GeoEstratégia, Aviação, Defesa, História, Conflitos, dentre outras coisas...

sexta-feira, setembro 22, 2017

Ataque a sistema financeiro atinge metade da população dos EUA

By on 22.9.17
Praticamente metade da população dos Estados Unidos foi afetada por um ataque hacker contra a Equifax revelado na última quinta-feira, 7. A ação ocorreu entre a metade de maio e julho e foi descoberta pela empresa em 29 deste último mês, embora só tenha sido tornada pública ontem.
Mesmo que menor em termos quantitativos quando comparado a ataques recentes, como os sofridos pelo Yahoo, por exemplo, o problema da Equifax é muito mais sério tanto devido à natureza da sua atividade quanto pelo tipo de informação que vazou em decorrência do ataque.

A Equifax é um serviço de proteção ao crédito, uma agência que analisa o comportamento financeiro das pessoas ao longo dos anos para ajudar bancos, lojas e outros tipos de negócios a decidir se aqueles clientes estão aptos a receber empréstimo ou fazer um financiamento, por exemplo.
A companhia é uma das três maiores do ramo nos Estados Unidos e guarda dados sensíveis de muitos cidadãos locais. O ataque expôs 143 milhões deles. O país tem uma população estimada em 323 milhões; se excluídas crianças e pessoas fora do sistema financeiro formal, é possível especular que o hack tenha afetado até mais da metade dos habitantes locais, como ressalta o Ars Technica.
As pessoas tiveram números de cartão de crédito, da carteira de motorista e de seguro social, endereço e data de nascimento obtidos pelos cibercriminosos. Tudo isso porque havia uma brecha em um dos sites da Equifax.
Enquanto esperava para tornar o problema público, a Equifax conseguiu interromper o vazamento e vinha trabalhando com autoridades para tentar descobrir quem está por trás do ataque. Além disso, foi disponibilizada uma ferramenta para que os clientes descubram se foram alvo da ação, embora o TechCrunch e outros sites tenham reportado que o sistema não funciona eficientemente.
Durante esse período, outra coisa aconteceu: três altos executivos da companhia venderam o equivalente a US$ 1,8 milhão em ações, sendo que dois deles colocaram parte de seus papéis de volta no mercado dois dias após a descoberta do ataque, segundo noticiou a Bloomberg.
Ontem, depois que o problema foi revelado publicamente, as ações da Equifax despencaram mais de dois dígitos, o que levantou suspeitas sobre a ação dos executivos. Em nota, porém, uma porta-voz da empresa disse que nenhum dos três tinha conhecimento sobre o ataque naquele momento, mesmo sendo um deles o CEO, John Gamble.


quarta-feira, setembro 20, 2017

Caça ao tesouro: Polônia volta a buscar 'trem de ouro' nazista

By on 20.9.17
A Polônia reiniciará as buscas do "trem do ouro" na quinta-feira (27), quando especialistas começarão estudando o suposto lugar de "enterro" da composição utilizando equipamento especial, informa a emissora RMF.

O "trem do ouro" é o nome dado na Polônia ao trem blindado nazista, de quase 150 metros de comprimento, que estaria carregado com metais preciosos e, possivelmente, com ouro. No fim da Segunda Guerra Mundial, o trem saiu da fortaleza alemã de Breslau, hoje a cidade polonesa de Breslávia, rumo a Walbrzych e depois sumiu.

Cientistas e garimpeiros anunciaram repetidamente suas suposições que o trem teria sido escondido da aviação soviética em um dos túneis destruído em resultado dos bombardeamentos. De acordo com a versão da associação civil XYZ, que está efetuando buscas da composição, esta última se encontra perto do quilômetro 65 da ferrovia Breslávia-Walbrzych.

"Estamos buscando a infraestrutura ferroviária. Estamos buscando um trem que teria entrado aqui [no túnel]… esta composição não poderia ficar na ferrovia. Deveria haver um trecho curto de túnel que teria desempenhado papel de refúgio, ou então deveria existir um túnel em que o trem teria entrado", contou um dos buscadores.

No ano passado, os buscadores realizaram escavações no suposto lugar do trem desaparecido, mas não tiveram sucesso. Ao mesmo tempo, especialistas afirmam que, antes de se iniciarem as escavações, a área foi estudada por técnicos com radares de penetração no solo. Os resultados dos estudos indicam que debaixo do solo há "anomalias", que podem ser o sinal que nesta área existe um túnel subterrâneo.

terça-feira, setembro 19, 2017

Mais 2 F-35 chegam a Israel

By on 19.9.17
Dois caças F-35 fabricados nos EUA aterrissaram nesta quinta-feira (14) na base aérea israelense de Nevatim, informou a mídia local.

De acordo com o jornal Jerusalem Post, estas aeronaves, adquiridas pelas Forças de Defesa de Israel, deveriam ter sido entregues aos militares israelenses há duas semanas, mas sua chegada foi adiada por razões desconhecidas.

Espera-se que Israel receba outros dois caças do mesmo lote em dezembro do ano corrente. No total, Israel adquiriu 50 aviões F-35, dos quais só recebeu sete — os restantes devem integrar a Força Aérea do país até 2021.

Os F-35 são caças de quinta geração e são destinados a substituir os F-16 obsoletos.
Israel é o único aliado de Washington autorizado a "instalar armas e software" seus nos aviões F-35, afirma-se em um artigo publicado no portal Wired.

Do Sputnik

segunda-feira, setembro 18, 2017

A desconhecida guerra psicológica usada pelos britânicos contra a Argentina no conflito das Malvinas

By on 18.9.17
Em plena Guerra das Malvinas, um soldado argentino mal treinado e desprovido de armamentos, com frio e fome, faz a guarda de uma colina. O ano era 1982.
Ali, assim como no resto do arquipélago, o vento é constante e não há uma única árvore para se proteger da chuva - somente pedras.
O jovem está mais longe de casa do que nunca, quer fugir e ficar perto de sua família. Ele tem medo e poucas esperanças. A comida e os suprimentos são cada vez mais escassos e é improvável que o local seja reabastecido tão cedo.
Mas não há outro remédio senão esperar a hora fatal, quando lutará contra as forças britânicas, muito melhor preparadas e armadas do que ele.
De repente, cai em suas mãos um panfleto com os escritos: "Ilha de Condenados".
 


"Soldados das forças argentinas: vocês estão completamente sozinhos. Da sua pátria não há esperança ou ajuda. Vocês estão condenados à triste tarefa de defender uma ilha remota (...) Não é justo que paguem com suas vidas pelas ambições tortuosas desta louca aventura."
Poucos dias depois, o jovem soldado abandona seu posto e se entrega à unidade britânica mais próxima.

Guerra psicológica

Assim, o governo do Reino Unido imaginava que poderia executar uma "guerra psicológica" (Psywar, na expressão em inglês), estratégia adotada no início do conflito no sul do Atlântico para atingir a moral dos soldados inexperientes que a Argentina havia enviado ao arquipélago.
O panfleto é real e faz parte de uma série de documentos secretos recém-revelados pelo Ministério da Defesa britânico - e aos quais a BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC, teve acesso.
Os arquivos revelam detalhes até então desconhecidos dessa missão secreta para tentar "manipular" as forças argentinas durante a guerra que matou 649 soldados argentinos e 255 britânicos, entre 2 de abril e 14 de julho de 1982.
"Esse material vem à tona só agora porque acabaram de transcorrer os 35 anos exigidos por lei para que pudéssemos divulgá-lo", explicou a autoridade dos Arquivos Nacionais, em Londres, onde os documentos podem ser consultados sob medidas de segurança restritas.
Trata-se de uma pasta que contém 189 páginas de documentos etiquetados como "ultrasecretos", sob a referência DEFE 24/2254.
Neles, são revelados os detalhes do plano, implementação, exemplos e lições aprendidas da guerra psicológica no arquipélago.

'Explorar o sentimento de isolamento'

A missão de "Psywar" fazia parte da "Operação Corporate", o nome da maior ofensiva militar para recuperar as Ilhas Malvinas.
Nos documentos, é possível constatar que o governo britânico deu ao chamado Grupo Especial de Projetos (GEP) a missão de "enganar" as tropas argentinas no arquipélago em abril de 1982, quando a guerra havia acabado de começar.

O GEP é uma pequena unidade de oficiais especializados em guerra psicológica dentro do Ministério da Defesa britânico.
Em termos gerais, a missão deles era espalhar o medo diante de um contingente britânico com melhor preparo, contra o qual a derrota seria inevitável.
Seguindo essa "ideia de força", um dos documentos definia três metas específicas para o GEP.
A primeira era "reforçar a percepção argentina sobre a determinação do governo britânico (de recuperar as ilhas) e ressaltar também o poder da força-tarefa (a frota enviada ao arquipélago) mostrando a capacidade do arsenal do Reino Unido."
A segunda era "intensificar a percepção entre os argentinos de que seus líderes são irresponsáveis", ao enfatizar a "escassez de suprimentos nas ilhas".
O terceiro objetivo, o mais ambicioso da operação, era "a desmoralização da tropa argentina nas ilhas", apelando para emoções.
Isso implicava "explorar qualquer sentimento de isolamento nas tropas de ocupação (argentinas) para que a defesa argentina das Ilhas Falklands (denominação britânica para as Malvinas) pareça insignificante diante da força-tarefa britânica", diziam os documentos.
E quando nos arquivos se fala em isolamento, a referência feita não é apenas ao isolamento físico das ilhas, mas também ao desamparo psicológico: a ideia era também tirar proveito do afastamento dos soldados de seus familiares e amigos.

Guerra de panfletos

Para levar a guerra psicológica ao arquipélago, o Grupo Especial de Projetos escolheu "duas armas", segundo os documentos secretos: a produção de panfletos e a instalação de uma emissora de rádio em espanhol.
A história da Rádio Atlântico Sul (RAdS) é bastante conhecida. Muito já foi escrito sobre ela, mas há aspectos menos conhecidos, como seu surgimento, operação e alcance - algo que os arquivos do Ministério da Defesa do Reino Unido revelam parcialmente.
Os panfletos produzidos em diferentes momentos do conflito - foram impressos 12 mil exemplares de cada um - são, talvez, o capítulo mais fascinante da guerra psicológica descrita nos documentos oficiais.
Um dos panfletos se inspira na rápida derrota da tropa argentina nas Ilhas Geórgia do Sul, também ocupadas pelo país sul-americano. Ali, o capitão-de-fragata Alfredo Astiz sucumbiu em 24 de abril de 1982 diante da superioridade das forças britânicas.
O panfleto, que inclui uma foto de Astiz se rendendo, explora em particular o sentimento de separação. 
"Seus valorosos companheiros de armas que estavam há pouco tempo nas Ilhas Geórgia do Sul voltaram à terra natal. Fotografias deles recebendo honras militares e reunidos com seus entes queridos apareceram em todos os jornais", diz o documento.
"Eles tomaram uma decisão correta e honrada. Você deve agora fazer o mesmo. Pense no perigo em que você se encontra. Seus suprimentos de guerra e alimentos são muito escassos. Pense em seus familiares e em sua casa, todos esperando seu retorno."


Outro panfleto descreve uma situação ainda mais dramática: "Todos os rigores de um inverno cruel irão cair sobre vocês e o exército argentino não está em condições de enviar os suprimentos e reforços de que vocês tanto precisam".
E completa: "Seus familiares vivem sob terror, sob o medo de que nunca voltarão a vê-los."

Salvo-conduto e canhões

Entre os panfletos impressos durante o conflito, um deles oferece aos soldados argentinos uma solução prática para "fugir" de sua "situação de desespero": um salvo-conduto assinado por ninguém menos do que o comandante das forças britânicas, o almirante John "Sandy" Woodward.
O documento, com objetivo claro de estimular a deserção, certifica: "O soldado que estiver portando este passe assinou seu desejo de não continuar na batalha. Ele será tratado estritamente de acordo com o estipulado pela Convenção de Genebra e deverá ser retirado da área de operações o mais rápido possível".
E ainda acrescenta, para tranquilizar o soldado: "Serão providenciados alimentos e tratamento médico e depois ele será internado em algum albergue, onde esperará sua repatriação com segurança".

O texto traz instruções precisas sobre como usar o salvo-conduto. Recomenda ao beneficiário: a) entregar sua arma; b) manter o documento de salvo-conduto em posição bem visível; c) aproximar-se do integrante das forças britânicas que estiver mais perto.
No entanto, a guerra psicológica com panfletos não terminou como havia planejado o GEP britânico, a unidade encarregada pela "ofensiva desmoralizadora". Por várias razões.
Em um dos documentos secretos, o GEP reclama das dificuldades causadas pela "falta de (informações de) inteligência" sobre as "características psicológicas do público" para tirar o maior proveito da estratégia com os panfletos.
Essa falta de inteligência, acrescenta, também impossibilitou comprovar se os panfletos tiveram alguma efetividade na região. 

O que fica claro com os arquivos revelados é que os panfletos foram despachados para as Malvinas nos navios militares HMS Fearless e HMS Hermes e que houve relatos de que vários deles chegaram a ser distribuídos, ainda que em outros casos tenha sido impossível confirmar se eles efetivamente chegaram aos destinatários.
O GEP ressalta outro obstáculo que teve de enfrentar: as limitações técnicas para lançar os folhetos no "teatro de operações".
"Não foi desenvolvido nenhum projétil para lançar os panfletos como um canhão de 105mm", lamenta. "Também não houve qualquer dispositivo de uso oficial para lançar os panfletos dos aviões de guerra."
Na prática, tudo dependia da boa vontade dos militares britânicos no campo de batalha, que tinham outras prioridades na guerra.

Nos documentos divulgados pelas autoridades britânicas, é possível ler que no fim de abril de 1982 o Ministério da Defesa do Reino Unido propôs a criação de uma emissora de rádio para "rebaixar a moral dos soldados argentinos" nas Malvinas.
A missão, que levava o nome secreto de "Operação Moonshine" ("Luz da Lua"), deu origem à Rádio Atlântico Sul (RAdS).
Seus programas, destinados a "intensificar o sentimento de isolamento das tropas argentinas e estimular sua rendição", seriam produzidos em Londres por uma equipe de 25 pessoas, majoritariamente militares.
Entre eles: um diretor, jornalistas, apresentadores, tradutores, engenheiros do rádio e "coletores" (membros do serviço de inteligência encarregados de obter informações relevantes de todas as fontes possíveis).

De acordo com um dos documentos divulgados, a equipe trabalhou de maneira secreta, em um local da capital britânica. Para evitar comprometer suas operações, os empregados precisavam usar uma senha secreta - "Pinóquio" - para se referir à rádio ou aos seus objetivos.
Essa senha sugere a ideia de engano, mas, paradoxalmente, o grupo encarregado da guerra psicológica insiste que "a RAdS se apresentava como uma emissora neutra e imparcial", que "informava os fatos" com fontes do governo britânico e da Argentina, "se este último fosse compatível com as metas".
A justificativa para esse tipo de orientação editorial pode ser encontrada em um dos documentos: "No decorrer da crise, as autoridades argentinas buscaram maneiras de justificar suas ações e provar, especialmente para seu próprio povo, que estavam sendo bem-sucedidos."
"Montaram uma campanha de propaganda em grande escala em que a verdade foi ignorada. Muitas declarações eram tão exageradas e absurdas que se desmentiam por si mesmas", completa.

'De iniciantes'

Segundo os arquivos secretos do Ministério da Defesa, a "Operação Moonshine" gerou resistência em outras áreas do governo britânico e na BBC, cujos serviços Mundial e Latino-Americano já faziam transmissões no arquipélago e no território argentino.
A BBC também se opôs à iniciativa do governo de assumir o controle de uma de suas antenas na Ilha Ascensão - no meio do Oceano Atlântico - para lançar sua "arma psicológica" pela frequência 9,71 MHz.

A RAdS fez transmissões em espanhol entre 19 de maio e 15 de junho durante quatro horas por dia. A programação incluía boletins de notícias, comunicados, reportagens, e, eventualmente, até músicas.
No entanto, conforme se constata no material divulgado, os líderes da "Operação Moonshine" acabaram frustrados.
Em um dos documentos, há uma pergunta ao então ministro da Defesa, John Nott, se ele acreditava que a RAdS havia contribuído de alguma maneira na captura dos soldados argentinos. "As transmissões eram muito boas...mas eu diria que não tiveram um efeito maior no resultado", respondeu.
Nott parecia julgar de maneira otimista a qualidade da programação da rádio. Porque os arquivos secretos detalham vários problemas nela - para começar, há uma citação à própria BBC dizendo que ela considerava que o conteúdo era "de principiantes" e denunciando que "comprometia" sua imparcialidade.
É possível identificar outros problemas por meio de uma comunicação do Exército argentino interceptada pela inteligência britânica, que é falha e cujas conclusões o governo do Reino Unido acabou aceitando. 

"A linguagem usada era similar à da América Central e faltava conhecimento do espanhol falado na Argentina", dizia o documento.
Os britânicos reconhecem isso como um erro estratégico: como poderiam conseguir uma identificação emocional na guerra psicológica se usam expressões da língua que não são faladas ali?
Mas o documento em questão vai além: "Nenhum soldado tinha ideia do que era a RAdS (...) Os soldados argentinos nem estavam sabendo dessas transmissões, nem chegaram a escutá-la devido às circunstâncias."
"A maioria das tropas se encontrava no chão e, com exceção de alguns oficiais, nenhum deles tinha receptores" e que "quando surgia alguma oportunidade de escutar rádio, sintonizavam nas rádios da Argentina".

Da BBC

domingo, setembro 17, 2017

Embraer considera produzir novo avião turbo-hélice

By on 17.9.17
Uma das maiores fabricantes de aeronaves no mundo, a Embraer está em conversações com companhias aéreas para potencialmente desenvolver um novo avião turbo-hélice regional, em meio a sinais de que a demanda nos Estados Unidos por uma aeronave do tipo pode ganhar um forte impulso.

A companhia manteve nesta semana dois dias de conversas na Europa com companhias aéreas de todo o mundo para avaliar o interesse no novo avião para satisfazer a demanda pelos próximos 20 a 30 anos, disse John Slattery, presidente da Embraer Aviação Comercial. “Nós estamos nos primeiros estágios para avaliar que caso de negócio poderia ser”, afirmou ele.

O avião iria competir principalmente com a canadense Bombardier e a ítalo-francesa ATR. Slattery disse que os modelos de turbo-hélice vendidos atualmente têm “décadas de idade”, o que potencialmente abre a porta para um novo modelo. “Nós falamos sério em relação a isso”, afirmou ele no Clube de Aviação em Londres.

Slattery disse que o retorno das companhias aéreas foi instrutivo. É comum que as fabricantes de aeronaves tenham encontros do tipo para ouvir os clientes e melhorar seus conceitos, antes de oferecê-los formalmente aos clientes.

A Embraer gostaria de apresentar mais de uma versão para cobrir diferentes números de passageiros, mas o tamanho exato ainda não foi definido. O executivo não disse quando a empresa pode decidir sobre introduzir ou não o novo modelo. Os aviões com turbo-hélice tendem a voar com menos passageiros e em distâncias mais curtas. 

Fonte: Dow Jones Newswires. -  Revista Época

sexta-feira, setembro 15, 2017

Em ações cinematográficas, caças fazem 12 interceptações por mês

By on 15.9.17
A 164km do Congresso Nacional, na base da Força Aérea Brasileira (FAB), em Anápolis (GO), caças supersônicos desafiam a gravidade diariamente em combates dignos de cinema. Por cerca de uma hora, são disparados tiros e bolas de fogo – para desviar mísseis infravermelhos. Há até reabastecimento das aeronaves no ar.
A ação faz parte do treinamento de combate dos militares do 1º Grupo de Defesa Aérea (1° GDA), também conhecido como Esquadrão Jaguar. Os exercícios são realizados para manter excelência e fazer com que os pilotos atuem com exatidão na proteção do Centro-Oeste.
Desde que a Lei do Abate foi sancionada, em 2004, a FAB já fez mais de 2 mil interceptações de aeronaves suspeitas que cortam os céus do país. É quase uma ação a cada dois dias.
A norma estabelece que, se o piloto oponente se recusar a seguir as ordens da defesa aérea, é iniciada uma série de procedimentos que podem resultar até mesmo em um tiro de destruição, geralmente fatal.

O Metrópoles acompanhou por um dia os militares que atuam a bordo da aeronave F-5M, no município goiano. Conhecidos como “caçadores”, eles mantêm uma rotina rígida e sacrificam, muitas vezes, a vida pessoal em nome da Pátria.

Alerta
Dentre as atividades executadas pelo Esquadrão Jaguar, existe uma função de extrema importância e que demanda habilidade, rapidez e perícia. A cada dia, um dos pilotos ocupa o cargo chamado de “alerta”. O militar que está nessa posição trabalha em um período de 24h, ininterruptamente.
Esse militar fica em uma sala com todas as vestimentas necessárias para realizar o voo de emergência. Ele precisa estar pronto para quando a sirene tocar. O aviso geralmente é dado quando há uma invasão do espaço aéreo. Nesse caso, as aeronaves da FAB devem fazer uma interceptação.
Dado o alerta, o piloto tem de correr e decolar no menor tempo possível, geralmente, em menos de cinco minutos. O caça usado no serviço de alerta já fica preparado e foi averiguado com antecedência para sanar eventuais problemas.
A agilidade é tão necessária que uma bicicleta fica perto da saída do esquadrão para auxiliar no deslocamento do plantonista até a aeronave. A reportagem perguntou ao piloto, que não pode ser identificado, como ele se sente ao ouvir o barulho da sirene. Sem titubear, respondeu: “Correr”. Quando acionado, o militar nunca sabe se a missão é real ou de treinamento. Em todas as situações, o acionamento é executado com máximas agilidade e dedicação.

 



“Muitas vezes, o piloto que é interceptado não sabe que há uma aeronave da FAB o acompanhando”, afirmou o tenente-coronel aviador Paulo Cezar Fischer da Silva, comandante do 1º GDA. Segundo ele, primeiramente o militar precisa cumprir as medidas de averiguação, que consistem em verificar visualmente o tipo e a matrícula da aeronave. 

Se houver necessidade de mais informações, o caça sobrevoa no campo de visão do piloto. “Neste momento, a frequência do rádio deve ser alterada para que os questionamentos acerca da rota, tipo de missão e tripulação sejam feitos”, acrescentou o comandante do Esquadrão Jaguar.

Apoio em solo
Além do piloto, uma grande equipe de apoio é mantida em alerta. Os que executam esse serviço permanecem durante todo o plantão no esquadrão. São eles: mecânico da aeronave, mecânico de armamento e auxiliar do mecânico. O grupo, literalmente, corre contra o tempo para providenciar a decolagem o mais rapidamente possível.

Cada um tem responsabilidades bem definidas. Aos mecânicos cabe manter a aeronave pronta para o acionamento, possibilitando a partida dos motores e a ativação dos sistemas de armamento em tempo recorde para permitir uma decolagem imediata e segura.
Para participar da escala de alerta, os militares devem ser qualificados operacionalmente na aeronave. Isso envolve a realização de um curso com aproximadamente um ano de duração, no qual são submetidos a provas teóricas, voos de treinamento em simulador e, depois, na aeronave.
Turbilhão de sensações
Uma vez dentro do caça, o piloto está sujeito às mais diversas situações. Nem mesmo o ar-condicionado da aeronave é capaz de amenizar a grande perda de água do organismo. A cabine é estreita e as manobras executadas exigem um excelente condicionamento físico.

“Os nossos militares passam por treinamentos físicos específicos, pois há um grande impacto no organismo a cada voo”, disse o tenente-coronel aviador Paulo Cezar Fischer da Silva. Ele explica que os pilotos também precisam de muita concentração. “É necessário foco para executar o que lhe foi ordenado, uma vez que ele não tem autonomia para decidir sobre o que vai fazer. Apenas informa as condições ao controlador e cumpre o que é determinado”, acrescentou.

Ao enfrentar a força da gravidade, chamada de Força G, os militares podem chegar a desmaiar dentro das aeronaves. As roupas usadas por eles, no entanto, inflam e fazem com que os pilotos recobrem a consciência em um intervalo de tempo mais rápido. Além das condições físicas, outro obstáculo na vida de quem decide seguir a profissão é a carga horária extensa, além das constantes mudanças de endereço.
Em 23 anos de serviço, já fui transferido nove vezes. É complicado para o filho continuar na escola, a esposa conseguir emprego. Mas se há quem permaneça na profissão é porque alguma compensação tem. As pessoas que estão aqui amam o que fazem" - Tenente-coronel aviador Paulo Cezar Fischer da Silva (foto ao lado)
 
Narcotráfico
Dentre as aeronaves interceptadas por não estarem de acordo com as normas da defesa aérea, estão os aviões, geralmente de pequeno porte, usados por narcotraficantes no transporte da droga. O último caso no qual o Esquadrão Jaguar participou, dando cobertura a uma equipe de Campo Grande (MS), foi em 25 de junho deste ano.
Um avião bimotor foi interceptado na região de Aragarças (GO). Ele carregava 50kg de cocaína. O integrante do Jaguar seguiu o protocolo das medidas de policiamento e interrogou o piloto do bimotor. O militar determinou a mudança de rota e o pouso obrigatório no aeródromo de Aragarças.
Inicialmente, a aeronave interceptada seguiu as instruções da defesa aérea, mas em vez de pousar no aeródromo indicado, arremeteu.
O militar da FAB novamente comandou a mudança de rota e solicitou o pouso, porém o avião não respondeu. A partir desse momento, a atitude do piloto do bimotor foi classificada como hostil.
A aeronave da FAB executou o tiro de aviso – uma medida de persuasão para forçar a aeronave interceptada a cumprir as determinações da defesa aérea – e voltou a comandar o pouso obrigatório.

O avião interceptado novamente não respondeu e pousou na zona rural do município de Jussara, interior de Goiás. No local, a polícia apreendeu a droga. O piloto também foi localizado e preso. A interceptação da aeronave se deu na Operação Ostium.
A investigação é coordenada pelo Comando de Operações Aeroespaciais (Comae), da Aeronáutica, em conjunto com a Polícia Federal e outros órgãos de segurança e mira voos irregulares que possam estar ligados a crimes como o narcotráfico. A FAB acredita que após a operação, o tráfico na fronteira do país diminuiu em até 80%.
 Gripen
Atualmente, a grande expectativa dos pilotos brasileiros é com relação à chegada de 36 novos caças, o sueco Gripen NG de múltiplo emprego. O modelo é supersônico monomotor projetado para missões no ar, ar-mar e ar-solo, sob quaisquer condições meteorológicas.

A previsão é de que os caças sejam entregues à Força Aérea Brasileira entre 2019 e 2024. A principal base de operações do Gripen será na Ala 2, antiga Base Aérea de Anápolis, podendo operar a partir de pistas de pouso espalhadas em todo o país.
Com 14,1m de comprimento e 8,6m de largura, o Gripen NG atinge mais de duas vezes a velocidade do som e possibilitará que os pilotos da FAB sintam até nove vezes a força da gravidade quando fizerem manobras.
 O espaço onde funciona o 1ª Grupamento de Defesa Aérea em Anápolis respira história. A estrutura foi inaugurada em 1972. A primeira aeronave usada nesse serviço foi o F-103 Mirage III, escolha que teve o objetivo de criar a primeira unidade de interceptação da América Latina.

Os moradores mais antigos de Anápolis lembram com nostalgia do caça histórico que pousava por lá. “Somos acostumados a acordar com os barulhos dos caças. O Mirage sempre foi motivo de orgulho para todos que moram aqui”, disse uma oficial da Aeronáutica que também é moradora da cidade.

SpaceX lança mininave espacial secreta da força aérea americana

By on 15.9.17
A SpaceX lançou com sucesso nesta quinta-feira a mininave espacial secreta não tripulada do exército americano, a X-37B, segundo imagens transmitidas ao vivo pelo Centro Espacial Kennedy, na Flórida.
O foguete Falcon 9 decolou no meio da manhã e voltou a aterrissar menos de dez minutos depois do lançamento a partir da estação da Força Aérea dos Estados Unidos em Cabo Cañaveral, de acordo com as imagens da SpaceX.
Este lançamento estava suspenso em função do furacão Irma que se dirige para a Flórida.
Este é o segundo lançamento da SpaceX a serviço do Pentágono. Em maio, a empresa de Elon Musk colocou em órbita um satélite secreto.
A nave X-37B, também conhecida como Orbital Test Vehicle (OTV), é um dos dois aparelhos desse tipo conhecidos da frota da Força Aérea americana.
“A quinta missão do OTV continua melhorando o rendimento e a versatilidade deste impulsionador de tecnologias especiais, que também é uma plataforma para cargas úteis experimentais”, afirmou a US Air Force em um comunicado.
“Para esta missão, a OTV transporta pequenos satélites e fará a demonstração de um acesso mais rápido ao espaço e também permitirá testar tecnologias espaciais emergentes”, afirma o comunicado.

De Exame

quinta-feira, setembro 14, 2017

17 das coisas mais loucas que a inteligência artificial já pode fazer

By on 14.9.17
Recentemente, dois figurões bastante importantes do mundo da tecnologia trocaram farpas sobre o assunto do momento no setor: a inteligência artificial. No debate feito tanto através de postagens quanto vídeos na internet, Mark Zuckerberg e Elon Musk deixaram claro suas posições opostas em relação ao tema. O primeiro acredita em um futuro otimista para a IA, enquanto o segundo não esconde sua visão negativa sobre o assunto.

A pergunta que não quer calar, no entanto, é: será que realmente está na hora de se preocupar com o impacto que uma tecnologia dessas pode ter – para o bem e para o mal – nos seres humanos? Para responder a isso, achamos que pode ser uma boa ideia analisar o potencial da IA através do que ela já é capaz de fazer.Com isso em mente, listamos abaixo alguns exemplos que dão um gostinho do poderio atual dos computadores inteligentes. Confira o material e tente não se assustar caso eles estejam além do que você considera ficção científica:

1) Avaliar restaurantes

Hoje em dia, muitos estabelecimentos dependem de suas resenhas em plataformas da internet, como o Google Maps, o TripAdvisor ou o Facebook, para que sua reputação traga mais clientes. Pois agora existe uma inteligência artificial capaz de escrever avaliações em restaurantes, lanchonetes e outros locais.
Os textos são impressionantemente bem escritos, porém, são obviamente falsos. Isso é feito por donos desses comércios para inflar a quantidade de reviews sobre o estabelecimento nessas plataformas e atrair mais clientes, o que é uma prática um pouco desonesta. Leia mais.

2) Escrever livros

A literatura é uma das mais belas artes que o ser humano produz e que atinge muitas pessoas e encanta a maioria delas. Mas e se os robôs começassem a escrever livros por aí? Cansado de esperar pela continuação da série de livros “As Crônicas de Gelo e Fogo”, de onde saiu a série “Game of Thrones”, o engenheiro de software Zack Thoutt resolveu desenvolver uma IA para escrever o sexto livro. O resultado é surpreendente! Leia mais.

3) Editar vídeos esportivos

Edições em vídeo de partidas esportivas são bastante chatas de se fazer e não necessariamente é uma atividade que carregue uma personalidade própria, sendo mais um trabalho mecânico mesmo. Por isso, nada melhor do que colocar um computador com inteligência artificial para realizar a ingrata tarefa, mais especificamente o sistema Watson, da IBM, que tem treinado com partidas de tênis do US Open. Leia mais.

4) Compor músicas

A artista Taryn Southern resolver criar um álbum inteiro usando softwares de inteligência artificial para compor suas músicas após ter brincado de fazer canções dessa maneira e ter gostado do resultado. Chamado “I AM AI”, seu álbum vai ser o primeiro a ser produzido completamente por IA. Provavelmente, o pioneiro de muitos. Leia mais.

5) Identificar tatuagens

Não é uma tarefa simples reconhecer estilos de desenho, pintura, escolas artísticas e outras características em obras de arte. Porém, um software de inteligência artificial consegue reconhecer – com uma precisão impressionante – estilos de tatuagem, analisando apenas uma imagem da obra. Ele vai dizer com porcentagens de certeza se a tattoo é do tipo aquarela, blackwork, oldschool entre outras. Leia mais.

6) Criar itens de moda

A Amazon pode, em algum tempo, tomar o lugar das grandes marcas de moda com sua tecnologia de inteligência artificial chamada Generative Adversarial Network (Rede Adversária Generativa em português), que é capaz de desenhar objetos fashion apenas observando amostras de um estilo específico, buscando as próximas tendências da moda. Leia mais.

7) Reconhecer vozes com perfeição

O reconhecimento de voz já é uma tecnologia bastante antiga, o que não significa que ela ainda não precisasse melhorar bastante para funcionar com maior precisão. Aparentemente, chegamos enfim a um ponto onde esse recurso consegue ser igual ou melhor do que a identificação que nós, seres humanos, fazemos de palavras faladas – pelo menos de maneira literal. Leia mais.

8) Saber se você está mentindo

Ok, essa é um pouco assustadora, mas o recurso está sendo desenvolvido pela Silver Logic Labs e consegue desvendar se alguém está ou não mentindo apenas olhando para a imagem de seu rosto e analisando características que indicam o estado emocional da pessoa. Se você pensou em algo parecido com o filme “Minority Report” ou similar, você não está tão errado assim. Leia mais.

9) Pilotar planadores

Uma equipe da Microsoft Research tem trabalhado no desenvolvimento de um sistema de inteligência artificial que é capaz de manter planadores o máximo de tempo possível no ar, analisando as correntes de ar para que a aeronave sempre tenha aquele ventinho providencial para fazê-lo voar sem gastar combustível desnecessariamente. Aliando isso à produção de energia solar ou eólica, esses aviões poderiam ficar planando no ar quase que para sempre. Leia mais.

10) Desenhar mangá

Pesquisadores de duas universidades chinesas e duas norte-americanas criaram um sistema que usa inteligência artificial para gerar desenhos no melhor estilo mangá sem nenhuma ajuda humana. Usando uma interface simples que permite a definição de certos traços básicos, a plataforma cria personagens únicos de desenho japonês com um alto nível de perfeição. Leia mais.

sábado, setembro 09, 2017

EUA interceptam um míssil de teste no litoral do Havaí

By on 9.9.17
Os Estados Unidos interceptaram um míssil de médio alcance frente ao litoral do Havaí nesta quarta-feira (30) um teste bem sucedido do sistema de interceptação cm o qual o Japão tenta reforçar sua defesa ante a Coreia do Norte. 

O teste foi realizado pela Agência de Defesa de Mísseis (MDA) e a Marinha americanas a partir do navio USS John Paul Jones, um destróier lança-mísseis, apenas um dia depois que a Coreia do Norte disparou um míssil balístico que sobrevoou o Japão. 

Usando os foguetes guiados Standard Missile-6 (SM-6), o teste interceptou um míssil balístico de médio alcance lançado de uma base em Kauai, Havaí, graças ao radar AN/SPY-1, que o USS John Paul Jones dispõe. 

O líder norte-coreano Kim Jong-Un prometeu lançar outros mísseis sobre o Japão, ante a condenação da ONU e a advertência dos Estados Unidos sobre severas repercussões. 

A MDA disse que o teste oferece uma capacidade melhorada ao componente naval do sistema de defesa de mísseis balísticos em sua fase terminal. Este teste representa a segunda ocasião em que um míssil SM-6 intercepta com sucesso um míssil balístico de médio alcance. 

Estados Unidos e Japão trabalham em conjunto desde 2006 para desenvolver uma variante do Standard Missile-3, um míssil lançado do mar e que também faz parte do sistema Aegis. O Japão busca criar uma versão terrestre. 

Do G1

sexta-feira, setembro 08, 2017

O tecnoapocalipse através da inteligência artificial

By on 8.9.17
Tempos atrás enquanto voltava pra casa tive uma experiência extracorpórea, estava no carro, dirigindo, mas não estava lá.

Quero dizer, eu podia ver me corpo ligado a máquina, mas eu era mais máquina do que o próprio carro. Eu pensava no trabalho, pensava se minha filha estava segura no banco no banco de trás, pois hoje em especial estava sem a cadeirinha, pensava em minha esposa, onde será que ela estava?

Mas não pensava em dirigir o carro. O carro praticamente se dirigia sozinho, os freios e aceleradores que eu pisava não eram ligados fisicamente as rodas, todos os meus movimentos eram lidos por um processador e então direcionados para o carro de verdade. Eram estes processadores que mediam a quantidade de combustível a ser colocada no motor, a quantidade de oxigênio, a rotação adequada para ter a aceleração ideal. Meu celular, ligado a milhares de satélites pensava o melhor caminho, quando eu iria chegar e se estava a cima da velocidade ou não. Percebi que eu era a máquina não pensante, estava longe, meu corpo regido por uma força maior somente apertava alguns botões e girava alavancas como era me ordenado fazer pois era ele meu mestre e eu o seu robô.

Quis começar o artigo com esta história um tanto quanto dramática para fazer o link com a visão do roboticista Rodney Brooks em seu discurso no TED - "Por que dependeremos dos robôs”.

Vamos neste momento separar 2 tipos de robôs o primeiro seria o robô com corpo, e o segundo o robô com mente. Durante a sua fala Brooks foca bastante sobre o robô com forma física com corpo, não necessariamente androide, mas em um tipo de robô que de alguma maneira poderia auxiliar em pequenas unidades fabris ou em trabalhos domésticos corriqueiros, ele comenta como a população está ficando cada vez mais velha, demograficamente falando em relação a faixa etária. E como, através de robôs, poderíamos sermos pessoas idosas mais independentes com uma vida mais digna.

Embora no começo do seu discurso ele comente sobre robôs com mentes, que auxiliam pessoas a fazerem cálculos, ou buscas em uma biblioteca, o foco do seu discurso é em Baxter um robô industrial criado por Tehink Robotics sua startup em 2012. Este robô é um robô com corpo, gentil que possui braços e até mesmo olhos simpáticos.

Algumas pessoas ainda pensam em robôs como seres mecânicos andróides que vieram do futuro para destruir a raça humana, algo como no filme “O Exterminador do Futuro”. Mas não é parte física, programável e corpórea da robótica que me encanta, mas sim a parte da mente, da inteligência ou até da alma.

O neurocientista e filósofo Sam Harris no TED Talks - "Can we build AI without losing control over it?” diz que a inteligência é uma questão de processamento de informação. Como não há nenhuma previsão de que o poder de processamento de informação dos computadores começarão a diminuir é fato que um dia a inteligência dos computadores superem a inteligência humana. E o ponto mais importante é que não fazemos idéia quanto tempo iremos demorar para criar as condições ideais para fazer isto com segurança.

Harris faz uma comparação muito simples entre humanos e formigas, colocando os humanos no lugar da formiga e os robôs no lugar dos humanos. A questão é que não queremos fazer mal para as formigas, até desviamos o caminho se não houver nenhum problema, mas se existe uma colônia de formigas em um lugar onde você gostaria de construir um prédio, você nem mesmo pensa sobre as formigas, você simplesmente constrói o prédio.

Ray Kurzweil no TED - "Get ready for hybrid thinking", mostra como nós poderíamos evoluir para um pensamento híbrido através de nano tecnologia que nos permitiria acessar um sistema paralelo que aumentaria o processamento do nosso neocortex, parte do cérebro responsável pela mudança de nossos comportamentos. Junte esta linha de pensamento com a do Harris onde os seres humanos se tornaria um sistema límbico para as máquinas e temos o apocalipse através da AI, ou algo bem próximo a Matrix do filme “The Matrix”.

ONU revê mar territorial e Malvinas passam a fazer parte da plataforma continental argentina

By on 8.9.17
ONU aprova extensão dos limites das águas argentinas. Governo britânico desvaloriza a decisão e sublinha que a comissão em causa serve apenas como um órgão consultivo

A ONU ratificou um pedido da Argentina para ampliação da plataforma continental do país. De acordo com as novas fronteiras, as Malvinas (ou Falkland na designação britânica) e as ilhas Geórgia do Sul e Sand-wich do Sul - todas elas território britânico - passam a estar incluídas nas águas argentinas.

Esta decisão da Comissão de Limites da Plataforma Continental da Organização das Nações Unidas (CLPCONU) - que representa um aumento de 1,7 milhões de quilómetros quadrados - foi, como seria de esperar, recebida de forma muito distinta pelos responsáveis políticos da Argentina e do Reino Unido, tendo em conta a disputa que opõe os dois países relativamente à soberania sobre os territórios em causa.

Susana Malcorra, ministra dos Negócios Estrangeiros do governo de Maurício Macri, celebrou o momento: "Esta é uma ocasião histórica. Representa um enorme passo para a delimitação da nossa plataforma continental e para a afirmação dos nossos direitos no que diz respeito à exploração de recursos." A mesma responsável sublinhou ainda a importância de a ONU ter reconhecido que as ilhas em causa são alvo de uma disputa diplomática não resolvida. Para Jorge Taiana, presidente do Parlamento do Mercosul, "a Argentina tem agora direitos sobre a exploração do fundo do mar". Em causa podem estar as receitas provenientes do petróleo.
 
Do DN


 O gabinete do primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, minimizou nesta terça (29) uma decisão das Nações Unidas que amplia o limite da plataforma continental da Argentina, deixando dentro de seu território as Ilhas Malvinas (chamadas de Falkland pelos britânicos).
A decisão da ONU foi anunciada na segunda (28) pelo ministério argentino das Relações Exteriores e atende a uma petição apresentada pela Argentina em 2009. Com o aval das Nações Unidas, o país incorpora 1,7 milhão de quilômetros quadrados e aumenta em 35% sua superfície atual.
Segundo o jornal argentino 'Clarín', um porta-voz de Cameron declarou que o governo britânico ainda não recebeu qualquer informe oficial sobre o assunto e ressaltou que a comissão da ONU "é apenas um orgão de conselho".
"É importante notar que é um comitê de conselho, que faz recomendações que não são legalmente obrigatórias. Essa comissão não tem jurisdição sobre questões de soberania", diz o comunicado britânico, que acrescenta ainda que "o importante é o que pensam os moradores das ilhas Falkland. Eles deixaram claro que querem ser um território britânico e apoiamos seu direito de determinar seu futuro".
Ainda de acordo com o Clarín, a mensagem diz ainda que "uma das comissões analisou a questão do território marítimo em litígio. Ainda não recebemos o relatório. Não devemos nos apressar. Há especulações de que o relatório veio da Argentina. Devemos aguardar aquele que virá da comissão (da ONU)".
Exploração das Malvinas
"As Ilhas Malvinas estão dentro da plataforma continental argentina", destacou na segunda-feira Jorge Taiana, atual presidente do Parlasul (Parlamento do Mercosul) e que era chanceler da então presidente Cristina Kirchner em 2009, quando foi apresentada a solicitação às Nações Unidas.
Segundo a agência AFP, Taiana explicou que, "de acordo com a Convenção sobre os Direitos do Mar, as ilhas Malvinas são argentinas. Agora, a Argentina tem direito soberano sobre o fundo do mar, a exploração de hidrocarbonetos e sobre os animais", insistiu o ex-chanceler.
As Ilhas Malvinas são objeto de uma longa disputa de soberania entre a Argentina e o Reino Unido, que as ocupou em 1832. Em 1982, tropas da ditadura militar argentina voltaram às ilhas, dando início a uma guerra que durou 74 dias e terminou com a vitória britânica. O conflito deixou 648 argentinos e 255 britânicos mortos.
Em 2013, quase todos os 3 mil habitantes das Malvinas se manifestaram em um referendo a favor de continuar sob a soberania britânica.

Do G1

quinta-feira, setembro 07, 2017

Força Aérea Portuguesa deve receber aviões KC-390 da Embraer até final de 2021

By on 7.9.17

A Embraer e o governo de Portugal iniciaram nesta segunda-feira as negociações para o fornecimento de pelo menos cinco aviões KC-390 à Força Aérea Portuguesa (FAP). A expectativa é a de que as primeiras aeronaves possam entrar em serviço dentro de quatro anos.
Em cerimônia realizada no Ministério da Defesa Nacional, em Lisboa, representantes do governo português e da empresa brasileira, segundo a mídia local, definiram que, até 26 de outubro, as autoridades portuguesas deverão apresentar um relatório detalhado sobre os "aspetos relevantes e necessários à introdução" do KC-390 na FAP. Ao menos três aeronaves devem começar a operar em fase de adaptação até o final de 2021.
Utilizado para transporte tático/logístico e reabastecimento em voo, o avião brasileiro deverá substituir os C-130 que são usados atualmente pelos militares de Portugal. 
"Naturalmente, um avião tão inovativo quanto o KC-390 está destinado a deixar sua marca."
Em declarações à imprensa portuguesa, o ministro da Defesa de Portugal, Azeredo Lopes, disse que o projeto, se for levado adiante, representará um investimento muito significativo, porém necessário, para a FAP. Sem revelar os valores estimados, ele destacou que, por outro lado, a compra dessas aeronaves poderá refletir no aumento do orçamento em Defesa, exigência que vem sendo feita pelos Estados Unidos no âmbito da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). 


KC-390: Negócio de US$ 500 milhões dá a Portugal um avião versátil, diz especialista.

O acordo entre o governo de Portugal e a Embraer para a compra de pelo menos cinco aviões cargueiros KC-390 dará aos lusos uma aeronave versátil e robusta para ações militares, mas também permite adaptações para que o aparelho ajude no combate a incêndios na Europa.
Em entrevista exclusiva à Sputnik Brasil, o jornalista especializado em questões militares Pedro Paulo Rezende explicou que o negócio, estimado em aproximadamente US$ 500 milhões, permite que os países detentores do KC-390 possam utilizá-lo em múltiplas tarefas.

“Ele possui capacidade de 26 toneladas, seis a mais do que o C-130 Hérculos [de origem estadunidente], e trata-se de um avião espetacular. Ele é mais versátil, vem com um sistema de transferência de combustível embutido, e com adaptações pode servir em várias tarefas, como avião-bombeiro por exemplo”, disse Rezende.

Portugal foi um dos principais parceiros da Embraer na concepção e desenvolvimento do KC-390, tendo investido 20,8 milhões de euros no projeto. A intenção de compra da aeronave por parte de Lisboa é conhecida, tendo sido oficializada pelo governo português nesta semana, em meio a uma nova leva de incêndios que castigam Portugal e outros países europeus.

“Assim, reforçam-se as atuais capacidades de transporte aéreo, de busca e salvamento, evacuações sanitárias e apoio a cidadãos nacionais, nomeadamente entre o Continente e os Arquipélagos”, diz um trecho da resolução publicada pelo governo português nesta quinta-feira, autorizando o negócio.

De acordo com Rezende, hoje existem três protótipos da aeronave em operação. Em 2018, o Brasil receberá o primeiro dos 28 modelos KC-390 encomendados pelo país junto à Embraer. A data de entrega dos aviões aos portugueses ainda não foi divulgada pelas partes envolvidas no negócio.

“Muitos países estão interessados, como a Suécia, a República Tcheca, a Argentina, o Chile… É um avião feito por um pool de empresas, algumas delas sendo justamente desses países que poderão comprar o avião da Embraer”, ponderou o especialista, que estimou em 3.000 o mercado de aeronaves cargueiras que poderão ser substituídas, possivelmente, pelo KC-390.

Frases

Popular Posts

Postagens mais visitadas

Popular Posts