tomahawk contra uma base aérea na Síria na noite desta quinta (6), de onde, segundo o presidente Donald Trump, partiu um ataque químico que matou mais de 80 pessoas esta semana. 
 
O presidente Donald Trump, que participou nesta quinta de um jantar com o presidente chinês Xi Jinping na Flórida, confirmou a ordem. Ele diz que Assad usou um agente nervoso mortal para matar muitos. "Esta noite eu dei ordem para um ataque militar na base militar na Síria de onde o ataque químico foi lançado". 

Trump fez ainda um apelo a outros países após o ataque, segundo a Reuters. "Esta noite eu chamo todas as nações civilizadas para buscar um fim à matança e ao banho de sangue na Síria". 
O presidente disse também que não há dúvidas de que o governo sírio usou armas químicas e que anos de tentativas prévias de modificar o comportamento de Assad falharam. 

Segundo a Reuters, a emissora de TV estatal síria afirmou que uma base militar síria foi alvo de uma "agressão americana" nesta sexta (horário local).
 
Os mísseis foram lançados na Al Shayrat Airfield, perto de Homs e teriam atingido aeronaves, pistas e bombas de combustível.
Os mísseis Tomhawk foram disparados de navios dos EUA que estão no Mediterrâneo Oriental, segundo a agência Reuters.
De acordo com a CNN, 50 mísseis foram lançados, mas a agência France Presse afirma que foram 70 mísseis. A CNN afirma também que diversos países que fazem parte da coalizão que combate o Estado Islâmico na Síria foram avisados com antecedência do ataque, mas não a Rússia. Já o jornal "The New York Times" diz que a Rússia foi informada que os mísseis seriam disparados.
Os mísseis são a primeira ação direta dos EUA contra Bashar Al-Assad. Trata-se de uma mudança significativa na ação americana na região, pois até então os EUA apenas vinham atacando o Estado Islâmico.
 
O ataque é uma resposta militar ao ataque químico ocorrido na Síria esta semana e que matou mais de 80 pessoas. A Turquia, após realizar autópsia em vítima, afirmou que há indícios de que foi usado gás sarin. O regime de Bashar Al-Assad, por sua vez, nega que tenha usado armas químicas.  

Do G1
 

MiG-35 poderá substituir os F-5 Tiger II no México

By on 6.4.17
O presidente mexicano Enrique Peña Nieto anunciou uma modernização em larga escala das Forças Armadas nacionais. O processo, que será concluído até 2030, prevê três fases; na última delas, entre 2025 e 2030, serão adquiridos 24 caças.

Embora não tenha sido especificado qual aeronave irá substituir os atuais modelos norte-americanos F-5 Tiger II, a abertura de uma licitação para a compra de caças leves supersônicos pode resultar na compra de MIG-35 russos.

Segundo os projetistas, o MiG-35 (na foto acima nas cores do Egito) é mais seguro, mais eficaz e 50% mais barato do que o seu antecessor MiG-29. Além disso, na relação custo-benefício, o MiG-35 supera seus análogos, como o francês Rafale, o sueco Gripen e o norte-americano F-16.

Apesar das vantagens, os especialistas acreditam que não será fácil entrar no mercado mexicano.

“Devemos trabalhar duro para conseguir isso. Há vários fatores que atuam contra Moscou: a dependência do México em relação aos EUA, a falta de experiência mexicana no manejo de aeronaves russas, e as dificuldades associadas com formação de pilotos e pessoal técnico, além da manutenção das aeronaves”, disse à Gazeta Russa o especialista do Centro de Estudos da Sociedade em Situações de Crise, Aleksêi Krivopálov.

“Por exemplo, quando os peruanos adquiriram MiG-29s em 1990, eles tiveram vários problemas com a manutenção e a operação dos caças. A Rússia deve fazer uma oferta especial para que o México escolha seus aviões”, acrescentou. 
O novo caça multifuncional de geração 4 ++ MiG-35 foi apresentado ao público pela fabricante de aeronaves militares russa Mikoyan no final de janeiro. A diretoria da empresa afirma que “vários países já demonstraram interesse na aquisição do avião”.

Produção localizada
Em entrevista à edição mexicana da “Forbes”, o diretor-presidente da Mikoyan, Iliá Tarasenko, o objetivo da fabricante de aviões russa é expandir sua presença no mercado latino-americano e fomentar sua relação com os países da região.

Além disso, a empresa estaria disposta a oferecer ao México um “generoso acordo de compensação” que inclui não só a manutenção de pilotos e o treinamento de pilotos e engenheiros, como também a produção de modelos MIG-35 em solo mexicano.

Para os especialistas, a intenção russa de iniciar a produção de caças no território do México aumenta as chances de assinatura do acordo. Ainda assim, o fator político deve pesar sobre as negociações.

“As chances do MIG são pequenas. O México é muito dependente dos EUA e não tem potenciais inimigos. Sua necessidade de caças se limita a duas dúzias de aviões. É improvável que o país, que sempre compra tecnologia americana, escolha um avião russo, e um modelo que ainda nem tem produção em série”, explica o editor-chefe do portal russo “Paridade militar”, Adrian Nikoláiev.

30 anos de atuação
Há dois anos, quando as Forças Armadas do México celebraram seu centenário, o comandante da Força Aérea Mexicana, general Carlos Antonio Rodriguez Munguia, anunciou que duas a cada dez aeronaves militares do país estavam em serviço há mais de 30 anos e deveriam ser substituídas.

A situação dos bombardeiros no país é ainda mais crítica. Dos 12 caças F-5 Tiger II comprados dos EUA em 1982, apenas três puderam integrar o último desfile do Dia da Independência do México.

Durante os seis anos de mandato do ex-presidente Felipe Calderón, concluído em 2012, esses aviões lutaram ativamente contra os traficantes de drogas, interceptando criminosos que tentavam atravessar a fronteira a partir da Guatemala.
 
Da Gazeta Russa

Stellar Daisy 'afundou em alta velocidade', afirmam sobreviventes

By on 6.4.17
Dois filipinos que podem ser os únicos sobreviventes de um naufrágio de um navio cargueiro no Atlântico Sul disseram ter visto a embarcação afundar, em alta velocidade, diante do bote salva-vidas em que escaparam.

O gigantesco navio de carga Stellar Daisy, operado pela empresa Polaris Shipping (Coreia do Sul) e com bandeira das ilhas Marshall, transportava 260 mil toneladas de minério de ferro do Brasil para a China (leia também: minério era da brasileira Vale). Havia deixado o porto de Itaguaí, no Rio, na semana passada, com 16 tripulantes filipinos e oito sul-coreanos.

A última informação sobre o paradeiro do navio de 312 metros de comprimento era de sexta-feira (31), quando um tripulante enviou uma mensagem à empresa dona do cargueiro para informar sobre entrada de água na embarcação.
"Eles (sobreviventes) ouviram um forte ruído. Em seguida, a tripulação foi avisada que o navio estava se partindo e que deveriam abandoná-lo imediatamente", afirmou à BBC Brasil o capitão Gaston Jaunsolo, porta-voz da Marinha uruguaia.

Com a situação de emergência, os dois filipinos saltaram ao mar e conseguiram alcançar um dos botes lançados na água. O Stellar Daisy desapareceu a 3,7 mil km de Montevidéu e a 2,5 mil km do Rio de Janeiro, segundo a Marinha brasileira.

Segundo o porta-voz da Marinha do Uruguai, as buscas para encontrar os demais 22 tripulantes "não teve avanços". Esperanças de encontrar novos sobreviventes se reduzem com o passar dos dias.

'Foi muito rápido'


As buscas vêm sendo coordenadas pela Marinha uruguaia, com apoio de Brasil e Argentina. Uma fragata brasileira deve chegar à região do acidente na quinta-feira, e um avião brasileiro sobrevoa a área em busca de sobreviventes.
"Não sabemos ainda qual é a causa (do acidente). Mas eles (sobreviventes) assistiram enquanto o navio afundou. Disseram que foi muito rápido. Não disseram se o navio de fato se rompeu", disse Jaunsolo.

Apesar de sua dimensão, o Stellar Daisy sumiu deixando até agora apenas alguns salva-vidas como rastro - os botes foram encontrados vazios por navios mercantes na região.
  Havia ainda, segundo Jaunsolo, um forte odor de combustível na área das buscas. O cheiro, disse o porta-voz, poderia indicar a ruptura de um tanque de combustível ou a inundação da sala de máquinas.
O testemunho dos dois filipinos será crucial para tentar desvendar o que aconteceu com o navio.

Sobreviventes embarcados


Apesar de a área do naufrágio ser de águas internacionais, o governo uruguaio tem responsabilidade de busca e salvamento na região.
Desde sexta-feira, navios mercantes que estavam nas imediações do acidente vêm conduzindo as buscas, após direcionamentos pela Marinha uruguaia.
Os filipinos sobreviventes estão a bordo de um desses navios - continuam, portanto, embarcados na área do acidente que testemunharam.
Segundo Jaunsolo, eles foram atendidos a bordo do navio e lá permaneceram por não demandarem maior atenção médica. "Eles não estavam em más condições de saúde e o atendimento a bordo foi o suficiente."
Os filipinos tiveram que esperar cerca de 24 horas no salva-vidas até o resgate, no sábado.
O navio Elpida, que agora abriga os dois tripulantes como passageiros, estava a caminho de Cingapura, e retomará o percurso assim que as buscas forem encerradas. Levará ambos até o país, de onde deverão voltar para casa, nas Filipinas.

Do G1 

EMBRAER: Força Aérea deverá receber primeiras unidades do KC-390 em 2018

By on 6.4.17
A Força Aérea Brasileira (FAB) deve receber em 2018 as duas primeiras unidades da aeronave KC-390. Considerado projeto estratégico da FAB, o maior avião militar produzido no Brasil, promete ser o principal vetor da aviação de transporte militar no país, está em destaque na feira de segurança e defesa que se inicia nesta terça-feira (04/04) no Rio de Janeiro (RJ).
“É um projeto importantíssimo e está em fase final de desenvolvimento. Nós já devemos ter a aeronave operando em nossas organizações a partir de meados do ano que vem”, afirma o Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato.
Com capacidade multimissão, o cargueiro e reabastecedor tem programado para este ano uma bateria de campanhas de ensaio. “A próxima fase é a certificação. Estão sendo realizados voos para aferir a qualidade dos lançamentos de carga, do reabastecimento em voo, do pouso em pistas com efeito de ventos cruzados, dentre outros ensaios, como emissão de campos magnéticos intensos para verificar a robustez da aeronave quanto a esses efeitos”, explica o Coronel Samir Mustafa, gerente do projeto na Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC).
De acordo com a fabricante, a Embraer, os dois protótipos contabilizaram até março mais de 900 horas de voo. No total, as duas aeronaves devem chegar a duas mil horas em campanhas de testes. O cronograma deste ano prevê testes em pistas sob efeito de ventos cruzados – previstos para serem realizados no sul do Chile -, operações em condições de gelo – previstas para serem realizadas nos Estados Unidos -, gelo artificial e certificação dos sistemas de combustível, aviônico e de pressurização. No segundo semestre deste ano deve ser realizada a campanha de testes avançados de reabastecimento em voo. A primeira fase, realizada em fevereiro, avaliou o contato em seco, ou seja, sem a transferência efetiva de combustível.
Campanha de ensaios já efetuou lançamento de paraquedistas.
O processo de certificação, previsto para 2018, será realizado em duas etapas. Uma delas estabelece a homologação da aeronave no âmbito da aviação civil e contempla itens básicos de missão militar com características fundamentais para o voo, atestando segurança, qualidade de voo, possibilidade de reabastecimento em voo, transporte de cargas e lançamento. A outra prevê a integração de todos os sistemas de missão. “A Final Operation Capability [Capacidade Operacional Final] prevê integrar todos os sistemas de missão da aeronave que tem o caráter especificamente militar”, afirma o gerente.
Em 2014, a FAB assinou o contrato de aquisição de 28 aeronaves. No início de 2015, foi realizado o voo inaugural do KC-390, dando início à fase de testes dos dois protótipos, prevista para durar até 2018, quando começa a entrega das aeronaves.

Fonte: Agência Força Aérea

quarta-feira, abril 05, 2017

Stellar Daisy: Equipes buscam navio que levava ferro para China e sumiu no Atlântico

By on 5.4.17
Brasil, Argentina e Uruguai fazem buscas por um navio cargueiro que desapareceu, em alto mar, depois de sair de um porto no Rio a caminho da China. A embarcação carregada com minério de ferro levava 24 pessoas e apenas duas foram resgatadas.
As fotos divulgadas pela Marinha do Uruguai foram feitas na região onde o cargueiro desapareceu. Três botes foram encontrados, alguns estavam virados.
Navios mercantes auxiliaram as buscas e resgataram dois tripulantes de nacionalidade filipina. Eles contaram que a embarcação se partiu. Manchas de óleo avistadas na área são um sinal de que o navio pode ter afundado.
Os outros tripulantes ainda não foram encontrados. Estavam a bordo 24 pessoas; eram 16 filipinos e oito coreanos.
O Stellar Daisy (foto ao lado), de bandeira sul-coreana, é um navio de grande porte com 321 m de comprimento. A Marinha e a Aeronáutica do Brasil estão auxiliando as buscas.
Autoridades brasileiras receberam informações de que ventava muito na hora do acidente e que a água do mar invadiu a embarcação. A última parada do supercargueiro Stellar Daisy foi no Brasil, no porto da companhia Vale, o terminal marítimo da Ilha Guaíba, que fica em Mangaratiba, a cerca de 130 km ao sul do Rio. Lá, ele carregou de minério de ferro 260 mil toneladas. No dia 25 de março, o navio partiu então rumo à China.
Do litoral do Rio, o cargueiro deveria atravessar o Oceano Atlântico em direção à África do Sul. Na sexta-feira (31), a tripulação fez um chamado de emergência. Informações de um sistema de rastreamento da Marinha do Brasil indicam o local provável, 3.700 km a leste do porto de Montevidéu.
O Stellar Daisy foi fabricado em 1993. Fontes ouvidas pela TV Globo disseram que o navio não parecia em bom estado de conservação, tinha ferrugem aparente. Mas, segundo autoridades brasileiras, as vistorias e fiscalizações periódicas estavam em dia.
“Estava com essa vistoria realizada em dia, em conformidade com as normas da autoridade marítima brasileira”, disse o diretor de Portos e Costas da Marinha, o vice-almirante Lima Filho.
A dona do navio divulgou um comunicado. A operadora sul-coreana Polaris Shipping pediu desculpas aos familiares e expressou consternação e sentimento de culpa. A empresa disse que está empenhada nas operações de busca e manteve a esperança de resgatar todos os tripulantes com vida.
A investigação do caso será feita pelo Uruguai com apoio de outros países.
O engenheiro naval e capitão de fragata da Marinha do Brasil, o comandante Benites, diz que uma das suspeitas é de que o mal posicionamento da carga pode ter provocado o acidente. “A fase mais crítica para a vida operacional desse navio seja o carregamento do porto até, nem na fase de navegação. Temos que levar em consideração tudo isso para descobrir a causa do acidente”, disse.
Do G1

FAB e Marinha ajudam na procura de navio cargueiro

Foi o terceiro dia de buscas da Força Aérea Brasileira ao cargueiro desaparecido. Apesar de a área marítima ser de responsabilidade do Uruguai, a Aeronáutica e a Marinha do Brasil estão dando apoio a operação numa extensão equivalente a 1700 km². Por enquanto, apenas botes e salva-vidas foram avistados.
A informação é que o navio sul coreano estava com 24 pessoas a bordo e levava 260 mil toneladas de minério de ferro do brasil para a china. Depois de deixar o porto de Itaguai, no Rio de Janeiro, na última sexta- feira, o cargueiro afundou a quase 3000 km da costa brasileira.
"Trata-se de um navio de mais de 300 metros de comprimento, é um navio que sofre grandes esforços estruturais e, certamente, há várias variaveis que podem ter contribuído para a ocorrência desse lamentável acidente" , disse Vice-Almirante Wilson Pereira de Lima Filho.
Dois tripulantes filipinos foram resgatados com vida e agora, também, acompanham as buscas. Hoje à meia-noite um avião da Força Aérea Brasileira deixa a Base Aérea do Galeão, no Rio de Janeiro, para ajudar nas buscas. Serão 20 tripulantes numa viagem de 5 horas e 30 minutos à região do naufrágio. A missão é coordenada pelo centro da aeronáutica em curitiba.
"Existe um bote ainda, dos sete que existiam na embarcação. Seis já foram encontrados, mas um ainda não. Ou seja, pessoas ainda podem estar neste bote", disse Major Bruno Rocha, da Força Aérea Brasileira.
Do Jornal Da Record

Classe Tamandaré: Marinha vai investir US$ 1,8 bi na construção, no Brasil

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A Marinha vai investir US$ 1,8 bilhão na construção, no Brasil, de quatro corvetas médias, da nova classe Tamandaré, de 2,7 mil toneladas. Pelo projeto, serão navios avançados, com ampla carga digital, sistemas e armamento de última geração.

O projeto vai atender à necessidade da Força de renovar seus meios de escolta e de emprego geral, além de contemplar futuros negócios no mercado internacional de equipamentos de Defesa. Cada unidade vai sair por US$ 450 milhões.

Os estaleiros nacionais envolvidos no empreendimento trabalharão consorciados com empresas estrangeiras, especializadas na produção e desenvolvimento de embarcações militares, em regime de ampla transferência de tecnologia. Segundo o contra-almirante Petrônio Aguiar, diretor de gestão de projetos da Marinha, a iniciativa “contribuirá para a capacitação da Marinha no domínio do ciclo completo da produção de seus próprios navios”.

Ao longo dos próximos meses, até o fim do ano, a Marinha cumprirá uma agenda de consultas técnicas aos estaleiros interessados no projeto, daqui e do exterior. O processo licitatório será encerrado em 2018. O início da construção está previsto para 2019 e as entregas serão feita no período de 2022 a 2025 – na cadência de um navio por ano.

A longo prazo, as encomendas podem chegar a 12 unidades. O Arsenal da Ilha das Cobras, no Rio, principal instalação industrial da Marinha nesse setor, será considerado na negociação, provavelmente nas tarefas de integração final dos sistemas.

Substituição
Há uma certa pressa na execução do processo. A frota de seis fragatas de 3,8 mil toneladas, mais duas de 4,4 mil toneladas, está completando 40 anos de atividade na Marinha brasileira. Passaram por um ciclo de modernização e receberam novos recursos de aperfeiçoamento em vários momentos durante o tempo de serviço. Mas, segundo especialistas militares ouvidos pelo Estado, um outro procedimento do mesmo tipo teria de ser muito extenso e os custos seriam elevados, com resultado incerto. O grupo será gradualmente retirado de operação na próxima década.
 
O conceito das corvetas Tamandaré faz delas uma espécie de minifragatas. A geração imediatamente anterior, a V-34 Barroso, construída no Brasil, desloca pouco mais de 1,7 mil toneladas – mil a menos que a nova classe. Claro, são os menores modelos de navios de combate, pouco confortáveis para a tripulação, têm menor capacidade de autonomia e de raio de ação, e também menores alcances dos sensores de vigilância e das armas. Todavia, cumprem a missão: em 2015, a Barroso integrou a Força Tarefa Marítima da ONU no Líbano, substituindo a fragata União.

Mais ampla, a V-35 Tamandaré terá espaço para receber os tubos de lançamento dos mísseis antinavio Mansup, brasileiros, da mesma classe dos Exocet MM-40/3, e os casulos de disparo vertical dos Sea Ceptor, antiaéreos, comprados da MBDA europeia. O desenho crítico das linhas do casco reduz a visibilidade nas telas do radar, dando à embarcação uma certa condição “stealth”, de furtividade. A bordo haverá acomodações para 136 pessoas – tripulantes, mergulhadores, fuzileiros, mais pilotos e mecânicos do helicóptero orgânico, provavelmente configurado para o combate antissubmarino.

Plano revisto
Em 2010, como resultado da economia estável e da decisão do governo de reequipar as Forças Armadas, a Marinha apresentou o projeto ProSuper, destinado a renovar o conjunto de suas embarcações de superfície, compreendendo 11 navios, com investimentos estimados em US$ 6 bilhões.

O inventário abrangia, então, cinco fragatas de 6 mil toneladas, quatro navios-patrulha oceânicos, de 1,8 mil toneladas, e um navio de apoio, de 22 mil toneladas. Correndo por fora, poderia entrar na lista um gigante de múltiplo emprego, de 32 mil toneladas, capaz de transportar tropas, blindados, lançadores de foguetes, lanchas de desembarque e muitos helicópteros. Porém, faltou dinheiro, e o programa não avançou.

Mesmo com a escassez de recursos, a Marinha mantém em andamento avançado o programa ProSub, contratado com a Odebrecht Defesa e Tecnologia e a DCNS, da França, por cerca de ¤ 6,7 bilhões, e que resultará em quatro submarinos convencionais de 2,2 mil toneladas da classe Scórpene/Br, de tecnologia francesa, mais um de propulsão nuclear. O negócio cobre a construção do estaleiro de onde sairão os navios e de uma base de operações, tudo em Itaguaí, no litoral sul do Rio de Janeiro.

De Portos e Navios - Fonte: Repórter Diário

 

terça-feira, abril 04, 2017

Inpe desenvolve combustível mais barato para foguetes e satélites

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Pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) de São José dos Campos desenvolveram um novo tipo de combustível que pode ser utilizado para a propulsão de motores de foguetes e satélites. Com compostos mais baratos, a fórmula tem valor mais barato que o usado atualmente.
A pesquisa faz parte de um projeto do Laboratório Associado de Combustão e Propulsão (LCP). A ideia era apresentar um combustível barsileiro e que trouxesse menores custos. A fórmula desenvolvida utiliza a combinação de etanol e etanolamina que reage com peróxido de hidrogênio - a popular água oxigenada. Os comumente usados pela indústria espacial usam a hidrazina e o tetróxido de nitrogênio.
Segundo o responsável pelo projeto, o doutor em físico-química, Ricardo Vieira, o quilo do combustível produzido por eles em laboratório custa R$ 35, o usado atualmente em satélites e foguetes custa R$ 1 mil.
Além da economia de produção, o composto gera uma reação hiperbólica. O nome complicado traz um resultado mais simples, uma reação de combustão espontânea no contato do combustível com o oxidante –já que não espaço não há oxigênio- sem necessitar de outros mecanismos de ignição. (Veja vídeo acima)
“Com ele, o atraso de ignição é bem menor, aumenta o desempenho do motor e reduz os custos do combustível. A gente tinha uma ideia, mas os resultados surpreenderam”, explica Ricardo. A pesquisa levou três anos até os resultados apresentados.
Após a descoberta, o projeto passa agora por uma parte mais prática para que então possa competir no mercado. A Agência Espacial Brasileira (AEB) fechou com o laboratório a execução de um motor para a combinação que será produzido com a Universidade Federal do ABC. O motor vai ser feito para aceitar a combustão automática na combinação dos líquidos. Após a fase de testes, está pronto para uma das etapas mais difíceis, que é o convencimento do mercado espacial.
“A tecnologia espacial é um mercado bem complexo. É preciso provar que o seu produto funciona, é viável e a relação entre custo e benefício, que nosso caso é o principal argumento”, explica. De acordo com o pesquisador, a média de economia com o uso do combustível é de R$ 100 mil nos custos gerais do satélite.
 
Do G1

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